Edgar MORIN: Se eu fosse candidato

Posted by recunha abril 17, 2010 0 comments


Fonte (Foto e Texto): Portal Edgar Morin (2007)

Se eu fosse candidato

Caras concidadãs e caros concidadãos, devo primeiramente lembrar que a França nem vive em um recipiente fechado nem em um mundo imóvel. Devemos tomar consciência de que vivemos uma comunidade de destino planetário, face às ameaças globais trazidas pela proliferação das armas nucleares, pelo desencadeamento dos conflitos étnico-religiosos, pela degradação da biosfera pelo fluxo ambivalente de uma economia mundial descontrolada, pela tirania do dinheiro, pela união de uma barbárie vinda dos confins dos tempos,  pela barbárie congelada do cálculo técnico e econômico.

O sistema planetário está condenado à morte ou à transformação.  Nossa época de mudança tornou-se uma mudança de época.

Não lhes prometo a salvação, mas indicaria a longa e difícil via em direção a uma Terra Pátria e a uma Sociedade Mundo, o que significa, primeiramente, a reforma da ONU para superar as soberanias absolutas dos Estados-Nações, ao mesmo tempo em que reconhece plenamente sua autoridade quanto aos problemas que não são de vida/morte para o planeta.

Farei tudo o que me for possível para dar à Europa consistência e vontade nela instituindo autonomia política e militar. Apresentarei um grande desenho (plano): reformar sua própria civilização nela integrando o aporte (contribuição)  moral e espiritual de outras civilizações; contribuir para um novo tipo de desenvolvimento nas nações africanas; instituir uma regulação dos preços para os produtos fabricados a custo mínimo na exploração dos trabalhadores asiáticos; elaborar uma política comum de inserção dos imigrantes; enfim e, sobretudo, dela fazer um núcleo exemplar de paz, compreensão e tolerância; neste sentido, intervir no Darfour, na Chechênia, no Oriente-Médio e evitar a guerra de civilizações.

No que concerne a França, não formularei um programa inoperante em situações mutáveis. Definirei uma estratégia que leve em conta acontecimentos e acidentes. Para o imediato provocarei dois encontros entre parceiros sociais, um sobre o emprego e salários, outro sobre as aposentadorias.

Constituirei dois comitês permanentes visando reduzir as rupturas sociais:
1)    um comitê permanente de luta contra as desigualdades que atingirá em primeiro lugar os excessos (de benefícios e remunerações do alto – dos mais ricos) e as insuficiências (de nível e qualidade de vida da base – dos mais pobres);
2)    um comitê permanente encarregado de reverter o desequilíbrio crescente desde 1990 na relação capital-trabalho.

Considerando a integração vital de uma política ecológica, constituirei um terceiro comitê permanente que tratará das transformações sociais e humanas que se impõem.

Indicarei a via de uma política de civilização que ressuscitaria as solidariedades, faria recuar o egoísmo e, mais profundamente, reformaria a sociedade e nossas vidas. De fato, nossa civilização está em crise. Aonde chegou, o bem-estar material não trouxe necessariamente o bem-estar mental, do que são testemunhos os consumos desenfreados de drogas, ansiolíticos, antidepressivos, soníferos. O desenvolvimento econômico não trouxe o desenvolvimento moral. A aplicação do cálculo, da cronometria, da hiper-especialização, da compartimentalização do trabalho nas empresas, nas administrações e finalmente em nossas vidas, acarretou muito frequentemente, a degradação das solidariedades, a burocratização generalizada, a perda de iniciativa, o medo da responsabilidade.

Reformarei também, as administrações públicas e estimularei a reforma das administrações privadas. A reforma visa desburocratizar, desesclerozar, descompartimentalizar e dar iniciativa e leveza (agilidade, destreza) aos funcionários  públicos, oferecer cuidado atencioso a todos os que devem enfrentar o trabalho cotidiano nos escritórios. A reforma do Estado se faria não por aumento ou supressão de empregos  mas por modificação da lógica que considera os humanos como objetos submetidos à quantificação e não como seres dotados de autonomia, de inteligência e de afetividade.

Proporei revitalizar a fraternidade, subdesenvolvida na trilogia republicana Liberdade-Igualdade-Fraternidade. Primeiramente, suscitarei a criação de Casas da Fraternidade nas diversas cidades e nos bairros de metrópoles como Paris.

