A dor das elites

Posted by Maria das Graças Pinto Coelho maio 16, 2009 0 comments

Caros, esse texto é ótimo! É do Weden, moderador da comunidade de Mídia do portal do Luiz Nassif - postado em 16.05.09 - e foi indicado para ser lido pelos alunos de cultura brasileira, turma da graduação em jornalismo - DECOM/UFRN - para a aula do dia 18.05.09, onde estaremos discutindo o conceito do "homem Cordial" do Sérgio Buarque de Hollanda, ensaio escrito em "Raizes do Brasil", 1937.
Compartilho com vocês.


Por weden

É preciso fazer uma história social do complexo de vira-latas. Na verdade,
o complexo de vira latas é realmente uma manifestação de elite. Porque o
povão tem mais o que fazer!

Uma homenagem então aos infelizes.
A dor das elites

“Estes mosquitos, este mato, esta gente morena, este clima tropical, este
gosto pela festa, esta maneira de falar, este pronome átono para começar

Este batuque nos nossos ouvidos, este dente escancarado, este rastapé,
este cheiro de feijoada, este cheiro de mocotó, este jeito moleque, este
modo atrevido, esta insolência, esta indolência, esta malemolência, esta
bunda de fora, esta cachaça supimpa

Esta dúvida em relação ao mundo, esta mania de chamar os bons de gringos,
esta falta de Filosofia, esta ginga da boemia, esta recusa de ser infeliz,
esta falta de Sena, não do Airton, mas do Rio Sena, essa coisa que não
Nova Iorque

Este mato sem cachorro, esta falta de raça, ou quem sabe de excesso de
raças, este jeca-tatu, este modo sucupira, esta vida severina, esta
bandeira verde e amarela, este gosto pelo Chacrinha, este dia de índio,
esta piada de português, este clima que não combina com gravata, esta rima
que não combina com francês, esta jaca, esta laranja da terra,

Este pandeiro, esta sandália, este nome de cidade “Maracangalha”, esta
farinha, esta rendeira, esta rede, est barro, este excesso de praias, de
lazer, este som alto, esta falta de modo inglês

Este mapa tão deslocado, estes oceanos tão imensos que nos separam, e nos
mostram que não somos nem nunca seremos americanos nem europeus.

Definitivamente.

Esta é a dor que mais dói”.

Para se olhar, tem que se dar a volta

Posted by Maria das Graças Pinto Coelho 0 comments


Caros amigos, faz dias que ensaio um pequeno texto sobre a nossa filmografia, que quando foi pensada sugeria um encontro diferente através do cinema.
Nossas metodologias sempre nos levaram a ver o outro, mas também a nos ver como sujeitos críticos e emancipados. A inserção dos filmes objetivava buscar o outro, buscar o outro lado. Olhar o mundo em uma outra perspectiva. Dar a volta ao redor de nós e do mundo. Pensar o mundo a partir de nós, editando-o com a nossa própria agenda.
Quando me ocorreu pensar em filmes para ajudar à nossa reflexão, pensei em despertar em todos uma atitude de escuta e curiosidade.
Daí me veio a lembrança o "Livro das Mil e Um Noites". Essa história mexe com o meu imaginário, desde sempre.
Para quem não se lembra, o livro relata a história de um rei, que sendo traído por sua esposa decide se vingar. Toma a cada dia uma virgem como acompanhante e a mata na virada da noite.Isso aconteceu durante três anos, até surgir Sherazade. Ela logo na primeira noite se apropria da cama do rei contando-lhe histórias. E assim vai encantando o rei e as noites se passam. Sherazade leva-o a países estrangeiros, a conhecer costumes diversos e narrando permite que o rei reconheça em si as suas próprias idiossincrasias e estranhezas. Assim, tanto ela dá a volta no rei, como ele próprio se remodela.
Repetir a cada noite um jogo de narrativas é a arte do cinema.
Agora, que começamos com os Narradores de Javé, a necessidade de lembrar a vocês a história das narrativas me incentivou a escrever esse texto.
E deixo a pergunta, o que haverá de comum entre os diferentes?
Maria das Graças Pinto Coelho

Caros amigos,

Todos que sabem ler atinaram para os interesses escusos dessa CPI. Sabemos
que o marco regulatório do pré-sal proposto pelo Governo, que criaria uma
fundação para administrar os lucros da empresa e os remeteria à EDUCAÇÃO,
não interessa aos donos do Brasil. Vem daí a chantagem da CPI e o
consequente sucateamento da Petrobrás. O vexame tornará mais flexível a
barganha da mudança do Marco Regulatório e beneficiará sobretudo os
políticos que costumam vender as nossas riquezas.
No entanto, acho que os que assinaram a CPI deram um tiro no pé. A CPI
também servirá para que as pessoas que sabem ler, mas que não entendem
muito de economia política, a grande maioria da classe média, se
interessem pelo assunto e descubram a manobra que prejudica a população
brasileira. Obviamente, que será algo fútil e marqueteiro como foi a CPI
dos grampos e terminará desmoralizada, com seus líderes sendo condenados
pela opinião pública, talvez não pela publicada, como é de praxe no
universo midiático.
O Artur Virgílio que se lançou na arena não tem nada a perder porque não
se reelege nem vereador por Manaus. Mas com os holofotes midiáticos
voltados para a enganação consegue barganhar recursos escusos de quem
interessa a privatização da Petrobrás - e troca a não eleição por
influência política dentro do PSDB.
O Lula, quando diz que a CPI é anti-patriótica, está dando o recado.
E o Sindicato dos Petroleiros quando vai se manifestar?
Proponho que os leitores desse blog que se interessam por economia
política enviem e-mails condenando o vexame e a arquitetura política da
Comissão para todos os seus contatos.
Vamos desconstruir as motivações que eles estão dando à Comissão, desde
já. Mas também vamos pedir para que a mudança da contabilidade fiscal da
empresa seja investigada pelas instâncias competentes.
Segue um link do Luiz Nassif, que elucida a CPI: "uma questão de negócios"
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/05/16/os-negocios-por-tras-da-cpi-da-petrobras

