Dave Winer, pesquisador das novas mídias na Universidade de Harvard publicou hoje o seguinte artigo:

Como jornais deviam analisar o fenômeno Twitter

Hoje vou dividir com vocês uma percepção, um novo caminho. Eu escrevo posts para o Twitter há mais de dois anos. Para mim já é uma coisa natural, apenas mais um passo no processo
de publicação de notícias. Tanto que no meu editor de textos já tem até um botão onde eu clico para inserir o link reduzido da notícia. (*)











Como é o meu processo para escrever um artigo:

Etapa 1. Escrevo a primei
ra versão do artigo. Organizo as idéias. Edito.

Etapa 2. Salvo. Ao fazer a primeira versão ela já aparece no site scripting.com, tanto na página inicial do site, como também na página da matéria. Normalmente eu repito este processo de salvar o artigo até que ele esteja pronto para que a história apareça no feed RSS. (Alguns escritores e jornalistas não gostam que o leitor veja as várias versões provisórias, mas eu não me preocupo, imagino até que é algo interessante para quem acompanha o processo de elaboração da reportagem).

Etapa 3. Elaboro o RSS. Sei que muitos clientes RSS leem o tópico apenas uma vez, por isso eu espero até que o artigo esteja finalizado para inserir no RSS. Nessa etapa eu até posso acrescentar algumas fotos, ou links ou trocar, melhorar ou modificar algumas palavras, mas não sou de mudar muito.

Etapa 4. Clico no botão do editor de textos para sintetizar o link do endereço do site no qual vai aparecer a notícia, para eu poder colocar o link reduzido no post do Twitter.(**) O software automaticamente, comprime o título da notícia e adiciona o novo link reduzido e devolve para que eu faça algum ajuste de edição, caso seja necessário.


Esta última etapa é relativamente nova, mas está começando a ganhar muita importância dentro de todo o esquema. De uma maneira geral a história não é publicada (apesar de já estar disponível no site), até que ela esteja postada no Twitter. Acredito que ao longo do tempo, quanto mais sistemas estiverem conectados ao Twitter, isso vai se tornar significativo. Porque você tem toda a notícia, o endereço do site onde ela está, e a informação RSS do artigo, tudo isso em 140 caracteres (o limite do Twitter). Este artigo (no original em inglês) tem 2.291 caracteres, ou 16 tweets.

O que eu quero dizer é que o Twitter se tornou o "newspaper of record", o "registro da história". (clique aqui para ler matéria sobre o assunto, em inglês, no New York Times que contradiz essa idéia.)

Em poucos anos o que sobrar da atual indústria da notícia (dos EUA) dirá que o Twitter é um parasita e vai querer royalties. É lamentável que esta indústria ainda não tenha se dado conta do que está acontecendo, e tentado criar um sistema melhor de divulgar as notícias, em torno do Twitter. Porque no final dessa campanha para angariar fundos para a própria sobrevivência, o que eles vão receber são os relatórios com as estatísticas dos prováveis errros cometidos.

Adendo para os desenvolvedores de negócios:

Gostaria de estar faturando na bolsa com as ações do Twitter, assim eu poderia estar motivado para trabalhar em benefício dos produtos de sua companhia. Mas, eu sou um avarento capitalista assim como você, e com minha ‘ação’ do Twitter perdendo valor a cada dia, eu tenho que olhar para outros lados para investir e ganhar. Você deveria pensar nisto como um desafio ou um quebra-cabeças, e descobrir como incentivar seus usuários a torná-lo ainda mais rico.





(*) Normalmente o Twitter aceita no máximo 140 caracteres por post. Quando o jornalista quer atrair leitores (do Twitter ou não) para a notícia que escreveu, ele vai até um site que sintetiza o endereço da URL onde está a notícia, e aí então faz a postagem (no Twitter) já com o endereço reduzido. Por exemplo, imagine que o endereço da sua casa (real) fosse Avenida Presidente Hermes da Fonseca, 2345, apartamento 1444, Bloco A, Edifício Mares Tropicais do Atlântico Sul, Petrópolis, Natal, RN, Brasil, CEP 59022-444; ao fazer a redução provavelmente ficaria: prherm2345/1444A/RN/BR. Breve vou postar quais sites fazem essa redução e explicar melhor o assunto.

(**) O link para o site desta notícia em inglês é: http://www.scripting.com/stories/2009/06/07/howNewspapersOughtToThinkO.html já o link para a mesma notícia quando postada no Twitter é: http://tr.im/nHKg . De 75 caracteres para 17 caracteres.