Estas casas agrupariam todas as instituições de caráter solidário já existentes (Assistência social popular, Assistência social católica, SOS Amizade, etc.) e comportariam novos serviços destinados a intervir com urgência nas situações de miséria moral ou material, salvar do naufrágio as vítimas de overdose de droga ou de mágoa. Seriam lugares de iniciativas, de mediações, de auxílios, de informação, de voluntariado, de mobilização permanente.

Ao mesmo tempo, seria preciso instituir um Serviço cívico da Fraternidade que, presente nas Casa da Fraternidade, se dedicaria também aos desastres coletivos, inundações, grandes calores, secas, etc., não somente na França como ainda na Europa e no Mediterrâneo. Assim, a fraternidade estaria profundamente inscrita e viva na sociedade reformada que queremos.

Em nossa concepção da fraternidade, os delinqüentes juvenis não são indivíduos abstratos a serem reprimidos como adultos, mas adolescentes numa idade em que é preciso favorecer as possibilidades de recuperação. Consideramos os imigrantes não como intrusos a serem rejeitados, mas como irmãos provenientes da pior miséria, aquela que foi criada ao mesmo tempo por nossa colonização passada e por tudo que acarretou em seus países a introdução de nossa economia, destruindo assim, as policulturas de subsistência e deportando as populações agrárias para as depauperadas favelas na periferia das cidades.

Como o curso atual de nossa civilização privilegia a quantidade, o cálculo, o ter, me aplicarei a uma vasta política de qualidade de vida. Neste sentido, favorecerei tudo aquilo que combate as múltiplas degradações da atmosfera, da alimentação, da água, da saúde. Toda a economia de energia deve constituir um ganho de saúde e de qualidade de vida. Assim, a desintoxicação automobilística dos grandes centros se traduzirá pela diminuição de bronquites, asmas e doenças psicossomáticas. A desintoxicação das camadas freáticas reduzirá a agricultura e a pecuária industriais em proveito de uma ruralidade campesina que, por sua vez, restaurará a qualidade dos alimentos e a saúde do consumidor.

A redução das intoxicações de civilização – entre as quais a intoxicação publicitária, que pretende oferecer sedução e prazer em e por produtos supérfluos -, do desperdício de objetos descartáveis, das modas aceleradas que em um ano tornam obsoletos os produtos, tudo isto deve nos conduzir  a reverter a corrida em busca do mais em proveito de uma marcha em direção ao melhor, e a inscrever-se em uma ação contínua a favor de duas correntes esboçadas que é preciso desenvolver: a rehumanização das cidades e a revitalização dos campos. Esta última comporta a necessidade de reanimar as pequenas cidades pela instalação do tele - trabalho, o retorno da padaria e do bistrô.

Em matéria de emprego, instituirei ajudas à criação e ao desenvolvimento de toda atividade que contribua para a qualidade de vida. A política dos grandes trabalhos que proporei para desenvolver transportes, alargar e organizar os canais,  criar cinturões de estacionamentos em torno das cidades e dos grandes centros,  permitirá  ao mesmo tempo criar empregos e melhorar a qualidade da vida. As despesas de que ela necessitará  serão compensadas em poucos anos pela diminuição das doenças sócio-psico-somáticas provocadas por estresse, poluições e intoxicações.

Em matéria de economia, trabalharei por uma economia plural, que está em gestação no planeta de maneira dispersa, e cujos desenvolvimentos permitiriam superar a ditadura do mercado mundial. Na França a economia plural, que incluirá as grandes firmas globalizadas, desenvolverá as pequenas e médias empresas, as cooperativas e consórcios de produção e/ou consumo, as profissões de solidariedade, o comércio eqüitável, a ética econômica, o micro crédito, a poupança solidária que financia projetos de proximidade, criadores de emprego. O desenvolvimento de uma alimentação de proximidade que não depende mais dos grandes circuitos intercontinentais nos fornecerá produtos de qualidade campesina e, além disso, nos preparará para enfrentar as eventuais crises planetárias.

No que concerne à educação, a missão primeira foi formulada por Jean-Jacques Rousseau no Emílio: “Quero ensiná-lo a viver”. Trata-se de fornecer os meios para enfrentar os problemas fundamentais e globais que são aqueles de cada indivíduo, de cada sociedade e de toda a humanidade.

Estes problemas estão desintegrados nas e pelas disciplinas compartimentalizadas. Assim, para começar, instituirei um ano propedêutico para todas as universidades sobre: os riscos de erro e de ilusão no conhecimento; as condições de um conhecimento pertinente; a identidade humana; a era planetária em que vivemos; o enfrentamento das incertezas; a compreensão do outro e, enfim, os problemas de civilização contemporânea.

