A partir de terça, dia 4 de agosto, a prof. Rose Rocha apresenta o curso

Comunicação, Consumo e Juventudes na América Latina:
sobre Expressividades, Politicidades e Visualidades.
Rosamaria Luiza (Rose) de Melo Rocha é doutora em Ciências da Comunicação pela ECA/USP com pós-doutorado em Ciências Sociais/Antropologia na PUCSP. É Coordenadora Adjunta do Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM/SP, onde também atua como professora e pesquisadora. Dedica-se atualmente à investigação das relações entre consumo e cena midiática, sob dois enfoques prioritários: as culturas juvenis brasileiras e as políticas de visibilidade contemporâneas. Recebeu o Prêmio Intercom/1999, conferido à melhor tese de doutorado brasileira defendida em 1998. É uma das editoras da E-Compós (Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação). Participa da rede de investigação do Grupo de Trabalho CLACSO Juventud y nuevas prácticas políticas en América Latina (2008-2010) . É coordenadora do NP Comunicação e Culturas Urbanas da Intercom. Tem livros publicados em co-autoria e diversos artigos em revistas acadêmicas, do Brasil e da América Latina, sobre os seguintes temas: estudos sobre juventude, mídia e cidade; estética da violência; teorias da imagem; comunicação e consumo.


Além das palestras expositivas o minicurso contará com debates reflexivos entre os participantes, exibição de filmes e de seleção de audiovisual (mídias digitais).
O evento terá duração de três dias, e será ministrado no Auditório do LabCom da UFRN. Entre os temas que serão apresentados estão:

  • A comunicação a partir da cultura, a cultura a partir da comunicação
  • O consumo como questão política e as lógicas de agenciamento do gosto
  • As políticas de visibilidade, a imagem e a cidade como mídia
  • O objeto juventudes: contextos de abordagem e dialogias com os sistemas
  • expertos advindos do campo da comunicação e do consumo
  • O objeto juventudes: expressividades, visualidades e politicidades
  • Análise crítica-contextual das imagens e encerramento do curso




No dia 4 de agosto, a partir das 14 horas, será exibido o filme
Le Goût Des Autres (O Gosto dos Outros).
Ano de lançamento (França) : Março 2000
Realização e Direção : Agnès Jaoui
Atores : Anne Alvaro , Jean-Pierre Bacri , Alain Chabat
Duração : 1h52min
País de produção : França, 1999.











No dia 05 de agosto, a partir das 14 horas, será exibido o filme Apenas o Fim.
Ano de lançamento (Brasil) : Junho 2009
Direção : Matheus Souza
Atores :
Erika Mader, Gregório Duvivier, Marcelo Adnet
Duração : 80 min
País de produção : Brasil, 2008.





(Este outro trailer também é do filme, mas não foi utilizado...
Estou postando aqui, porque ficou melhor, na minha opinião.)

A FOLHA QUER O FIM DA TV BRASIL
Por Marcelo Salles, 31.07.2009

A Folha quer o fim da TV Brasil. Em editorial publicado hoje argumenta que a audiência é baixa, que sua criação não foi um ato democrático (porque nasceu de um decreto) e que gasta, por ano, 350 milhões de reais do dinheiro do contribuinte. Por isso, encerra o texto da seguinte forma: “Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada – antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte” (veja a íntegra abaixo).

Eu tenho críticas à TV Brasil, mas nenhuma delas tem a ver com a opinião da Folha. Aliás, seria bom a gente perguntar: a quem serve a Folha? No cabeçalho se diz que é um jornal a serviço do Brasil, o que soa como piada pra quem conhece minimamente a história da imprensa do país. Pra não ir muito longe, basta dizer que o jornalão emprestou veículos para a ditadura. Mas talvez isso seja uma questão de ponto de vista: estavam, diria o jornal da “ditabranda”, a serviço do Brasil contra a Comunidade Comunista, que pretendia se instalar no governo federal.