(***) Nos Estados Unidos, há centenas de anos, os jornais são reconhecidos como um sistema extra-oficial do governo para registrar os acontecimentos, atos legais e crônicas da sociedade, diariamente. A expressão newspaper of record, que estou traduzindo aqui como 'registro da história’, tem um significado específico e importante para os bibliotecários, historiadores e advogados americanos. Com o advento da mídia online ocorre uma disputa para a utilização do termo “newspaper of record”, pelos jornalistas e publicitários que utilizam o universo virtual para trabalhar. A indústria da notícia americana, e muitos profissionais liberais que utilizam o “registro da história” para desenvolver seus trabalhos, não concordam que o termo seja utilizado quando se trata da mídia virtual. Para isso, eles alegam que os balanços economicos anuais publicados pelas grandes empresas e os atos legais só tem valor oficial quando publicados nos jornais impressos tradicionais. Acredito que no Brasil ocorra o mesmo. Sei que existe um projeto sobre validade da assinatura virtual nos cartórios brasileiros.



A mídia social é uma indústria?

Posted by admin 6 de jun. de 2009 0 comments

Fonte: mashable
A mídia social agitou grandes ondas nesta semana.
Novos serviços foram lançados, e entre eles o que está provocando mais agitação é o Google Wave. A China tentou bloquear (censurar) Twitter, Orkut e outros ‘chats’ da internet por causa dos 20 anos da manifestação na praça da Paz Celestial. E finalmente o Google fechou a semana comemorando o aniversário do Tetris.



Os analistas dizem que o crescimento da mídia social d
esafia qualquer previsão. Veja o gráfico.



Apesar dos números, Twitter e Facebook, apenas arranham a superfície desse cresciment
o vertiginoso. Há três anos o termo sequer existia. Hoje, a mídia social engloba as redes sociais, as plataformas móveis, a troca de informações, o video online, e muito mais. Milhares de profissionais e empresas estão profundamente envolvidos na esfera da mídia social.



Embora as empresas de todo o mundo venham contratando muitos profissionais para atender a mídia social, a contratação da nova Editora de Mídia Social pelo jornal The New York Times teve uma grande repercussão. Jennifer Preston escreveu:

“Pense no Twitter. Você sabia que o jornal NYT é o nº 2 na lista dos 100 twitters mais seguidos? Você não está interessado? Ok, mas o que eu quero mostrar é que, um grande número de pessoas sabem das notícias não porque entram na homepage do jornal, ou compraram um exemplar nas bancas. Eles receberam alertas e recomendações sobre determinadas notícias através de seus colegas e parentes. Nós precisamos entender como alcançar esse grupo de pessoas efetivamente e servi-los muito bem. Ao mesmo tempo, muitos de nós usamos as redes sociais para encontrar fontes, contactos e informações.”

A pergunta que surgiu então é a seguinte: Há um número suficiente de pessoas e empresas em mídias sociais para que seja estabelecida sua própria indústria? O que você acha? Conheça a opinião de alguns leitores americanos:

Marius Kuitniauskas – Não dá para ignorar os bilhões de doláres em receitas feitos nesta indústria.

Aaron Richard – Bilhões em receitas? Talvez, mas é uma receita instável que foi construída em cima de uma inflacionada bolha da economia. As receitas são uma coisa, os lucros são outra coisa totalmente diferente. A maioria dos "social media" projetos estão gerando perda de negócio. Nem todos, mas a maioria. Facebook, Twitter, Digg, Blogger, Last.fm, etc. Estas redes não dão lucro. No final das contas, os grandes jogadores como Google, Microsoft, agências da mídia tradicional e as grandes redes vão ter que entrar e absorver essas empresas. Mídia Social é uma idéia. É um canal suplementar da mídia e das comunicações. Não se trata de uma indústria.

Todd Lucier – A Mídia Social é um espaço. A prestação de serviços pela Mídia Social pode se tornar um negócio, e portanto, uma indústria se as pessoas estiverem envolvidas em trocas econômicas. A indústria é medida pela produção econômica, e não pelo número de usuários, de cliques ou de mensagens enviadas.

dsko – Não creio que a Mídia Social seja uma indústria, ainda, mas ela está no caminho certo para se tornar uma. É como um universitário que conseguiu se formar em comunicação digital, a Mídia Social também está começando sua carreira. Embora eu não tenha parado para pensar sobre o assunto até agora, devo confessar que a Mídia Social se adequará perfeitamente para atender as novas estratégias de marketing e poderá aumentar as receitas tanto das grandes, como das pequenas empresas.