O impulso para a grande reforma surgirá das profundezas de nosso país quando ele perceber que ela se encarregará de suas necessidades e aspirações. Pois, esclerosado em todas as suas estruturas, o país está vivo na base. A mudança individual e a mudança social serão inseparáveis já que cada um sozinho é insuficiente. A reforma da política, a reforma do pensamento, a reforma da sociedade, a reforma da vida se conjugarão para conduzir ao uma metamorfose de sociedade. Os futuros radiosos estão mortos, mas abriremos uma via para um futuro possível.

Esta via, podemos fazê-la avançar na França, esperar que a façamos adotar na Europa. E, fazendo novamente da França um exemplo, ela trará a esperança de uma salvação planetária.

I Encontro 2010 PPGEM UFRN

Posted by recunha abril 15, 2010 0 comments

Os alunos do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Mídia (PPGEM) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte vão ser recebidos pela Coordenadora do Programa Professora Doutora Maria das Graças Pinto Coelho, nesta sexta, dia 16 de abril de 2010, às 15 horas para o Primeiro Encontro do PPGEM de 2010. O evento será realizado na sala A3 do Setor II da UFRN.


Tela Livre e Cabeça Feita

Posted by recunha abril 13, 2010 1 comments

Hoje aconteceu a primeira reunião dos coordenadores, organizadores e colaboradores do I Encontro de História da Mídia do Nordeste. Vou falar sobre o assunto em outro post... Este é para dizer que o comentário entre os alunos antes, durante, e depois da reunião,era o TELA LIVRE. Curiosa, fui fuçar o site do Projeto Tela Livre. O trabalho deles está muito legal e aproveito para re-postar a matéria feita por Ildrimarck com a foto da Renatinha feita pela Lari. Dá gosto de ver essa turma em ação. Parabéns!

Fonte Projeto Tela Livre
Repórter: Ildrimarck Rauel
Foto: Larissa Dennyfher

Inovação que virou tradição



As atividades do Projeto Tela Livre não param e uma das matérias cobriu os bastidores do programa Xeque-Mate, programa de tradição no âmbito da UFRN e um dos mais assistidos da TV Universitária, com exibição todas as sextas-feiras às 19 horas.
Sentado na escada do LABCOM (Laboratório de Comunicação da UFRN) durante uma folga, Jessé Pinto, estudante de jornalismo do primeiro período e produtor da matéria, contou que as filmagens aconteceram de maneira bem descontraída, com direito à invasão da repórter Renata Costa aos estúdios e camarim do apresentador Ruy Rocha. Isso, claro, estava escrito na pauta e foi tudo planejado para que não atrapalhasse o andamento do programa. Além do próprio Ruy, também foi entrevistado o diretor do Xeque-Mate, José Rebouças.
Por serem todos na equipe de gravação alunos do primeiro período (com exceção de Camila Robéria, que é do quarto período e ficou na câmera), alguns obstáculos foram encontrados, mas nada que comprometesse o resultado final: “As maiores dificuldades foram o curto tempo para produzir a matéria, a disponibilidade dos entrevistados e a ansiedade”, falou o produtor.