Maria das Graças Pinto Coelho
http:cultmidia.blogspot.com



Atualizado em 16.05.09 às 13hs
Caros leitores, o posto do Luiz Carlos Azenha, que está no link abaixo, atualiza o debate e convoca todos para uma articulação "viral" nas redes sociais
http://www.viomundo.com.br/opiniao/mais-um-passo-na-privatizacao-do-congresso/

Este artigo foi escrito por Ana Cristina D'Angelo para a Revista Pagina 22

Indivíduos que trabalham para o coletivo tecem uma troca invisível e intensa na aparente homogeneidade urbana

Ser invisível em uma cidade grande é fácil. Raro é ver os que usam sua força individual e discreta para o coletivo. Na teoria, todos estamos trabalhando para todos, mas há alguns ofícios e ideias, tão fundamentais quanto imperceptíveis e belos, que valem a pena ser revelados.
O funcionamento de qualquer metrópole mundial - desde o transporte público ao bem-estar geral - congrega um grupo heterogêneo e curioso. Gente que se dedica ao todo em surdina e, nesse processo, sustenta e areja a vida. Augusto César Sampaio Fiorelli cuida do Big Ben brasileiro. O relógio do Mosteiro de São Bento é referência para milhares de pessoas que passam pelo Centro da cidade e é considerado o mais preciso de São Paulo. (...) No Centro do Rio de Janeiro, Manuela Dias tira do anonimato por alguns minutos quem estiver disposto a (re)contar sua história. Paga R$ 1 em troca. A roteirista está em busca dos relatos de vida de quem passa no Largo da Carioca para um livro e um filme.
Conduz uma rotina quase silenciosa, não fosse o cartaz "Conte Sua História e Ganhe um Real", que empunha nessas empreit
adas.(...) Ela pretende chegar aos mil casos de histórias humanas e vai usar os depoimentos inteiros de alguns selecionados. "No filme vão entrar os sons das narrativas."(...) Enquanto isso, Cláudia dos Santos Nascimento trata de dar um alento a quem está sendo punido. Ela conduz rodas de leitura para os detentos de duas penitenciárias do complexo de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. As unidades têm salas de leitura com 6 mil títulos, mas do que adianta se ninguém lê? (...)
Uma das táticas bem-sucedidas das rodas é a leitura das histórias pelos próprios detentos. Os iguais se reconhecem e o interesse aumenta. "Daí você percebe aquele super calado se manifestar, o disperso interagir", conta. Dos cerca de 1.500 presos, a grande maioria tem entre 18 e 30 anos e Cláudia reconhece que há estímulos mais rápidos na conquista que o embarque na literatura. "Procuro selecionar títulos que têm a ver com a história deles." Há ainda o empenho dos monitores detentos, já abduzidos pelos livros, que trabalham para atrair os outros.
"Através de uma coisa aparentemente simples, que é a roda de leitura, você consegue chegar mais perto da educação, que é no que acredito."


Para ler este e outros artigos visite o site da Revista
Pagina 22


---------- Forwarded Message ----------
From:
Sérgio Lüdtke
Date: 2009/5/14
Subject: Primeiro o computador, depois o Google e no dia 18 de maio chegará a terceira grande onda
To: cultmidia@gmail.com


O próximo dia 18 de maio de 2009 (segunda-feira) pode vir a ser um marco na ainda curta história da internet.

Essa é a data em que deve estar disponível o WolframAlpha, uma impression
ante ferramenta que, a partir de uma determinada busca como as que fazemos no Google, coloca a funcionar um extraordinário aparato de computação para gerar informações sistematizadas e organizadas a partir de dados disponíveis na rede. Ainda não há uma versão beta para teste, mas no material já liberado pela empresa de Stephen Wolfram há exemplos de uso que são tremendamente impactantes. Se ela cumprir o que promete, teremos uma terceira onda para o jornalismo (ou a publicidade ou o marketing) assistido por computador, entendo-se que o próprio computador foi a primeira e o Google a segunda. Para ver o video em inglês clique aqui. Mais informações no Blog Interatores.


Eyemotion® é uma empresa brasileira, líder em holografia e que detém a licença de exclusividade do Sistema Holográfico Musion® Eyeliner™ em todo o país. Eles podem conceber qualquer imaginário virtual em 3D num impressionante ambiente realista com dramaticidade nunca vista nos efeitos cinematográficos do século XXI! Nenhum outro sistema de vídeo no mundo pode trazer tanta tecnologia e criatividade juntos, dentro de um ambiente imersivo de experiências. Já está disponível no Brasil o mais novo e único Sistema de Realidade Aumentada, Total Immersion®, capaz de reconhecer qualquer imagem ou objeto, para proporcionar uma inovadora interatividade com o usuário, em tempo real!