Voltando. A TV Brasil é uma tentativa de cumprir a Constituição, que determina a complementariedade entre os serviços privado, público e estatal. Hoje só existe o privado e, tenho certeza, isto tem a ver com o lixo jogado no ar todos os dias. Sim, amigos, a televisão privada brasileira é um lixo. Não presta. Raríssimos são os programas razoáveis. Na Globo, por exemplo, nada menos que metade da programação entre 12h e 24h é de novela. E de uma novela que dissemina os piores valores morais que existem.

Posso concordar que existem erros graves na TV Brasil, e o primeiro deles foi a entrega dos cargos de direção para jornalistas oriundos das corporações de mídia. Com isso o governo indicou uma conciliação, não uma mudança substancial no jeito de fazer jornalismo. Assim, não é à toa que muito do conteúdo veiculado pela TV Brasil, sobretudo nos telejornais, tem sido muito parecido com aquele das corporações privadas (ver a carta do Mário Augusto Jakobskind à Ouvidoria da emissora, aqui no Fazendo Media).

Por outro lado, não dá pra dizer que é tudo igual. Se pegarmos a programação como um todo, veremos a existência de iniciativas que jamais teriam vez no atual sistema privado de televisão. É o caso dos documentários, que dão voz e vez aos segmentos da sociedade que só aparecem na mídia corporativa como bandidos.

Por isso, o governo precisa se manter firme diante da pressão da Folha. E contra-atacar. Pra começar, coloque em pauta a mudança na lei que criminaliza as rádios comunitárias e determine que sua Polícia Federal vá se preocupar com aqueles que realmente ameaçam a sociedade. Essa babaquice de inimigo interno já fez muito mal ao país. Enquanto calam as vozes do povo, armas e drogas atravessam nossas fronteiras numa boa. O Rio está infestado delas, e boa parte da culpa é da falta de fiscalização.

No Brasil arcaico do século XXI, as emissoras privadas de televisão, todas golpistas, ainda recebem dinheiro grosso do governo (meu, seu, nosso) para veicular campanhas publicitárias de saúde pública. Em países um pouquinho mais civilizados isso não é assim, pois como as emissoras privadas são concessões públicas (decididas pelo meu, seu, nossos representantes no Congresso), trata-se de uma obrigação ceder espaço para veiculação de mensagens de interesse público, sobretudo em relação a epidemias (como, atualmente, a gripe suína). Isso a Folha não critica.

Assim como não vê problemas na existência de um oligopólio privado na televisão aberta. Justo o jornal que faz propaganda dizendo-se democrata (”quem lê a Folha fortalece a democracia”). Deveria ser processado por propaganda enganosa. A Folha não se incomoda com a SS brasileira, a Sociedade Sinistra que congrega TV Globo, RedeTV, Band, CNT, SBT e Record. É como se fosse natural que apenas 6 empresas tivessem o direito de se comunicar via tv com 191 milhões de pessoas. E, pior, é como se fosse natural que esse oligopólio se posicionasse, compacto, pela economia de mercado, pela cultura enlatada, pela política coronelista (Sarney foi “descoberto” com 30 anos de atraso), pelo imperialismo e pela exploração das riquezas e do povo brasileiro. É isso que veiculam, todos os dias, e, se discordam, desafio qualquer diretor de qualquer uma dessas empresas para um debate público, de preferência veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão.

Eis a dupla desgraça brasileira. Um sistema de comunicação apátrida, a serviço do capitalismo internacional, e um governo – eleito pelo povo e pelos movimentos sociais organizados – que não se livra disso.