aschrock – Sim e não. Os sites das redes sociais podem ser considerados uma indústria porque literalmente eles organizam e rentabilizam as interações sociais. Mas falando de um modo geral, a Mídia Social não é uma indústria. As indústrias não são definidas pela popularidade, mas sim, pelos produtos que elas criam. Na verdade, "social media" é um termo ambíguo para ser usado para descrever a coleção(ou a maioria) de tecnologias online que dependem das conexões entre as pessoas para funcionar. Estas tecnologias são bastante díspares e, muitas vezes, os indivíduos e as empresas acabam utilizando-as para finalidades completamente diferentes. Neste sentido, a mídia social é um veículo para as outras indústrias, tais como publicidade, jornalismo, e desenvolvimento de software. Cada uma dessas indústrias tem práticas e produtos muito específicos. A mídia social está integrada em diversos níveis em todas estas indústrias, mas, sozinha ela não conta muito. Em outras palavras: a mídia social é uma ferramenta para diversas indústrias, mas ela não é uma indústria.

Sujata Chadha – Acredito que a mídia social ainda está engatinhando. Ela se tornará intrinsicamente parte da vida de todos nós, da maneira como as pessoas e as empresas se comunicam e obtém respostas dos clientes. Certamente serão desenvolvidas novas plataformas, mais complexas e fáceis de serem utilizadas pelos usuários, além de novas ferramentas que irão ajudar a tornar a comunicação mais compreensiva. A informação será usada de maneiras que nós nunca pensamos antes, e a vida será mais rica pela experiência colaborativa vinda de outras pessoas especialistas em determinados assuntos (como um diagnóstico médico por exemplo). Claro que será preciso encontrar uma solução para questão da segurança e da privacidade, mas estou excitada para ver o que será quando a mídia social amadurecer.

Nova busca do Google

Posted by admin 5 de jun. de 2009 5 comments

Ontem eu escrevi sobre a nova ferramenta da Microsoft, a BING, e hoje é a vez da Google Squared. Ela é a nova ferramenta de buscas do Google que exibe os resultados no formato de uma planilha. Veja o exemplo:

O que mudou? Além do formato diferente você recebe as informações com os detalhes, sem precisar clicar no link para saber do que se trata. Outra modificação é que você pode adicionar informações e personalizar as planilhas com novas colunas, nomes, informações e salvar tudo na tabela. Para fazer um teste clique aqui.

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra aborto significa “ação ou efeito de abortar; dolosa interrupção de gravidez, com ou sem expulsão do feto; produção imperfeita; coisa fora do comum”. Esses significados ampliam o leque das questões as quais queremos rotular de aborto e, nos leva a seguinte pergunta: Quantos abortos você praticou, só, hoje? Um só que é individual; um só que é apenas; um só que não tem volta. Como a ação abortiva acontece não percebemos, ela se traveste de solução para problemas, mais presentes do que futuros, camuflados por nuances que atesta uma condição de equilíbrio onde o agente do aborto é elemento único na situação, portanto, o único a decidir sobre o certo e o errado; sobre o bem e o bom. Não são enxergados os abortos sociais que estão a nos rodear provenientes de uma sucessão de abortos.De acordo com uma pesquisa realizada pelo Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará, um dos determinantes do aborto provocado por mulheres em localidades da região Nordeste do Brasil, é o uso do misoprostol, droga licenciada para o tratamento de úlceras gástricas e duodenais. Essa pesquisa compreendeu o período de 1 de outubro de 1992 a 30 de setembro de 1993, mas, apesar de decorridos treze anos apresentam estatísticas nada diferentes da realidade de hoje, pois os problemas que entremeiam a questão do aborto não foram resolvidas, sempre se coloca rebocos em buracos aparentes sem cuidar da parede completa. Os dados coletados na referida pesquisa são os seguintes: 4,3% eram analfabetas; 73,2% tinham até 08(oito) anos completos de estudo; 91,6% eram compostos por católicas; 61,5% viviam sozinhas ou não tinha uma união estável; 34,0% a ocupação era de dona-de-casa; 10% eram estudantes. Aqui não foram colocados os dados relativos à venda de remédios, que segundo a pesquisa é fácil adquirir nas farmácias. Sabemos que hoje esses remédios ilegais são adquiridos com mais facilidade através da internet.Quando nos deparamos com estatísticas apontando para uma realidade, aqui endosso o ministro da saúde, José Gomes Temporão, ao dizer que “estamos vivendo uma situação de calamidade pública”, tudo toma proporções maiores obrigando, por assim dizer, a sociedade ficar de frente a esse contexto sócio-político educacional, não isentando ninguém da sua responsabilidade perante essa sociedade construída e sustentada por nós, aceitando e acatando os seus vários tumores abertos sem reclamar e tão pouco agir para fazer sarar.Diante disso, é impossível tratar o aborto como questão única sem levar em consideração todos os implicantes, e não apenas legalizá-lo para livrar todos do fogo do inferno e dos pecados. A possibilidade em lidarmos com essa situação vai muito além daquilo tido como ideal, talvez numa medida emergencial, legalizar o aborto fosse o início de uma discussão, abrindo o problema para que a sociedade chegasse a um melhor entendimento contextualizando os implicantes ligados diretamente a abordagem-aborto- e, com isso, enxergasse muito mais do que pecados malditos; do que probleminhas desconfortáveis que atrapalham a juventude e o sexo livre. Seria, então, uma postura de assumir os seus atos redescobrindo-se capaz de enfrentar os problemas sem deixar-se levar pelas falsas ilusões de livrar-se de inconvenientes sem ter que responder por eles, como se sua vida estivesse sendo zerada e recomeçando em caderno limpo. Mas, onde está o resto da sua história? Abortou-a numa clínica infecta? No sanitário sujo? Ou jogou-a no lixo para, também, ser reciclada depois de apodrecer toda sua carne?Há no Ministério da Saúde, em vigor desde 2004, uma Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento, tendo como idéia qualificar a atenção às mulheres em processo de abortamento e diminuir a mortalidade materna, segundo a técnica especializada em saúde da mulher do Ministério da Saúde, Regina Viola, “Não se trata de legalizar o aborto, mas de padronizar o atendimento das mulheres em situação de risco, que procuram o SUS com complicações de aborto”, Não vemos essas ações executadas em nossos hospitais, ou pelo menos, não temos conhecimento, mas, por que o governo está se posicionando a favor do aborto se a execução dessa técnica ainda não refletiu sobre a sociedade? Quem vai assumir a decisão de legalizar o aborto nesse país? Sabemos que com o aborto fetal, vêm juntos os abortos que o homem pratica todos os dias e passa por cima sem recolher a placenta da sociedade que chora órfão das leis que as defenda e dei-lhes dignidade.