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Fonte Ag.FAPESP

O Programa de Pós-Graduação com Relevância para Países em Desenvolvimento, que conta com bolsas do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e do Ministério Alemão da Cooperação Econômica (BMZ), está com inscrições abertas.

O programa oferece 38 opções de pós-graduação em mestrado e três em doutorado, nas áreas de economia, gestão, desenvolvimento, engenharia, matemática, planejamento regional, agricultura, silvicultura, ciências ambientais, geociências, saúde pública, sociologia e educação.

O prazo para envio da documentação ao escritório regional do DAAD no Rio de Janeiro termina no dia 28 de agosto. Os cursos de mestrado terão duração de 18 a 24 meses, e os de doutorado, de 36 meses. O início dos cursos está previsto para outubro de 2010.

Podem candidatar-se jovens com no mínimo dois anos de experiência profissional na área do curso. São exigidos conhecimentos básicos de alemão para candidatos às pós-graduações ministradas em alemão e proficiência em inglês para aquelas oferecidas neste idioma.

Os bolsistas deverão ainda receber curso de alemão intensivo de dois a quatro meses. A lista de requisitos exigidos pelas universidades pode ser consultada nos sites dos cursos.

Terão prioridade candidatos recomendados por seus empregadores e com promessa de recolocação após o curso, além de que as chances de admissão no programa são maiores para quem dispuser de recursos financeiros próprios ou suporte do empregador ou de outra instituição. Mais informações clique aqui.


Estão abertas até o dia 15 de junho de 2009 as inscrições para o Prêmio William Cobbet que oferece 4 prêmios de vinte mil reais cada, para patrocinar a produção de um filme de curta metragem. O regulamento pode ser baixado no site da Fundação José Augusto (www.fja.rn.gov.br), onde também se encontra a ficha de inscrição que deverá ser enviada pelo correio, junto com o material exigido.

Periódicos científicos brasileiros conquistam espaço na WoS, uma das principais bases de dados no mundo. Ouvidos pela Agência FAPESP, especialistas explicam que aumento se deve à boa qualidade da pesquisa nacional, mas não pode ser confundido com aumento na produção
Fonte Ag.FAPESP / 14/5/2009 / Foto M.Boyayan / Reportagem Fábio de Castro


A ciência brasileira ganhou mais visibilidade global: o número de revistas científicas nacionais indexadas na base de dados internacional Web of Science-ISI (WoS) aumentou 205% entre 2002 e 2008.

A razão do aumento, de acordo com especialistas em cientometria e com a empresa Thomson Reuters, responsável pela WoS, é o crescimento do interesse mundial pela pesquisa científica brasileira, considerada de alta qualidade.

Esse aumento da presença brasileira na base WoS não significa que a produção científica nacional tenha crescido no mesmo percentual. Segundo pesquisadores da área de cientometria, ouvidos pela Agência FAPESP, a declaração do ministro da Educação Fernando Haddad de que teria ocorrido no Brasil um aumento de 56% no número de artigos publicados em apenas um ano (de 2007 a 2008), o que seria inédito no país e no mundo, não se justifica.

Segundo José Claudio Santos, gerente regional da Thomson Scientific para a América do Sul, desde 2006 a empresa tem procurado agregar à base de dados uma maior quantidade de conteúdos da região. Com a inclusão de novos periódicos, a presença brasileira na base aumentou 56% de 2007 para 2008.

“A comunidade internacional estava cobrando isso, porque estão sendo divulgadas continuamente notícias sobre a excelente qualidade da produção científica brasileira, especialmente nas áreas de energias alternativas, agricultura e ciências sociais. Havia demanda por um conjunto de dados que não tínhamos na base e começamos a indexar informação”, disse Santos à Agência FAPESP.

"O que aumentou foi a presença latino-americana na base de dados e o Brasil liderou esse processo de crescimento, o que é excelente. Mas isso não ocorreu devido aos investimentos do governo em ciência, como foi dito. Os investimentos continuam baixos. A razão maior foi que nos dois últimos anos foram indexadas novas revistas”, disse Rogerio Meneghini, coordenador científico do programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), criado em 1997 por meio de uma parceria entre a FAPESP e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

Segundo Meneghini, além da nova orientação da Thomson para englobar países em desenvolvimento, a empresa tem concentrado o foco em áreas temáticas como mudanças climáticas, biodiversidade, saúde pública e algumas disciplinas das ciências sociais. “O Brasil estava bem em todas essas áreas e, por conta disso, acabou se destacando entre os outros países do continente que ganharam mais espaço na WoS”, explicou.

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo de 12 de maio, Meneghini desmentiu a versão que atribuía aos investimentos federais um suposto aumento na produção científica. Para ele, é possível que o governo tenha se equivocado ao deparar com os dados da WoS.

“Os dados sobre o aumento da indexação de periódicos brasileiros na WoS não estão disponíveis na internet. Eu os obtive à parte. Quando o governo alardeou os números como se fossem fruto de seus investimentos, logo percebi o equívoco. Acredito, supondo boa fé, que eles tenham se empolgado com os ótimos números e assim chegaram a conclusões erradas”, afirmou um dos principais especialistas brasileiros em cientometria.