Este texto foi escrito pelo professor doutor em sociologia, Fábio Fonseca de Castro e publicado originalmente no blog Hupomnemata em duas partes. Ao utilizar, por favor, cite a fonte e o autor, que é professor da Faculdade de Comunicação da UFPA em Belém, Pará, Brazil. O blog traz informações sobre política, cultura, mídia, literatura, cinema. Web 2.0, novas tecnologias, mídia livre. Como ele próprio explica: "é um Caderno de notas para todas essas coisas e também roteiros de aulas, observações de leituras, comentários, posicionamentos e idéias."
O elemento teórico central da obra de Bourdieu, se me permitem a objetividade, é a “prática”. Por prática, ele entende a vida real e imediata onde se dá o jogo do poder, e não a vida escolástica, conceitual e metafísica, sobre a qual se engendra o pensamento marxista. Vamos direto ao ponto: isso, precisamente, conforma uma herança à esquerda invulgar e ao mesmo tempo gloriosa.
O que Bourdieu nos ensina é que os indivíduos não produzem análises de contexto para, depois, definir suas ações. Eles simplesmente “jogam”. Nossas ações têm sua lógica mais frequentemente no senso prático do que no cálculo racional. Não temos uma consciência “plena” de nossas práticas, não agimos pelo cálculo.
Assim, noções como “espaço social”, “território” ou “poder”, são conformações que não estão presentes na prática, mas sim na percepção escolástica que nós, cientistas sociais, utilizamos para entender e explicar o mundo. Obviamente que essas explicações se racionalizam e se coisificam, passando a ser usadas não apenas por cientistas sociais, mas por toda a sociedade medianamente culta. Porém, sempre se volta para o mesmo ponto de partida: o que acaba valendo é a prática.
É no corpo a corpo que se produzem os efeitos de dominação. É a prática que distingue e exclui, conferindo aos agentes sociais as suas chances de mobilidade no jogo de poder. É ela que define a posição relativa que o sujeito ocupa em relação aos demais.
Para explicar melhor, Bourdieu nos sugere que a prática possui três elementos: o campo, o capital e o habitus. A prática se dá por meio da relação entre habitus e campo, através do capital.
Vamos por partes.
Campo, em síntese, é o contexto onde acontece a prática. Ele tende à reprodução – à reprodução do sistema social tal como ele é – mas também permite rupturas.
Há três formas de estar no campo: Participando da doxa, ou seja, da opinião comum, a opinião dos leigos; participando da ortodoxia, junto com os especialistas, os que falam em nome da doxa ou, enfim, participando da heterodoxia, com os especialistas que rompem com a doxa, questionando a raridade dos bens simbólicos.
A possibilidade de ruptura, ou de transformação do campo dependeria de uma relação entre a heterodoxia e os leigos.
Hum, acho que eu teria muito a falar sobre isso, mas aguardemos o tempo certo...
Passemos ao habitus. Habitus é a disposição mais ou menos permanente a ter um determinado comportamento ou atitude. Na prática, é a lógica do campo. É o próprio movimento de reprodução do campo. É o fundamento das práticas objetivamente classificáveis e,ao mesmo tempo, a própria classificação. Na sua cotidianidade, na sua pré-reflexividade, explica a "mágica" da reprodução social.
O habitus produz os “estilos de vida” e ao fazê-lo, estabelece um sistema de valores, códigos e sinais usados para distinguir os papéis sociais.
No próximo post falarei sobre a noção de capital, em Bourdieu, e sobre a maneira como o capital constitui a relação entre campo e habitus.
 
Parte 2 - O marxismo ocidental 10: Pierre Bourdieu 2

Bourdieu oferece soluções para o problema do conflito social. Em Marx, como se sabe, o conflito social é um conflito de classes. Em Bourdieu é um conflito da prática. Qual a diferença? A seguinte: não apenas Bourdieu, mas a longa tradição do marxismo ocidental critica dois aspectos centrais da teoria marxista: seu determinismo inerente e a generalização da luta de classes como o mecanismo essencial de todo conflito social. Pode-se, com efeito, questionar a obra de Bourdieu em relação a seu desligamento quanto à dimensão determinista do marxismo; porém, os avanços que ele faz em relação ao problema do conflito social são marcantes. 

Diz Bourdieu que, para construir uma teoria do espaço social é necessário romper com quatro aspectos da teoria marxista. 

Em primeiro lugar, romper com a tendência de privilegiar as substâncias, o que equivale a romper com a idéia de que é possível definir nome, limites e membros do grupo social. Isso significa superar a metafísica marxista que, na verdade, está na mente do observador, do cientista, do crítico social, do militante, e não na vida prática. 

Em seguida, romper com a ilusão intelectualista que nos leva a considerar que a “classe”, ou seja, a classificação teórica adotada pelo sábio de esquerda, é uma classe real, um grupo efetivamente mobilizado. 

Em terceiro, a romper com o economicismo, que reduz o campo social ao campo econômico, ignorando as demais formas de capital que existem na sociedade, notadamente o capital social, o capital simbólico, o capital político, o capital cultural. 

Porfim, a romper com o objetivismo, também ele uma forma de intelectualismo, que ignora ou desvaloriza o papel das lutas simbólicas que se dão no corpo social. 

Promovidas essas superações, o espaço social pode ser compreendido como algo que tem muita dimensões, construídas, cada uma delas, por diferentes princípios de diferenciação. Dessa maneira, a posição que os diversos agentes sociais ocupam na vida prática, não pode ser reduzida a uma posição “de classe”, devendo ser observada em seus aspectos multirelacionais. Isso significa dizer que seria um simplismo inócuo reduzir a posição social de alguém à sua condição econômica, ignorando as demais formas, volumes e trajetórias do capital que envolvem aquela pessoa. 

Com isso, Bourdieu quer dizer que o real é também simbólico e que o simbólico é também real. Há dinâmicas de dominação que envolvem os que tem muito capital econômico e o sentido de, por exemplo, “ser patrão”, pode ser algo com bastante valor para uma pessoa, um produtor rural, por exemplo, que possua meios de produção modestos mas que assim seja considerado, num determinado contexto social. 