Elvira Pereira


Bom dia amigos!
Lendo algumas crônicas de alguns outros tantos amigos anônimos, cheguei à conclusão de que somos todos tão iguais, o que nos diferencia são apenas alguns gostos extravagantes; umas manias enraizadas em nosso cotidiano que usamos para nos defender de possíveis invasores, muitas vezes fruto de nossos medos e da insegurança em projetarmos o nosso real sentimento para quem nos observa.Meu amigo, você já prestou atenção em quanta coisa é camuflada para mantermos uma aparência irretocável, por puro medo de nos expormos ao ridículo? Será amigo, que se nos despíssemos da nossa armadura protetora chamada ego poderia ser mais leve nossa armadura e entender a vida sem tantos atalhos complicados?Sabe amigo, há momentos em que eu queria gritar "eu te amo" e com a mesma intensidade poder dizer, também, "não concordo" ou "não te suporto". Mas, com a estória da política da boa vizinhança nos tornamos arremedos da verdade, omitindo tantos conflitos, se realmente pudéssemos ser verdadeiros, nosso amigo entenderia que não é o "cara" o tempo todo e quando há discordância as pessoas podem expressar o que sente sem agredir e não ficar fazendo um tipo de bonzinho que suporta tudo, mas, que por dentro está matando uma amizade que não criou raiz para fecundar e crescer sólida, resistindo a qualquer vendaval.Bem amigo, vou ficando por aqui tentando refletir sobre tudo o que pensei para não me sentir tão afetada quando um amigo disser que não concorda comigo e que eu poderia melhorar o meu proceder.
Um grande abraço e até breve.
Elvira Pereira

Posted by admin 4 de jun. de 2009 0 comments

O editorial do site TechCrunch (www.techcrunch.com) de hoje (4/Junho/2009) condena a atitude da Microsoft de obrigar o usuário do Internet Explorer 6 a utilizar o novo serviço de buscas da empresa - o BING.
Mesmo quando o internauta tenta acessar o endereço de outro site de buscas, como o Google, por exemplo, o browser do Explorer volta a acessar o BING, ou emite uma mensagem de erro (site não encontrado).


Os comentários dos usuários (muitos) provocaram uma resposta da Microsoft que admitiu ter um 'bug' no IE6, que obriga o internauta a usar o BING, mas que estão investigando a causa para apresentar a solução nos próximos dias. Segundo a TechCrunch durante uma pesquisa realizada entre seus leitores, mais de 5% deles utilizam o IE6, e no mercado global o total seria de cerca de 20% de usuários do IE6.