***

Editorial da Folha de S. Paulo, 31 de julho de 2009:

TV que não pega

LANÇADA EM 2007 pelo governo como se fosse uma espécie de versão brasileira da BBC, a TV Brasil já perdeu 6 dos seus 15 conselheiros originais em pouco mais de um ano e meio. Coincidentemente, a TV criada por Lula acabou de ganhar uma nova identidade visual, que, segundo comunicado da emissora, dará “uma cara moderna e atual” ao logotipo. Mas pouca gente ficou sabendo, dado o exíguo alcance do canal.
A TV Brasil integra a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que tem Orçamento de R$ 350 milhões por ano e abarca nove rádios e duas outras emissoras, além de seu carro-chefe.
O governo queria, com a EBC, criar uma grande rede pública nacional. Após a saída de três diretores vinculados ao Ministério da Cultura, o controle ficou nas mãos da Secretaria de Comunicação, do ministro Franklin Martins. A TV que se queria pública é antes de mais nada um cabide de empregos.
O lance mais recente da novela da emissora foi o anúncio feito à Folha pelo presidente do conselho curador, Luiz Gonzaga Belluzzo, de que entregará o cargo.
Antes dos problemas políticos, a empresa padece de irrelevância técnica. Tem alcance muito restrito pela rede aberta, funcionando basicamente para clientes de operadoras de TV por assinatura. Segundo a emissora, muitos espectadores assistem à programação por antena parabólica, o que também serve como justificativa para não divulgar dados sobre audiência.
O fato é que a TV Brasil já começou mal, através de uma medida provisória, em vez do encaminhamento por projeto de lei. Tem 15 “representantes da sociedade civil” em seu conselho, todos nomeados pelo presidente Lula. Os vícios de origem e o retumbante fracasso de audiência recomendam que a TV seja fechada -antes que se desperdice mais dinheiro do contribuinte.

Democratização da Comunicação

Posted by Maria das Graças Pinto Coelho 0 comments

Entrevista de Sergio Amadeu na revista Fórum fala sobre indústria do copyright e o PL de Azeredo, confiram!


Em defesa da liberdade na rede

Por Antonio Martins, Glauco Faria e Renato Rovai [Terça-Feira, 14 de Julho de 2009 às 11:27hs]

Quando se fala da luta pela inclusão digital e a defesa do software livre no Brasil, impossível não lembrar o nome do sociólogo e professor da faculdade Cásper Líbero Sérgio Amadeu. E não é à toa. Foi coordenador do Governo Eletrônico da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy, sendo responsável pela criação da rede pública de telecentros, considerado o maior programa de inclusão digital do país. Já no governo Lula, ocupou a presidência do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil, participando da criação da criação do Comitê de Implementação de Software Livre (CISL).
Saiu do governo em 2005, mas nem por isso sua atuação tem sido menos pública. Mantém um blog (samadeu.blogspot.com) e recentemente foi um dos criadores do blog coletivo 300 (www.trezentos.blog.br), com variados autores e temáticas atestando que “a vida não se limita as relações de mercado capitalistas”, segundo descrição da própria página eletrônica.
É em defesa da liberdade de criação e de conteúdo presente em iniciativas como essa que Amadeu, junto com outros inúmeros ativistas, se mobiliza contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que criminaliza várias ações corriqueiras hoje na rede como downloads de textos, músicas e vídeos convertidos para formato digital e a gravação deste em meios eletrônicos como CDs, DVDs ou mesmo um MP3. “E não faz isso de maneira clara porque traz como agenda oculta os interesses da indústria de copyright, os interesses da indústria bancária. Ele tenta atender a interesses que são da associação anti-pirataria, da associação fonográfica norte-americana”, critica.
Na entrevista a seguir, Amadeu fala da importância da internet hoje como instrumento para estimular a diversidade cultural e democratizar a comunicação e também de como a estrutura das redes pode modificar o cerne do sistema capitalista. “Compartilhar na rede é mais eficiente do que guardar ou competir. Isso coloca em questão a idéia de eficiência na rede e a dificuldade do capitalismo industrial. A lógica da repetição já foi alterada para a lógica da invenção, vale mais ser capaz de inventar do que de reproduzir”, argumenta.
Confira no link: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=7250

A Associação de Educação a Distância e a Faculdade Latinoamericana de Ciências Sociais, sediadas na Argentina, convidam para o seminário de pós-graduação em Educação e Novas Tecnologias que acontece no dia 10 de agosto, a partir das 17 horas, tanto presencial, como virtual. Estarão participando da mesa debatedora os principais representantes da área da educação na América Latina, quando serão analisadas e debatidas as proposições e reflexões sobre o papel das redes sociais na educação e na formação profissional.
A inscrição é gratuita e os interessados devem enviar um email solicitando a senha e o link do Seminário para edutic@eidec.com.ar. Os participantes receberão certificado. Maiores informações clique aqui.

