Blaving: voz portuguesa

Posted by recunha junho 17, 2011 0 comments


Fonte: Economico (Portugal)/ Sara Piteira Mota
Blaving chega a Portugal com rede de mensagens de voz


A partir de agora, os utilizadores poderão gravar ‘posts’ e colocá-los nas redes sociais.
Presidente executivo da Blaving quer "chegar
a 100 mil utilizadores no primeiro ano"
Após vários ‘teasers', o mistério da "voz" é desvendado. "A voz" é a nova rede social Blaving, criada em Fevereiro na América Latina, que no lugar das mensagens de texto dá protagonismo à gravação de mensagens áudio. A Blaving está operacional em Português desde 3 de Maio e já soma cerca de mil utilizadores registados. "O objectivo é chegar a 100 mil utilizadores no primeiro ano", revela Fabián de La Rúa, presidente executivo da Blaving, ao Diário Económico.
O orçamento global da empresa para o primeiro semestre de 2011 é de 1,05 milhões de euros para desenvolvimento, publicidade e marketing. "Pretendemos apostar nos mercados português e espanhol como porta de entrada para o mercado europeu, expandindo posteriormente o serviço para outros mercados como o inglês, francês e italiano", salienta Fabián de La Rúa.
O acesso ao Blaving é totalmente gratuito. Apenas se exige um registo obrigatório para que os utilizadores possam usar a Blaving e começar a gravar os seus ‘posts' de áudio. O projecto foi lançado na América Latina, em Fevereiro de 2011, e conta com 80 mil utilizadores. No primeiro ano, esta rede social prevê chegar "a cinco milhões de utilizadores" em todo o mundo, antecipa o responsável.
A PMóvil, empresa que detém a Blaving, tem 120 colaboradores entre a Europa e a América. Esta rede social possibilita ao utilizador criar mensagens sobre o seu dia-a-dia e publicar notícias ou comentários.
Pode ser usado pelo utilizador particular ou até mesmo empresas e instituições corporativas que pretendam comunicar directamente com os seus amigos, fãs ou consumidores. "Tal como no Twitter, os utilizadores podem seguir e ser seguidos, escolher favoritos e partilhar ‘posts' e utilizadores, além de contarem com recursos de geolocalização - muito útil para ‘posts' via telemóvel", explica o responsável.
A Blaving possibilita ainda a interacção com outras redes sociais, como o Twitter, o Facebook e o Orkut.
Desta forma, quando um utilizador publica a sua mensagem áudio na Blaving, a mensagem é automaticamente partilhada nas restantes redes sociais em que estiver registado.
Blaving em Português: http://pt.blaving.com/sobre

Inscrições clique na imagem








O Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste  (GELNE)  e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte UFRN anunciam a realização do V Encontro das Ciências da Linguagem Aplicadas ao Ensino  (ECLAE) em Natal, Rio Grande do Norte, entre 12 e 15 de outubro de 2011.  O ECLAE  foi  instituído pela diretoria do GELNE no biênio 2000-2002 e, desde então, foram realizadas quatro edições do encontro: UFC (2001), UFPB (2003), UFAL (2007) e UFPI (2009). Em outubro do corrente ano, a atual diretoria do GELNE, com sede na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, realizará o V ECLAE, na UFRN, em Natal.  Apresentam-se  os seguintes argumentos em  defesa da continuidade da realização do evento: (i) há, ainda, pouca articulação entre as pesquisas desenvolvidas nas Instituições de Ensino Superior  (IES) e as práticas de ensino nas escolas; (ii) há a necessidade de se desenvolver e  se  consolidar um espaço para discussão das questões ligadas ao ensino de  línguas e literatura na região Nordeste; (iii) há a necessidade de se abrir um espaço para discussão do ensino e da formação docente nas IES.

Chamada de Trabalhos:
Envio dos resumos até o dia: 31/07
Caso o resumo seja aceito o autor deverá enviar o
trabalho completo até o 
dia: 12/09
Informações:
com informações sobre o evento.