"Isso significa milhões de usuários que potencialmente foram afetados por esta jogada", acrescenta o editorial. "Interessante observar que a Microsoft já foi acusada de monopolizar o mercado, e não seria normal a empresa forçar a barra dessa maneira. É hilário ver que eles não conseguem consertar o 'bug'. Enquanto isso, os internautas podem tentar usar outros browsers modernos como o Firefox, Chrome, Safari ou IE8", finaliza.

Para ler a matéria no original em inglês
clique aqui.

Estão abertas até o dia 20 de junho as inscrições para o 4º Festival de Cine Documental MiradasDoc, evento de documentário que acontece entre os dias 1 e 7 de novembro, em Guia de Isora, Tenerife, Espanha. Mais informações clique aqui.

Por Fernando Branquinho

Deixei a TV ligada na segunda-feira (1/6) o dia todo para acompanhar o sumiço do vôo 447 da Air France, alternando Globonews, CNN, TV5Monde, Bandnews e Recordnews. Na falta de novidades, qualquer coisa servia para mostrar atualização. Numa delas, depois de repetir a vinheta por horas, acrescentaram o prefixo da aeronave como relevante. Por volta do meio-dia, ouvi de relance, na TV francesa, falarem em 60 brasileiros. Às 3 da tarde a TV Globo mostrou o relações públicas da Air France no Brasil falando em percentuais de nacionalidades, cabendo aos canais de mídia fazerem as contas chegando a cerca de 80 brasileiros. Depois, o número passou a oscilar entre 57 e 58 dependendo da fonte (ANAC e Air France).

Ainda falando em cálculo, na CNN leram a nota da Aeronáutica brasileira e os comentaristas aparentavam bater cabeças com fusos horários. Já no Brasil Urgente, de José Luiz Datena, na Band, a coisa estava risível. Em poucos minutos, vi passarem imagens de um grande aeroporto ao fundo, enquanto o apresentador falava que eram imagens do aeroporto de Fernando de Noronha. Depois, perceberam a mancada e ele retificou. Depois falou que havia caças na busca aos destroços, e que o tempo que levariam de Natal a Noronha era praticamente nenhum, porque eram supersônicos. Acho que confundiu com a nave de Startrek, que chega à velocidade da luz.

Logo em seguida um repórter retificou que, na verdade, não havia aviões caças na busca. Depois que o Datena disse que o avião da Air France estava voando a 11 mil km de altitude, mudei de canal, porque ele devia estar falando de um vôo espacial, já que a Estação Espacial Internacional orbita a 360 km de altitude. Confundiu metros com quilômetros.

Normas brasileiras

A mídia convocou para entrevistas pilotos, peritos e engenheiros, que davam as informações com as devidas ressalvas dada a falta de dados, mas depois, na boca dos repórteres, viravam "verdades" fora de contexto. A idéia do raio ter causado a pane elétrica e a queda, apesar de muito remota pela redundância dos sistemas e pelo efeito de Gaiola de Faraday (que tem campo elétrico nulo no seu interior e cargas uniformemente distribuídas no exterior, blindando a parte interna de choques ao ser energizada), foi colocada pelos especialistas como quase impossível, mas povoou, com ilustrações e filmes, os noticiários quase como uma explicação final.

Estranhamente, uma hipótese de explosão por bomba ou qualquer outra causa, foi rechaçada categoricamente pela mídia brasileira, mas vem sendo levantada na França. Ninguém fala nisso por aqui. Seria uma dessas possibilidades que fazem um sistema automático disparar alertas, mas impedem os pilotos de fazerem procedimentos de emergência ou comunicarem o problema. Essa possibilidade eximiria de responsabilidades dois ícones do capitalismo francês, a Air France e a Airbus, fabricante do avião.

Do outro lado do Atlântico, o jornal americano Washington Post tem uma matéria onde se pergunta: "Como pode um jato tão moderno simplesmente desaparecer?" Claro que isso não deve ter muito a ver com o fato de as concorrentes da Airbus – Boeing e Douglas – serem americanas.

A imagem da Air France ficou positiva na assistência aos parentes, tirando-os da exposição pública no momento de dor, mas deixou a mídia sem as imagens fortes de choros e revoltas vistas na época do "caos aéreo". E também não permitiu a exploração política – afinal, não havia ninguém esculachando as autoridades brasileiras. Foi aí que vi na Globonews a entrevista de um professor descendo a ripa na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), porque não apareceu no episódio, porque estaria omissa, porque nenhum titular apareceu para dar declarações, que não tinha lista dos passageiros até aquela hora etc.

Segundo a imprensa, as autoridades estavam cumprindo normas brasileiras, que exigem o contato com todas as famílias antes da divulgação. Esse vôo era uma Babel: 31 nacionalidades presentes. Devem estar até agora procurando contatos.

