Plano Nacional de Cultura

Posted by recunha novembro 13, 2010 0 comments

Fonte: MinC

Fotos: Pedro França/Comunicação/MinC
O Plano Nacional de Cultura (Projeto de Lei da Câmara (PLC) 56/10) foi aprovado, por unanimidade (9/11/2010)  na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue agora para sanção presidencial. Depois de sua assinatura, o Ministério da Cultura terá 180 dias para definir metas a atingir na implementação do plano.
Demandado pela sociedade por meio da I e II Conferência Nacional de Cultura e em esforço conjunto entre o Ministério da Cultura e o Congresso Nacional, o PNC representa um avanço para a Cultura do país ao definir as diretrizes da política cultural pelos próximos 10 anos.
“A aprovação do Plano Nacional de Cultura é uma vitória muito grande, primeiro, porque institucionaliza os avanços obtidos nos últimos anos pelo governo federal na área da cultura e, depois, porque garante a continuidade das políticas culturais no Brasil”, comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira.
A relatora do projeto, senadora Marisa Serrano, afirmou ser necessário ao Legislativo dar continuidade aos projetos em prol da cultura brasileira para que as diretrizes estabelecidas no Plano Nacional sejam eficazes ao marco regulatório do setor:  “O PNC servirá como ponto de partida para um conjunto de políticas culturais a serem construídas”.
O que é o Plano Nacional de Cultura?
O Plano Nacional de Cultura (PNC) é o primeiro planejamento de longo prazo do Estado para a área cultural na história do país. Sua elaboração como projeto de lei é obrigatória por determinação da Constituição desde que o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 48, em 2005.
As prioridades e os conceitos trazidos por ele constituem um referencial de compartilhamento de recursos coletivos que norteará as políticas públicas da área num horizonte de dez anos, inclusive com metas.
Seu texto foi aperfeiçoado pela realização de 27 seminários, em cada unidade da federação, resultantes de um acordo entre MinC e Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
Os 13 princípios do PNC
- Liberdade de expressão, criação e fruição
- Diversidade cultural
- Respeito aos direitos humanos
- Direito de todos à arte e à cultura
- Direito à informação, à comunicação e à crítica cultural
- Direito à memória e às tradições
- Responsabilidade socioambiental
- Valorização da cultura como vetor do desenvolvimento sustentável
- Democratização das instâncias de formulação das políticas culturais
- Responsabilidade dos agentes públicos pela implementação das políticas culturais
- Colaboração entre agentes públicos e privados para o desenvolvimento da economia da cultura
- Participação e controle social na formulação e acompanhamento das políticas culturais
Pelo projeto, o governo federal terá 180 dias para definir metas para atingir esses objetivos, que serão medidas pelo Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), já em implantação no Ministério da Cultura.
Os estados e municípios que quiserem aderir às diretrizes e metas do Plano Nacional de Cultura terão de elaborar seu respectivo plano decenal em até 180 dias. Para isso, contarão com assistência do MinC. O conteúdo será desdobrado, ainda, em planos setoriais.

Pesquisa investiga universo das redes

Posted by recunha novembro 10, 2010 0 comments

Fonte: Noblat
Internautas brasileiros avaliaram de forma marcadamente negativa a moral e a ética de José Serra e Dilma Rousseff nos comentários que fizeram sobre a disputa pelo segundo turno das eleições de 2010 nas redes sociais. A equipe da FSB PR Digital analisou mais de 17 mil menções em 3.184 posts que citavam os candidatos, capturados pelo software Webgrama@ entre 4 e 31 de outubro. O resultado mostra que as redes sociais espelharam a campanha: pouquíssima discussão de propostas e uma polarização caracterizada pela desconstrução do oponente, com acusações e críticas aos dois candidatos. Nas menções que se referiram à ética pessoal de José Serra, 89% foram negativas, enquanto para Dilma Rousseff esse percentual foi de 70%.


A percepção dos eleitores sobre posicionamentos morais dos candidatos com relação a aborto, religião, direitos civis de homossexuais e corrupção compõem o conjunto de temas mais citados no universo analisado neste estudo, respondendo por 35% das menções classificadas. Em mais de 70% delas, os temas foram mencionados de forma negativa aos dois candidatos. Entre os tópicos relacionados à moral, o aborto foi mais citado, e há mais menções sobre o tema com atributos negativos ao candidato Serra (71%) que à candidata Dilma (54%). A norma técnica do SUS assinada por Serra quando era ministro da Saúde, regulamentando o atendimento nos casos de aborto previstos por lei, e o depoimento de uma ex-aluna de Mônica Serra sobre um suposto aborto da mulher do candidato foram amplamente discutidos nas redes sociais, competindo em espaço no segundo turno com as polêmicas em torno da entrevista em que Dilma Rousseff afirmou ser favorável à legalização do aborto e do item sobre o tema no programa nacional de direitos humanos, criado pelo governo.