Posted by recunha julho 28, 2009 0 comments


---------- Mensagem Recebida ----------

From: Consciência.Net (Celso Lungaretti)
Date: 2009/7/27
Subject: [Informe Consciência] Grave mesmo é a epidemia de mau jornalismo
To: cultmidia

Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico. A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal. Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça. [...] Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Em maio eu alertei que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano — ou seja, oito por dia! Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário. Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes, pelo menos até agora. Só fez diminuir um pouco o turismo. Vamos ver se a imprensa manterá o mesmo comportamento leviano caso o público venha a desertar consideravelmente das salas de espetáculos, comprometendo as receitas dos cadernos de variedades. De resto, tenho a satisfação de louvar, mais uma vez, o corajoso trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, que ousou neste domingo qualificar o estardalhaço promovido por seu jornal em torno da gripe suína como irresponsável. Seu comentário é uma verdadeira aula de ética jornalística. Vale a pena reproduzir os principais trechos:

A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008.

O título da chamada, na parte superior da página, dizia: ‘Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses’. A afirmação é taxativa e o número, impressionante.

Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento.

Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica.

O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde ‘estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (…) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (…). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões’.

É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.

“Mas não. Quem foi à página C5 (…) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).

O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem ‘adequadas’ e que ‘informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial’.







O Suspiro do Inimigo é uma coletânea de contos de Mário Gerson. A primeira parte ‘Da Crônica dos Comuns’ fala da vida cotidiana e das percepções do imaginário. É a estória da vivência comum de cada um e de todos nós, que inseridas no contexto popular, ganham ares de ironia dramática, dependendo do ponto de vista do leitor.



Já a s
egunda parte ‘Das Marcas Interiores’ resgata ‘O Drama de um Autor’, e mostra o lado tragicômico das situações que a vida nos proporciona. O livro, o quinto da carreira de Mário Gerson, será lançado na próxima terça, 4 de agosto, às sete da noite, no estande do jornal Gazeta do Oeste, durante a Feira do Livro de Mossoró, em Mossoró.

Mário Gerson é um dos jornalistas mais batalhadores que conheci durante minhas ‘andanças’ pelo mundo. Seus artigos sempre bem escritos, a palavra sempre bem encaixada, a busca permanente pelo bom texto, desde os 13 anos de idade, lhe proporcionaram muitos prêmios, inclusive o último ‘Rota Batida’ (Petrobrás e Col.Mossoroense), com a publicação do livro O Suspiro do Inimigo.
Pessoalmente, tem um jeito irreverente de conversar, que sempre me deixou na dúvida se era uma ‘defesa’ ou característica pessoal mesmo. Mas, o que me marcou de verdade, foi a Campanha Pró-Amantino Câmara (Reforma do Abrigo de Idosos de Mossoró). Mário Gerson deixou a redação da Gazeta, veio para a praça, e sob um sol de quarenta graus, se aproximou da barraquinha e começou a vender os objetos do bazar para quem passava na rua. Brincou comigo: ‘também sou camelô, viu! Rá, Rái...’ É verdade, Mário Gerson. Você é um grande comunicador. Você comunica o exercício da cidadania. E um verdadeiro cidadão a gente jamais esquece.

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COMENTÁRIOS
---------- Mensagem Recebida ----------
From: Mário Gerson Gerson

Date: 2009/7/28
To: cultmidia

Regina,

Foi com muita alegria que vi sua mensagem.
Estou sem palavras.
O seu texto e as suas palavras somente aumentam as minhas responsabilidades - em todos os sentidos.
Muito obrigado pelo seu carinho e receba meu abraço,

Mário Gerson


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