Idéia subliminar

No fim da tarde, a Globonews mostrou Lula em El Salvador. Estranhei a insistência na abordagem. Lula disse o que era cabível: falou com Sarkozy, que também não sabia o que dizer, que acreditava em Deus e que até o fim esperaria uma boa notícia, que estava solidário com a dor das famílias etc. Isso em poucos segundos. Aí o assunto acabou, e os repórteres pareciam querer mais. E Lula repetia. E a matéria não acabava. Então alguém perguntou se ele decretaria luto. Ele disse que a decretação legalmente competia ao vice, José Alencar, que estava em exercício na presidência no Brasil, e que já estava fazendo de tudo para as buscas, que o representaria junto às famílias etc. Ficou a sensação que esperavam ouvir dele que abandonaria toda a missão na América Central e voltaria para ver as famílias.

A idéia de mostrar Lula como omisso progrediu nas empresas Globo. O jornal O Globo de terça-feira (2/6) mostra a seguinte manchete na sua capa : "Sarkozy vai e Lula manda vice". O texto esclarece o assunto, mas quem lê apenas o título fica com a impressão de pouco-caso do presidente, porque o da França foi lá consolar as famílias, e o do Brasil... mandou o vice.

No caderno especial, página 9, outra manchete, esta em destaque: "Sarkozy consola parentes; Lula estava longe". Novamente a indução: Lula estava longe, ou seja, não se envolveu, é a idéia subliminar. A "desumanidade" do presidente fica explicitada, na mesma página, ao se destacar uma mensagem da coluna "O leitor opina", que normalmente fica no primeiro caderno do jornal, e que diz:

"O presidente Lula deveria ter interrompido sua agenda para dar suporte e acompanhar de perto essa tragédia, mas preferiu seguir com a sua agenda. Enquanto isso, o presidente francês estava no aeroporto Charles de Gaulle o mais rápido que pôde."

Xeque-mate!

Posted by admin 0 comments

Inscrições até 28 de agosto 2009

Estão abertas as inscrições de projetos para a 12ª edição do Concurso Banco Real Universidade Solidária, realizado por meio da parceria entre a Universidade Solidária e o Grupo Santander Brasil. Aberto à participação de instituições de ensino superior [IES] em todo o País, o concurso selecionará e apoiará a implementação de projetos sociais capazes de fortalecer o desenvolvimento e contribuir para a geração de renda de comunidades pobres de diversas regiões.

A iniciativa tem os seguintes objetivos: contribuir para a formação cidadã do futuro profissional, proporcionando ao estudante, pela prática na comunidade, a oportunidade de rever e trabalhar sistemicamente os conhecimentos adquiridos na universidade; colocar o conhecimento das IES à disposição das comunidades, de forma a contribuir para a melhoria de suas condições de vida; e apoiar a extensão universitária, estimulando a troca de conhecimentos e a inserção na comunidade. Cada um dos dez projetos selecionados vão receber R$ 40 mil por ano, com possibilidade de renovação por mais um ano. A implementação de cada projeto receberá a consultoria da UniSol e da equipe técnica do Banco Real, maximizando os resultados e promovendo o diálogo na busca das melhores soluções para enfrentar os problemas. O regulamento está disponível no site www.unisol.org.br.

Fonte: Jornal iTEIA

Inscrições até 13 de julho 2009

O edital tem como objetivos promover uma nova visão de política cultural e da política de saúde mental onde o respeito à identidade e à diversidade constroem um país mais democrático no sentido de incluir, socializar, descentralizar e potencializar a todos o direito à criação e à produção cultural, promover e garantir o protagonismo das pessoas em sofrimento psíquico na construção das políticas públicas de cultura, na criação e produção cultural, entre outro que promovam a inclusão, a emancipação, a autonomia e o direito à cidadania de indivíduos em sofrimento psíquico.

Serão premiadas 55 iniciativas, divididas em quatro categorias. A primeira destinará sete prêmios para instituições públicas que atuam na interface saúde mental e cultura; na segunda oito prêmios serão destinados para organizações da sociedade civil, instituições privadas, entidades e associações sem fins lucrativos. A terceira categoria reservará 20 prêmios a grupos de pessoas sem vínculo institucional que tenham ou tenham tido vínculo como usuários de instituições ou serviços de saúde mental que desenvolvam atividades artístico-culturais. As 20 premiações restantes serão destinadas para pessoas em sofrimento psíquico que tenham ou tiveram vínculo com instituições ou serviços de saúde mental que desenvolvam atividades artístico-culturais individualmente. Nas categorias em que a premiação será destinada a instituições ou grupos de pessoas o valor será de R$ 15 mil, já para o prêmio individual o repasse será de R$ 7,5 mil. Cada candidato poderá inscrever-se em somente uma categoria e com até três iniciativas artísticas culturais. Informações no site www.cultura.gov.br, pelo telefone , SID/MinC, e ou pelo correio loucospordiversidade@fiocruz.br, na Fiocruz.