Meneghini destaca que mais investimentos públicos nas revistas científicas brasileiras poderiam aumentar ainda mais a visibilidade da ciência nacional.

“Seria preciso criar certas políticas. Não basta investir dezenas de milhões de dólares anualmente para manter um portal que dá aos cursos de pós-graduação acesso às revistas nacionais – embora esse seja um produto importante. É preciso também investir nas revistas nacionais, o que não é feito”, afirmou.

De acordo com Santos, os critérios da Thomson para a indexação de revistas impressas e eletrônicas permanecem os mesmos. "Só são indexadas na base as revistas que obedecem a cinco critérios básicos: habilidade de publicar e distribuir a tempo; uso de convenções internacionais para a parte editorial; publicação preferencial em inglês; conteúdo editorial – como resumos e palavras-chave – também em inglês; e diversidade internacional”, explicou o responsável pela área comercial, editorial e de estudos bibliométricos da Thomson no continente.

O aumento da participação latino-americana na base WoS, segundo Santos, foi de 154% entre 2002 e 2008. “Em 2002, tínhamos 63 revistas do continente indexadas. Fechamos 2008 com 160, sendo 64 delas revistas brasileiras. De todos os países – Brasil, México, Chile, Argentina e Colômbia –, o Brasil foi o que mais teve aumento no número de indexações: 205%.”

Conclusões distorcidas

Para Leandro Innocentini Lopes de Faria, professor do Departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), independentemente da maneira como foi divulgado, o aumento da presença brasileira na WoS é animador – com a nova situação, o país passa da 15ª para a 13ª posição entre os países com mais artigos publicados na base de dados.

“A maneira de divulgar é que foi um tanto estranha, já que o suposto crescimento da produção científica era artificial, provocado pelo aumento do número de periódicos. Mas a boa notícia é que a ciência brasileira ganhou mais espaço”, afirmou o professor.

Lopes de Faria é autor de estudo com base na WoS e no Portal Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que será publicado na próxima edição dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo, da FAPESP.

“Nos indicadores que criamos, analisamos a produção científica considerando que a base de dados utilizada tem uma coleção constante. Se o universo de revistas é o mesmo, podemos calcular o crescimento da produção científica a partir dali. Entretanto, a partir do momento em que a WoS aumenta o número de revistas indexadas, não se pode mais comparar com o ano anterior, ou as conclusões ficariam obviamente distorcidas”, afirmou.

Segundo Lopes de Faria, o banco de dados da WoS vinha sendo frequentemente utilizado para a produção de indicadores justamente por manter uma coleção constante de revistas. Em contrapartida, o ponto negativo da base era o fato de que esse conjunto, embora estável, tinha pouca representação de revistas brasileiras.

“A falta de periódicos brasileiros era muito criticada e agora está havendo um ajuste, deixando o conjunto mais representativo. Mas se trata de um momento de mudança, o que inviabiliza análises conclusivas neste momento. A base só poderá ser usada agora para avaliar o crescimento da produção científica dentro de alguns anos, a não ser que a WoS faça uma inclusão retroativa das edições das novas revistas indexadas que foram publicadas nos últimos anos”, explicou.

Importância do SciELO

Segundo Abel Packer, diretor da Bireme e um dos idealizadores do SciELO, ao lado de Meneghini, a melhora na qualidade dos periódicos nacionais foi decisiva para o aumento de sua presença na WoS.

“Embora tenham ampliado os critérios, eles não os relaxaram. O fato é que há uma grande melhora nos periódicos, que vem sendo explicitada pelo SciELO. Com isso, ficou impossível para os organismos internacionais ignorar a ciência que vem sendo feita no Brasil”, afirmou.

Para Packer, o programa apoiado pela FAPESP teve um papel proativo no registro de um aumento das publicações científicas latino-americanas. “O SciELO demonstrou que temos um conjunto significativo de periódicos de qualidade que merece indexação internacional. Temos contribuído para dar às revistas brasileiras maior visibilidade nacional e internacional, o que se reflete em um número grande e crescente de downloads de artigos nas coleções SciELO, além do aumento do número de citações, que reflete o impacto dessa produção científica”, disse.

Ao longo do desenvolvimento da coleção SciELO, uma série de periódicos atingiu um número de fator de impacto maior que 1, algo então inédito no país. Isso se deveu, segundo Packer, à constante avaliação crítica feita pelo programa em sua seleção de artigos, cuja consequência é uma melhora de qualidade gradual dos periódicos.

“Gostaria de fazer uma crítica aos índices internacionais como a WoS, que sempre olharam nossos periódicos como produtos de segunda categoria. Chamávamos há muito tempo a atenção para que nossas revistas tivessem uma cobertura mais ampla devido à sua qualidade. Finalmente obtivemos sucesso, mas essa mudança chegou bem tarde”, destacou.

Mais qualidade

Para a cientometrista Jacqueline Leta, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a notícia de que o Brasil agora passa a ser o 13º país do mundo com mais artigos publicados na WoS deve ser comemorada.