A arena em que as militâncias políticas se enfrentaram foi o Orkut. As comunidades da rede social mais tradicional e de maior alcance no pais foram palco de longas discussões entre apoiadores dos dois candidatos.
O Twitter foi a rede mais neutra: mais da metade das menções analisadas repercutiam dados factuais da corrida eleitoral, cobertos pela grande mídia. Em todas as redes, os conteúdos positivos e neutros sobre a candidata Dilma Rousseff superaram os negativos, enquanto para José Serra essa proporção só se deu no Twitter. Destaca-se a ausência dos movimentos civis organizados, identificados como fonte em apenas 1% das intervenções, apesar do grande foco em questões consideradas bandeiras dos movimentos de defesa do direito da mulher e dos homossexuais. Para ler o estudo completo, clique aqui. O universo da pesquisa inclui Orkut, Twitter, YouTube e blogs, capturados segundo critérios de relevância e alcance dos posts. A amostra foi definida de acordo com a penetração dessas redes no Brasil. Para uma análise especial sobre o Twitter, utilizamos a ferramenta TweetReach.

Cynthia Garda é jornalista e lidera a equipe da FSB PR Digital em Brasília. Atuou como repórter e editora por dez anos em jornais brasileiros e como gerente no Google, trabalhando em São Paulo, Buenos Aires e Mountain View.

Fonte EducaRede
TV Web Educar na Cultura Digital discute redes sociais na escola
 
O conceito de redes
sociais surgiu bem antes da web 2.0, mas foi nesta segunda geração da World Wide Web que a internet se tornou terreno fértil e propício para o surgimento das redes sociais virtuais, que apresentam, entre as suas principais características, a colaboração e a interação. Para discutir o impacto e as possibilidades dessas redes na educação, o 4º programa da TV Web Educar na Cultura Digital recebe, nesta quarta-feira, 10/11, às 16h, os convidados Tiago Dória e Claudemir Viana.
 
 
Como interagir durante o programa:
Ao longo da transmissão do programa da TV Web Educar na Cultura Digital, os convidados responderão a perguntas feitas no chat da TV Web e também no Twitter por meio da hashtag #ECDigital_TV ou pela interação com os perfis @educultdigital e @educaredebrasil.
Para participar, basta acessar, na quarta-feira (10/11), o site do Grupo de Estudos Educar na Cultura Digital, a partir das 15h50, e clicar na imagem da TV que estará na home. Para assistir aos três programas anteriores da TV Web, clique aqui.
 
Jornalista e pesquisador de mídias sociais, Dória edita um
blog pessoal sobre cultura, web, tecnologia e mídia. Já Viana é gestor da Rede Social Minha Terra - que integra o portal Educarede -, educomunicador e pesquisador, há 15 anos, da relação criança, mídias e educação.

Ao longo de uma hora, eles vão conversar com uma das mediadoras pedagógicas do Grupo de Estudos Online, Sônia Bertocchi. Os internautas poderão acompanhar tudo ao vivo, assim como participar enviando perguntas e comentários sobre o tema “Redes sociais na escola: sim ou não?” via chat ou Twitter (confira ao lado como interagir durante o programa).

O programa vai destacar o proeminente papel das redes sociais na discussão sobre “como educar na cultura digital” e também abordar as questões que estão diretamente relacionadas ao uso das redes como espaços para atividades pedagógicas na escola. O preparo dos educadores para lidar com a dinâmica das redes está entre essas questões.
A proposta desta edição da TV Web é debater como essas redes, já intensamente presentes no cotidiano dos jovens, podem ser trabalhadas e o porquê de esse uso ainda ser polêmico em algumas instituições. Em pauta, assuntos como o coworking/atividades pedagógicas colaborativas, a coexistência de redes sociais e dos blogs na escola, o dilema de até que ponto filtrar as redes, as experiências dos convidados em planejamento de atividades realizadas nas redes sociais, entre outros.

Os internautas podem sugerir, desde já, outros assuntos que queiram ver em discussão no programa. Basta usar a hashtag #ECDigital_TV no Twitter e fazer a sugestão. Os assuntos mais citados entram para a pauta.

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