Fonte: Jornal iTEIA


A 4a. Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul recebe trabalhos audiovisuais para análise de sua curadoria, até o dia 12 de junho de 2009. A mostra acontece de 5 de outubro a 8 de novembro de 2009, em Natal e mais 15 capitais brasileiras. Mais informações clique aqui.










(clique na imagem para aumentar)

Já estão disponíveis no site da Cinemateca Brasileira (www.cinemateca.gov.br) cerca de 3 mil reportagens jornalísticas da extinta TV Tupi produzidas na década de 1960. Resultado de um piloto de preservação e acesso a uma grande coleção de reportagens, o projeto Resgate do Acervo Audiovisual Jornalístico da TV Tupi permitirá difundir uma parcela do acervo construído ao longo de 30 anos de atividade da emissora (1950-1980), a primeira do Brasil. Na época em que as reportagens foram exibidas, os roteiros originais eram lidos pelos apresentadores ao vivo e grande parte das notícias era complementada com imagens filmadas que documentavam os fatos narrados. Tanto as imagens, captadas em película 16mm, como os roteiros de locução mimeografados, fazem parte do acervo sob a guarda da Cinemateca Brasileira. Os filmes e os textos foram digitalizados e estão disponíveis no site.
Ao final do projeto, serão 125 horas (cerca de 7 mil reportagens) de imagens históricas de variados telejornais da época, como Edição Extra, Diário de São Paulo, Ultranotícias e Repórter Esso, entre outros, acessíveis para qualquer usuário da rede web. O conjunto de imagens de arquivo está organizado em uma base de dados, que será atualizada periodicamente, com acréscimo de reportagens e informações.
Órgão autônomo da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura desde 2003, a Cinemateca Brasileira, além de reunir um enorme acervo de imagens em movimento e vasta documentação relativa ao audiovisual, é um pólo de informações e de difusão da cultura cinematográfica. Suas principais finalidades são a restauração e a preservação da produção cinematográfica nacional em seu conjunto e a documentação, pesquisa e difusão do cinema em todas as suas manifestações.

China bloqueia acesso a internet

Posted by admin 3 de jun. de 2009 0 comments

Postada no dia 3 porque na China já é dia 4 de junho de 2009 (Eles estão + 11 horas da hora de Brasília)

Há vinte anos esta imagem percorreu o mundo. Um jovem chinês (cujo nome não foi revelado aos jornalistas e que infelizmente desapareceu) parou uma fila de tanques na praça Tiananmen Square Uprising, hoje conhecida como Praça da Paz, na China. Na época não havia blogs, porque não havia internet; mas hoje também não é possível acessar blogs, porque apesar de ter internet a censura não permite a livre expressão, então ironicamente alguns chineses conseguiram colocar nos sites um aviso Dia de Manutenção da Internet, que significa que o site está censurado.

Se você quiser saber se algum site está bloqueado na China pode clicar no link abaixo: http://www.websitepulse.com/help/testtools.china-test.html

Posted by admin 2 de jun. de 2009 0 comments

Fonte New York Times S. Schiesel
A Microsoft lançou nesta segunda (01/06/2009) o Projeto NATAL. Uma estratégia de entretenimento que faz com que o XBOX360(console/game) integre o usuário a filmes, TV e redes sociais.

Numa super apresentação para a mídia a Microsoft anunciou parceria com o Twitter, Facebook e SKYTV. O usuário poderá tuitar sobre o filme que está assistindo, inserir informações no seu perfil do Facebook, ler mensagens, ver jogos de futebol ao vivo e interagir. Os executivos da empresa afirmaram que a Microsoft vinha buscando, há algum tempo, um jeito para entrar na
televisão e por isso tentaram construir sua própria "set-top box" (receptor de canais por satélite ou cabo). A parceria com a SKYTV permitiu esta entrada no mercado televisivo.