No marxismo ortodoxo e na maior parte do marxismo-leninismo prevalece a percepção de que há uma espécie de passagem de uma classe-em-si para uma espécie de classe-para-si, algo como uma promoção ontológica que dispõe que o proletariado possui uma existência real, objetiva, em-si, que, maturada pelo processo social, acabaria tomando consciência de sua materialidade objetiva e, por conta disso, acabaria se valorizando subjetivamente (o para-si da consciência), condição para a luta de classes. 

Ora, o que Bourdieu mostra – e a experiência histórica demonstra (veja-se por exemplo, o estranho fato de a primeira revolução ter-se dado num país periférico) - é que esse processo é, de fato, uma interpretação intelectualista da realidade social. 

O pensamento de Bourdieu é uma herança multidimensional à esquerda.

Heranças à Esquerda

Heranças à Esquerda é uma coleção de postagens do Blog Hupomnemata do Prof. Fábio de Castro. Um conjunto de crônicas políticas que procuram identificar as fontes do pensamento "de esquerda", através do mapeamento de autores. A série de posts inclui sub-séries, como "O marxismo soviético" e "O marxismo ocidental". Além disso, há posts complementares, tratando de assuntos análogos. Veja abaixo a relação da série e clique nos links para ler os artigos.

Heranças à Esquerda 23: O marxismo ocidental 6: Antonio Gramsci

Heranças à Esquerda 23: O marxismo ocidental 5: Walter Benjamin
Heranças à Esquerda 22: O marxismo ocidental 4: Herbert Marcuse

Heranças à Esquerda 21: O marxismo ocidental 3: Georg Lukács
Heranças à Esquerda 20: O marxismo ocidental 2: O último esforço
Heranças à Esquerda 19: O marxismo ocidental 1: Passagem para a 3a geração
Heranças à Esquerda 18: Meu ponto de partida
Heranças à Esquerda 17: O marxismo soviético 10: Perestroika e Glastnost
Heranças à Esquerda 16: O marxismo soviético 9: A reforma Gorbatchev
Heranças à Esquerda 15: O marxismo soviético 8: A decadência do modelo
Heranças à Esquerda 14: O marxismo soviético 7: A discussão Liberman
Heranças à Esquerda 13: O marxismo soviético 6: A economia planificada
Heranças à esquerda 12: O marxismo soviético 5: O substitucionismo, herança fatal
Heranças à esquerda 11: O marxismo soviético 4: Mais sobre o comunismo de guerra e a NEP
Heranças à Esquerda 10: O marxismo soviético 3: ...à Nova Política Econômica
Heranças à esquerda 9: O marxismo soviético 2: Da “economia de guerra”...
Heranças à Esquerda 8: O marxismo soviético 1
Heranças à Esquerda 7: Trotsky III
Heranças à Esquerda 6: Trotsky II
Heranças à Esquerda 5: Trotsky I
Heranças à Esquerda 4: O Cristianismo revolucionário
Heranças à Esquerda 3: 1968 II
Heranças à esquerda 2: 1968 I
Heranças à esquerda 1: A política da longa duração

Marco Civil da Internet no Brasil

Posted by recunha abril 11, 2010 0 comments



Começou (08/04/2010) a segunda fase do processo colaborativo de discussão e formulação de um Marco Civil da Internet no Brasil, por meio da leitura e comentário da minuta de anteprojeto de lei, preparada a partir da primeira fase do debate público. Nos próximos 45 dias, a sociedade poderá novamente opinar sobre as regras propostas para garantir direitos, determinar responsabilidades e orientar a atuação do Estado no desenvolvimento da rede mundial de computadores.  Em seguida, uma nova versão do anteprojeto irá incorporar o resultado dessa segunda fase e deve ser enviado até o final de junho ao Congresso Nacional. É importante que você faça o registro no Fórum de Cultura Digital, concordando com as Diretrizes e Termos de Uso. Sugere-se que se faça uma primeira leitura completa da minuta, já que os dispositivos propostos devem ser interpretados em conjunto.

Embora o principal espaço de discussão seja o texto publicado no Fórum Cultura Digital, a equipe do Marco Civil encoraja a livre discussão, divulgação e debate de ideias em todos os foros. Assim, o  CULTMIDIA amplia o debate e traz o documento para que você baixe, leia, imprima, enfim fique ciente, e também dê sua opinião.




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