“É uma excelente notícia. O que é ruim é a forma como foram apresentadas as causas desse crescimento – ele foi causado muito mais pela inserção de mais periódicos na base WoS do que por um aumento das publicações. A Capes tem grandes méritos, mas não fez nada sozinha”, disse.

Essa indexação de novos periódicos brasileiros, segundo ela, foi resultado de uma grande negociação e muitas articulações feitas entre a Thomson e a comunidade científica brasileira.

“Houve todo um processo editorial que levou à melhora em todos os quesitos das revistas, desde a submissão até a publicação. Tudo isso garantiu a esse periódicos uma avaliação melhor. Se não tivessem qualidade, também não entrariam na base”, apontou.

Segundo Jacqueline, é preciso ressaltar que as bases como a WoS têm limites de catalogação de periódicos. Por isso seus organizadores restringem a indexação às revistas com maior reconhecimento mundial. “As bases fazem um recorte na literatura científica mundial. Não haveria capacidade técnica ou econômica para incluir todos os periódicos do mundo”, explicou.

Os periódicos dos Estados Unidos, segundo Jacqueline, tradicionalmente dominam as bases de dados da WoS. “Se pensarmos em termos demográficos, talvez a China tenha o maior número de periódicos do mundo, mas não está representada de forma tão concentrada como outros países de grande tradição científica. Por isso, a produção científica de um país não é necessariamente proporcional ao número de artigos publicados na base. Os números precisam sempre ser entendidos levando-se em conta a dimensão da base”, disse.
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Atualização em 25/05/2009


Ciência brasileira em novo patamar
Fonte: Folha S.Paulo, Mai/2009 (http://www1.folha.uol.com.br)
Folha S.Paulo Opinião, 25 de maio de 2009
Tendências/Debates
Sergio Machado Rezende

O aumento do número de artigos publicados do Brasil,

proporcionalmente maior que o do resto do mundo, consolida uma tendência

COMO NOTICIOU esta Folha no último dia 6, a produção científica do Brasil, medida pelo número de artigos indexados na base internacional de dados Thomson Reuters-ISI, cresceu 56% em 2008, se comparada com 2007. O país passou da 15ª para a 13ª colocação no ranking mundial de artigos publicados, ultrapassando países com longa tradição científica, como a Rússia e a Holanda. A notícia foi comemorada pela comunidade científica brasileira, que conta atualmente com 200 mil membros, entre mestres e doutores.Mas a formação, como é feita hoje, com exigências de cursar disciplinas e fazer pesquisa para elaborar dissertações e teses, só foi iniciada em 1963, quando o professor Alberto Luiz Coimbra criou "na marra" a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) na então Universidade do Brasil (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro).Somente cinco anos depois o Ministério da Educação regulamentou a pós-graduação, "legalizando" os diplomas concedidos pela Coppe e por outros cursos. E apenas em 1969, com a criação do regime de tempo integral para docentes pesquisadores, os grupos de pesquisa e os cursos de pós-graduação se disseminaram em todo o país e o sistema nacional de ciência e tecnologia (C&T) começou a ganhar dimensão e consistência. O fato de a nossa ciência ser tão recente é a principal razão para a surpresa da notícia de que o Brasil ultrapassou Rússia e Holanda no ranking de publicações científicas. Mas esse fato não teve comemoração unânime.Logo surgiram os céticos e críticos perscrutadores.A primeira crítica é que a ciência brasileira não tem o impacto medido pelas citações na mesma proporção dos artigos publicados.Isso é verdade e decorre, dentre outras razões, da pouca tradição de nossa ciência.Outra crítica, mais forte, foi a descoberta de que o grande aumento da produção de um ano para outro decorreu da ampliação da base da Reuters. O número de revistas brasileiras indexadas passou de 63, em 2007, para 103, em 2008.No entanto, a Reuters também aumentou a base das revistas indexadas de todos os países, principalmente daqueles fora do núcleo de longa tradição científica. Em todo o mundo, a base passou de 9.000 para mais de 10 mil, e o número total de artigos indexados cresceu de 960 mil, em 2007, para 1,4 milhão, em 2008 -um salto de 49%. O aumento do número de artigos do Brasil, proporcionalmente maior que o do restante do mundo, vem consolidar uma tendência das três últimas décadas. A contribuição do país na produção mundial, que em 1981 era de 0,44%, hoje é de 2,12%. O aumento na formação de pesquisadores e no número de artigos científicos publicados é resultado de um esforço continuado de toda a sociedade. Mas o governo federal teve papel essencial nesse processo, principalmente por meio de suas agências de fomento, CNPq, Finep e Capes.Assim, compartilho da opinião do ministro da Educação, Fernando Haddad, que creditou essa evolução ao governo federal, mas também ao papel das fundações estaduais de amparo à pesquisa, em especial da Fapesp, e ao trabalho dos cientistas.A significativa evolução dos últimos anos é decorrente, em grande parte, da prioridade hoje atribuída à ciência e à tecnologia. O orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia passou de R$ 2,835 bilhões, em 2002, para R$ 6,632 bilhões, em 2008. Nesse mesmo período, o número de bolsas de pós-graduação do CNPq passou de 11.347 para 18.500, e as de pesquisa passaram de 7.765, em 2002, para 12.015. No caso da Capes, as bolsas de pós-graduação passaram de 23.334, em 2002, para 39.892.Pela primeira vez na história, o país tem um Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, com prioridades claras e programas com objetivos, metas e orçamentos, os quais totalizam R$ 41 bilhões para projetos em universidades, centros de pesquisa e empresas.O financiamento à pesquisa científica e tecnológica e à inovação tem estimulado pesquisadores e empresários empreendedores. Um exemplo do aperfeiçoamento dos instrumentos de apoio e da política de C&T está na criação dos 123 institutos nacionais de C&T, que receberam recursos da ordem de R$ 605 milhões.O caminho para tornar esse setor um dos pilares do desenvolvimento nacional ainda é longo, mas está sendo percorrido com consistência, determinação e velocidade crescentes.