Durante esta primeira demonstração do Projeto NATAL, a Microsoft garantiu que chegou a era do game livre de controle. O equipamento usa uma câmera sofisticada, sensores infravermelhos e software para reconhecimento de voz, ou seja, o usuário consegue controlar o jogo ou outros programas com o movimento dos braços ou apenas com a própria voz. Claro que este evento é a resposta da empresa para o Wii da Nintendo, mas ninguém soube dizer quando é que o equipamento vai estar disponível no mercado. Agora quando os jornalistas presentes ao lançamento perguntaram o por que do nome Project NATAL veja a resposta: "Alex Kipman, foi quem desenvolveu o projeto e ele é brasileiro. Então Alex fez uma homenagem ao seu país e escolheu NATAL, uma cidade que fica ao longo da costa nordeste do Brasil, capital do Rio Grande do Norte." Mais informações clique aqui.

Belô, capital do COMPÓS

Posted by admin 1 de jun. de 2009 0 comments

A partir de hoje (2/6/2009) até o dia 5 Belo Horizonte é a capital da pós graduação em comunicação, ou COMPÓS. Começou o 18º Encontro Anual da COMPÓS - Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. A anfitriã da vez é a PUC Minas - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. A novidade deste Encontro é o Colóquio Internacional. Os encontros anuais da COMPÓS caracterizam-se pelas reuniões de trabalho acadêmico em que as pesquisas recém-concluídas, ou em andamento, são apresentadas e debatidas por meio de textos ainda inéditos. O que dá especificidade ao Encontro é a reunião, em diferentes GTs, de pesquisadores de diferentes universidades e linhas de pesquisa, onde ocorre a apresentação, o diálogo e o debate sobre os resultados, finais ou parciais, das pesquisas realizadas.

Coordenadora— Profa. Dra. Beatriz Bretas/UFMG
GT5 – Cultura das Mídias Coordenadora – Profa. Dra. Liv Sovik /UFRJ
GT6 – Economia Política e Políticas da Comunicação
Coordenador – Prof. Dr. César Bolaño/UNB
GT7 – Epistemologia da Comunicação
Coordenadora — Profa. Dra. Maria Immacolata Vassallo de Lopes/ECA-USP
GT8 – Estéticas da Comunicação
Coordenador – Prof. Dr. Benjamin Picado/UFBA
GT9 – Estudos de Jornalismo
Coordenador – Prof. Dr. Fernando Resende/UFF
GT10 – Fotografia, Cinema e Vídeo
Coordenador — Profa. Dra. Bernadette Lyra/Universidade Anhembi Morumbi-SP
GT11 – Mídia e Entretenimento
Coordenadora – Profa. Dra. Angela Prysthon/UFPE
GT12 – Recepção, Usos e Consumos Midiáticos
Coordenadora – Profa. Dra. Veneza Ronsini - UFSM


O jornal Los Angeles Times de hoje (01/06/2009) traz um editorial sobre a mania de jovens adolescentes transmitirem fotos seminuas pelo celular – sexting – uma junção das palavras sex e texting (mensagem enviada pelo celular). A prática também já está disseminada no território verde e amarelo.

Não encontrei estatísticas brasileiras sobre o assunto, mas nos Estados Unidos 20% das jovens que participaram de uma pesquisa sobre Prevenção da Gravidez na Adolescência responderam que já haviam enviado fotos nuas delas mesmas, por email ou celular. E o pior, disseram que mais tarde foram humilhadas e abusadas sexualmente por estes e outros garotos que viram as imagens.

O jornal dá como exemplo o caso de uma jovem de 18 anos, Jessica Logan, de Ohio, que enviou fotos dela nua, para o namorado. Eles brigaram e ele aproveitou para enviar as fotos dela para os amigos da escola. Jessica foi assediada por outros garotos e humilhada sem dó nem piedade, publicamente. O final é deprimente. Jessica se enforcou.


O jornal questiona: Pedofilia ocorre quando o adulto envia foto de menor de 18 anos. E quando a jovem menor envia a própria fotografia e o namorado faz o reenvio? É pornografia juvenil? É um exercício de expressão democrática e livre entre os jovens? A escola deve intervir? E a responsabilidade dos pais? Qual deve ser a pena para estes jovens que infringem a lei distribuindo pornografia infanto-juvenil?

Um dos especialistas em educação entrevistado pelo jornal afirmou que “através do ‘sexting’, os jovens marcam neles próprios “cyber tattoos” (tatuagens cibernéticas) para o resto da vida”.


No 20º aniversário da Convenção dos Direitos da Criança a UNICEF promove um concurso de video cujo objetivo é promover os direitos humanos básicos que toda criança e jovem deve ter: direito de desenvolver-se ao máximo; de ter proteção contra influências perigosas, abuso e exploração; de participar integralmente de uma família, e ter vida cultural e social plena. Inscrições até 1º de agosto de 2009. Mais informações clique aqui.

    Arquivo

    Cultmidiáticos