A volta ao mundo em 18 tuitadas

Posted by recunha junho 14, 2011 0 comments


Trad. Regina Cunha, Em 13/06/2011 Gigaom

Mathew Ingram
Temos passado tanto tempo consumindo as notícias nos formatos previsíveis - relatos, reportagens divididas em partes, feitas especialmente para concorrer a prêmios, documentários especiais para a TV, e por aí vai - que os novos formatos de jornalismo que estamos vendo podem parecer confuso. Talvez não nos surpreenda, mas ainda não há um consenso se estas novas formas estão substituindo as antigas, ou se elas são novos jeitos de se fazer jornalismo.
Frederic Filloux1 escreveu sobre o assunto no Monday Note2, onde ele critica a postura de Jeff Jarvis sobre o chamado jornalismo em tempo real. Mas, sem dúvida todas estas novas formas têm potencial para ampliar, e muito, o campo jornalístico e os meios de comunicação, e isso é uma coisa boa.
Frederic Filloux
O artigo de Filloux entitulado "Jazz não é um subproduto da música rap" é uma resposta ao que Jarvis escreveu há algumas semanas, no qual ele que é professor da Faculdade de Jornalismo da Universidade da Cidade de Nova Iorque argumentava que o artigo (a notícia) - a unidade central da narrativa com a qual estavamos acostumados a ver nos jornais e em outras formas de mídia - deixará de ser o padrão para os eventos noticiosos. Em muitos casos, afirmou Jarvis, o artigo ou a estória será visto como um "plus de luxo ou um subproduto" do processo de coleta de notícias, ao invés de ser o objetivo central em cada situação.
No lugar da notícia tradicional, Jarvis acredita que deveríamos olhar para um tipo de "reportagem em tempo real" e ficar de olho no que os outros jornalistas estão escrevendo no Twitter e em outras formas de mídia social, incluindo o Tumblr - como o repórter do New York Times, Brian Stelter, fez depois do tornado em Joplin, Missouri, e como Andy Carvin da NPR fez durante a Arab Spring. Para Jarvis:
Os artigos (reportagens) são maravilhosos. Mas eles já não são necessários para cada acontecimento. Eles foram importantes nos jornais e nos telejornais mas não agora, nesta era sem-começo e sem-fim da transmissão digital, do fluxo contínuo e livre da notícia. Às vezes, basta uma atualização rápida; em outras, um sequencia de vídeos pode ser a solução.
Filloux também contesta a posição de Jarvis e argumenta que o formato de reportagem ainda é necessário - na verdade, ele afirma que um artigo bem detalhado depois de um acontecimento como as rebeliões no Egito, por exemplo, são ainda mais importantes, do que antes, porque agora é preciso que se compreenda e que se corrija os excessos e os erros resultantes de uma enxurrada constante de informações, proporcionada pela cobertura instantânea, via twitter e outras mídias sociais.
Eu, Ingram, também argumentei de forma semelhante em minha resposta à tese original de Jarvis - meu ponto de vista é que nós precisamos ter uma observação mais apurada do contexto, e análise, não menos, por causa da maré crescente de informações a que estamos sujeitos de todos os lados (isso sem mencionar a dificuldade de verificar as fontes de informação, como por exemplo, o recente caso do blogueiro de Damasco, que no final não era verdade). Jarvis me respondeu dizendo que nem eu, Ingram, nem Filloux entendemos direito a opinião dele.
Acho que eu, Jarvis e Filloux estamos os três dizendo a mesma coisa, embora à primeira vista, possa parecer o contrário. O ponto de vista de Jarvis, na minha interpretação, é que há muitas estórias sendo escritas que adicionam pouco valor - recheadas de longas partes que não dizem nada, e que estão ali só para encher espaço, sem contribuir para a análise do fato. 
Além disso, às vezes uma simples informação que estava escrita em algum lugar, acaba sendo duplicada, em alguns casos, dezenas ou até centenas de vezes. Isto é verdade.Penso que Jarvis sugere que, em muitos casos, estas notícias são um desperdício de tempo tanto para o repórter, quanto para o leitor; com a indústria das comunicações e do jornalismo vivendo nesse clima de turbulência, nós não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar recursos preciosos com essas coisas. Melhor conectar com outras fontes que já tenham reportado o fato ("faça aquilo que você faz melhor, e conecte-se com o resto", Jarvis gosta de dizer) e em seguida agrege valor através da sua análise, ou mude para outra coisa.
Existem muitas novas maneiras de atingir os objetivos jornalísticos para cobrir as notícias, coletar e compartilhar informações: Twitter, blogs, dados, visualização, multimídia .... então, o artigo pode concentrar em agregar valor verdadeiro: no contexto, na explicação, educação, comentário, oferecendo mais informação [e] checagem do fato.
Jarvis está certo que existem muitas outras ferramentas disponíveis para nós agora, do que tínhamos no passado, e muitas delas - incluindo o Twitter e outras mídias sociais - nos possibilitam informar em tempo real de uma maneira que como nunca aconteceu antes. E, além de só fazer a reportagem, serviços como Storify e Storyful podem ser usados por jornalistas (como Andy Carvin que tem usado para escrever uma série de artigos) para reunir os relatos sobre um tópico, e adicionar uma análise sobre o assunto quase em tempo real. Depois disso, aquela notícia tradicional talvez precise ser escrita - em parte para atender aqueles que não estejam online ou no twitter o tempo todo - ou não.


Então esse é o jornalismo do futuro? Eu acho que é um passo muito bom, em primeiro lugar. Nenhuma dessas ferramentas ou abordagens vai substituir um, ou o outro, mais do que a internet substituiu a TV - em princípio, eles se alimentam e se informam mutuamente, e os jornalistas inteligentes (profissionais ou amadores) devem usá-las para tornar o nosso conhecimento sobre um determinado fato mais completo e ainda mais compreensível. Essa seria a situação ganha-ganha para todo mundo, tanto para o jornalismo como para a sociedade como um todo. (Mathew Ingram é um premiadissimo jornalista que há 15 anos escreve sobre tecnologia, negócios e novas mídias, como repórter, colunista e blogueiro.)


1Frédéric Filloux, 52, é o gerente geral do Consórcio ePresse, França, dos 5 maiores jornais diários e 3 semanários. O consórcio também trabalha com a Orange, Bing, Google, Ligatus, HP, entre outras.
2http://mondaynote.com Portal sobre media, tech & business models

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