SERGIO MACHADO REZENDE, 68, físico, doutor em física pelo MIT (EUA), professor titular da Universidade Federal de Pernambuco, é Ministro da Ciência e Tecnologia.

Henrique Fernandes (da Funcarte) enviou no último dia 10 de maio uma mensagem ao Sistema Nacional de Cultura SNC/SAI, preocupado com a realização da Conferência de Cultura de Natal. O texto diz o seguinte: "19 e 20/05 Natal realiza a III Conferência Municipal de Cultura, com os temas da II CNC e específicos para o Fundo de Cultura e eleição do Conselho Municipal de Cultura. Se não for publicado até lá no DOU, como ficaremos???" Clique aqui para ler o comentário na página do Ministério da Cultura.

O decreto a que Fernandes se refere é o que deveria ter sido assinado pelo presidente Lula, com todas as informações sobre a convocatória da Conferência Nacional de Cultura de 2010, além do importantissimo regimento interno que vai traçar as diretrizes do evento. Na verdade, no dia 14 de abril o Conselho Nacional de Política Cultural aprovou, em reunião extraordinária na capital federal, o regimento interno da II Conferência Nacional de Cultura (II CNC), que deve acontecer de 11 a 14 de março de 2010, em Brasília, mas, cujo decreto ainda não foi assinado pelo Presidente Lula.

Os municípios podem realizar as conferências municipais até o dia 30 de setembro de 2009, já os estados têm prazo até 15 de dezembro de 2009, para promover as conferências no âmbito do estado.

A conferência terá a coordenação da Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC) e contará com apoio de uma Comissão Organizadora Nacional e um Comitê Executivo, que serão instituídos e terão como membros representantes das secretarias e vinculadas do MinC, CNPC, órgãos e instituições parceiros convidados.

Os principais temas a serem desenvolvidos estão apoiados em cinco eixos:

* Produção Simbólica e Diversidade Cultural, focado na produção de arte, promoção de diálogos interculturais, formação no campo da cultura e democratização da informação;
* Cultura, Cidade e Cidadania, voltado às cidades como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso a bens culturais;
* Cultura e Desenvolvimento Sustentável, que discutirá a importância estratégica da cultura no processo de desenvolvimento;
* Cultura e Economia Criativa, que abordará a economia como estratégia de desenvolvimento; e
* Gestão e Institucionalidade da Cultura, que visa o fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura. Clique aqui para ler a notícia na página do Ministério da Cultura.

---------- original message ----------
From: gilsonmonteiro@pop.com.br
Date: 2009/5/13
Subject: [Fwd: [Compos] Agressão covarde!]
To: cultmidia@gmail.com

Caros colegas jornalistas e professores,


Fui agredido, em sala de aula, por comentar este fato: (clique aqui ou cole o link abaixo)
http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=58502 (*).
O teor da matéria comprova exatamente o teor da aula. Incrível isso!


Professor Gilson Monteiro
Coordenador do PPGCCOM da
Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

(*) Aziz é salvo por um voto
14/7/2004
Erika Klingl (Da equipe do Correio Correio Braziliense)
BRASIL/ EXPLORAÇÃO SEXUAL
Graças a uma articulação de última hora, o vice-governador da Amazônia tem o nome retirado da lista de 249 indiciados por CPI. Uma manobra política livrou o vice-governador do Amazonas, Omar Aziz (PFL), da lista de indiciados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual. O nome dele era citado junto com outros 249 políticos, empresários, juízes, médicos e pastores evangélicos. Bastante emocionada, a relatora da CPI, deputada Maria do Rosário (PT-RS), disse que a alteração no texto fragiliza a luta da comissão, que durou mais de um ano. ‘‘Confesso que fiquei preocupada com o resultado. Foi um desmerecimento do relatório’’, afirma. A movimentação dos aliados do político amazonense começou na última quinta-feira, quando foi aprovado o texto-base do relatório da CPI. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), que não era da comissão até a última semana, apresentou um destaque pedindo a retirada do nome do conterrâneo, sob a alegação de que a comissão não havia conseguido recolher informações suficientes para comprovar a ligação de Omar Aziz no crime de exploração sexual de menores. “Acreditaram no acusado e não na vítima”, criticou a relatora. Para ver a matéria completa clique aqui.

Durante aula, professor é agredido por irmãos de vice-governador do Amazonas
da Redação do Comunique-se

Por causa de declarações dadas durante uma aula sobre a postura da imprensa diante de fatos envolvendo personalidades e políticos, o professor de jornalismo da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Gilson Monteiro foi agredido, ainda dentro da sala de aula, pelos empresários Amim e Mansur Aziz, irmãos do vice-governador do estado, Omar Aziz.

A agressão aconteceu na última segunda-feira (11/05), após Monteiro citar o caso da cobertura das denúncias de um suposto envolvimento de Omar Aziz em casos de pedofilia. Nesse momento, uma aluna, sobrinha do vice-governador, saiu de sala e voltou, minutos depois, acompanhada do seu pai, Mansur, e do seu tio Amim.

“Ele (Amim) perguntou se eu era o professor da disciplina e foi logo me agredindo. Deu socos, pontapés e me derrubou, além de fazer gestos de que estava descarregando uma arma em cima de mim, enquanto eu me defendia. O outro (Mansur), me agredia verbalmente", disse Monteiro a um repórter do Estadão. Leia a notícia na íntegra no site do Comunique-se.




Atenção turma. Já foram postadas algumas questões acerca da identidade cultural na pós-modernidade no fórum da disciplina na página do SIGAA. Ao longo da semana serão disponibilizadas outras questões acerca do tema. Contamos com a participação de todos os alunos para que ocorra um aprofundamento da discussão e o enriquecimento do seminário.

Para acessar a página do SIGAA: https://www.sigaa.ufrn.br/sigaa/verTelaLogin.do

Grande abraço.


---------- original message ----------

From: gilsonmonteiro@pop.com.br

Date: 2009/5/13
Subject: [Fwd: [Compos] Agressão covarde!]
To: cultmidia@gmail.com



"Caros colegas da Compós,

Ontem, por volta das 16h50min, fui brutalmente agredido por um dos irmãos do vice-governador do Amazonas, Omar Aziz, por ter comentado a respeito da retirada no nome dele da CPI da Pedofilia, algo noticiado em todo o País. O agressor chama-se Amin Aziz e o exemplo foi utilizado na fala para ilustrar a forma como há interferência política na prática do Jornalismo. O Espaço da Ufam foi invadido e fui agredido covardemente no exercício da minha profissão. Vejam a minha nota sobre o assunto em http://blog.pop.com.br/blogdogilsonmonteiro. Por vias das dúvidas pedi ao Ministério Público Federal proteção a mim e aos meus filhos.

Professor Gilson Monteiro
Coordenador do PPGCCOM da
Universidade Federal do Amazonas (Ufam)

MIDIATICOM

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O professor Jairo Getúlio Ferreira, Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, RS, informa a todos os pesquisadores que está disponível o portal Midiatização e Processos Sociais. Ainda em fase experimental, o Portal já disponibiliza entrevistas, informações, anais de eventos, e links para teses e dissertações, etc. em torno do tema Midiatização e Processos Sociais. Desenvolvido no PPGCC-Unisinos, é um projeto que conta com o apoio do CNPq.
É um espaço de interaç
ão e informação que destinado:

a) aos pesquisadores de várias redes em que participa, organicamente, a linha de Pesquisa Midiatização e Processos Sociais desse programa de pós-graduação;

b) à comunidade acadêmica, especialmente do campo da comunicação.

O portal tem seu funcionamento construído dentro da lógica de uma rede em WEB, utilizando essa tecnologia para a interação entre as diferentes partes das instituições abrangidas. As pesquisas dos integrantes da rede são agrupadas conforme os interesses de orientandos e/ou pesquisadores, de forma transversal. Pretende divulgar os processos das instituições envolvidas, com a finalidade de construir “pontes” entre os campos de conhecimento envolvidos na busca de uma maior cooperação. A ferramenta também propicia a formação de recursos humanos em torno do tema da proposta de investigação. O portal disponibiliza os objetos dessas interações para o público em geral. Para saber mais
clique aqui.

(notícia recebida por email da prof.dra.Maria das Graças Pinto Coelho)

Escolhidos receberão bolsa de R$ 2.300 mensais
DA REDAÇÃO
A Folha dá início hoje a um concurso para incentivar pesquisas sobre a

história do jornalismo brasileiro. Chamado de Folha Memória, o

programa selecionará três projetos de pesquisa e premiará seus autores

com uma bolsa de R$ 2.300 mensais -mediante reembolso de despesas.

Nos seis meses em que receberão essa ajuda de custo, os candidatos

selecionados deverão conduzir sua pesquisa com rigor acadêmico e

transformá-la em um texto de interesse geral e caráter jornalístico.

Eles serão orientados por um jornalista da Folha.

O melhor dos três trabalhos será publicado em livro editado pela

Publifolha, e seu autor ganhará um laptop.

No concurso, que tem patrocínio da Pfizer, a história do jornalismo

deve ser entendida em sentido amplo -ou seja, podem ser investigados

fenômenos de qualquer época do jornalismo do país.

Os projetos também não precisam se restringir ao estudo de nenhum meio

jornalístico específico -podem ser estudados veículos impressos,

on-line etc.

Poderá inscrever seu projeto quem estiver concluindo ou tenha

concluído graduação em qualquer universidade brasileira. Só será

aceita a inscrição de um projeto por pessoa e as pesquisas devem ser

individuais.
Inscrição e seleção

A inscrição deve ser feita no site http://folhamemoria .folha.com. br,

até o dia 28 de junho. Ao se inscrever o candidato preenche uma ficha

à qual anexará o projeto de pesquisa. No site está também regulamento

detalhado do concurso.

A seleção passa por três fases. Na primeira, 30 projetos finalistas

serão selecionados pela Folha e encaminhados para uma banca composta

pela historiadora Isabel Lustosa, da Fundação Casa de Rui Barbosa,

pela jornalista Renata Lo Prete, editora do Painel, e por Silvia

Prevideli, consultora em Comunicação Corporativa da Pfizer. Essa banca

escolherá os três contemplados com as bolsas, cujos nomes serão

divulgados em 9 de agosto.

A partir do dia 10 de agosto, os três bolsistas devem começar a

trabalhar na pesquisa, cujo resultado final deverá ser entregue seis

meses mais tarde a uma outra banca.

Nessa etapa, os avaliadores serão Eleonora de Lucena,

editora-executiva do jornal, Nicolau Sevcenko, professor de história

da USP, e Cristiane Santos, gerente de Comunicação Corporativa da

Pfizer. Eles vão escolher o trabalho vencedor, que será divulgado no

mês de fevereiro de 2010.

14 mil professores do Estado de São Paulo já receberam novos ‘laptops’ (computadores) através do programa de inclusão digital promovido pelo Governo de SP e o banco Nossa Caixa (vendida ao Banco do Brasil em 2008). Agora neste mês serão chamados mais 40 mil professores que fizeram a inscrição pelo site Computador para o Professor.

Escrito por Bruno Linhares (INTERATORES) em 11/05/2009. Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

A polêmica sobre o futuro da comunicação e os impactos causados pela ampliação da participação dos usuários na criação de conteúdo continua intensa. A opinião de jornalistas, profissionais especializados em Internet e, agora, atuantes da “blogsphera” enriquecem o debate, que ganhou cores dramáticas a partir da crise da mídia impressa com o desaparecimento – principalmente nos EUA – de vários veículos tradicionais e importantes.
Publicado há mais de dois anos, agora chega ao Brasil o controverso livro de Andrew Keen, com o sugestivo nome de “O Culto do Amador – como blogs, MySpace, Youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia, cultur
a e valores”.

Li o livro,
na versão publicada pela Zahar no Brasil, com atenção e cuidado que merece. Devo classificá-lo como uma peça de um momento muito particular na História recente – é um livro da era G. W. Bush (foi publicado em 2007, nos EUA), marco do pensamento conservador em diversos campos do conhecimento e da ação política e institucional ocidental. É, como explícito no próprio título, um libelo em defesa da “economia, cultura e valores” tradicionais norte-americanos, o que quer que isto venha a significar neste momento em que tudo balança a partir dos efeitos da crise econômica.

O livro se compõe a partir de alguns axiomas essenciais: (1) A “democratização” representada pela participação pública na criação do conteúdo coloca em risco os padrões culturais, os valores morais e as instituições que produzem notícias e a mídia “livre”; (2) Esta derrocada seria causada pela substituição dos “especialistas” que produzem o noticiário e a crítica, assim como os produtores de cultura de maneira geral, que passam a ter o seu espaço ocupado por amadores que invadem com mensagens fracas, distorcidas e indevidas os corações e a mente dos usuários; (3) Não há modelo econômico viável para a difusão de informações na Internet, o que irá causar a destruição das empresas de comunicação e a demissão de profissionais, deixando a sociedade a mercê da ação dos amadores; (4) A inexistência de proteção quanto aos direitos autorais de obras em geral – música, filmes, livros – na Internet também irá propiciar um rebaixamento sem precedentes do nível da produção artística e cultural.

O autor identifica a causa de todo o “Mal”: é a “Web 2.0”, termo muito em voga na época do lançamento do livro. Na verdade, Keen mistura uma série de fatores, problemas, tendências e questões para construir um modelo ideológico “anti Web 2.0” no melhor estilo de “evangelistas” dedicados a combater um poderoso inimigo. Que este inimigo não tenha uma face real nem contornos precisos só demarcam o caráter do discurso apresentado. Alguns conservadores, sejam os de origem religiosa ou política, buscam “demonizar” atitudes ou comportamentos que discordam e demonstram o medo profundo de transformações decorrentes de fatores econômicos, sociais ou tecnológicos. É neste tipo de quixotismo que o pensamento de Keen se inscreve. (para ler a continuação do texto e os comentários clique aqui).



Agora é pra valer. A União Internacional de Telecomunicações bateu o martelo e aprovou o Ginga-NCL, tecnologia genuinamente ‘made in Brazil’ criada para oferecer interatividade plena para a TV Digital. É o primeiro framework de aplicações multimídia para serviços de IPTV aprovado pela UIT. NCL e Ginga-NCL são tecnologias de propriedade intelectual da PUC-Rio, resultados de pesquisas realizadas no Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática, financiadas pela FINEP e RNP a partir dos Ministérios de Ciência e Tecnologia, e Telecomunicações. Com a padronização, operadores de telecomunicações e radiodifusores de todo o mundo podem adotar uma tecnologia madura e bem definida, de forma interoperável entre os diversos provedores de conteúdo interativo. Fabricantes de receptores DTV podem desenvolver seus produtos seguindo as normas estabelecidas e permitindo sua comercialização para múltiplas redes e múltiplos mercados. Dúvidas? Quer saber mais sobre a TV Digital no Brasil? Deixe sua mensagem ou envie um email para cultmidia@gmail.com.

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