Nelson Pretto: o fim da educação

Posted by admin 16 de mai. de 2011 0 comments

O fim da educação
Por Nelson Pretto (de Salvador/BA)

A vida de pesquisador nas universidades está ficando cada dia mais estranha. Quando comecei minha vida acadêmica no Instituto de Física da Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho, uma sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, máquina de datilografar, um telefone - que na verdade não funcionava lá muito bem! -, papel e caneta. Os livros, estavam na biblioteca ou os comprávamos, porque também não se publicava tanto quanto hoje. Dividia a sala com mais um colega e, dessa forma, fazia minhas pesquisas sobre o ensino de ciências e dava aulas na graduação. Depois, passei a integrar o corpo docente da pós-graduação em Educação e, também por lá, sem nenhum luxo e bem menos infra, tinha as condições mínimas para pesquisar sobre a qualidade dos livros didáticos, campo inicial de pesquisa na minha vida universitária.
 
O tempo foi passando e a universidade foi se especializando no seu novo jeito de ser. Foi crescendo e ganhando força a pós-graduação, apareceram os grupos de pesquisas que passaram a ser cadastrados no CNPq, surgiu o Currículo Lattes - o Orkut da academia -, a CAPES intensificou a avaliação da pós-graduação e... a guerra começou. Com as demandas para a pesquisa cada dia sendo maiores e o com os recursos minguando (o Brasil investe em C&T apenas 1,2% do PIB enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%), a avaliação da produtividade - palavrinha estranha no campo da pesquisa científica, não?! - ganha corpo, no Brasil e no mundo. "Publicar ou perecer" virou o mantra de todo professor-pesquisador. Mais do que isso, nas universidades não temos mais aquelas condições básicas dadas pela própria instituição já que, de um lado, ela foi perdendo cada vez mais seu orçamento de custeio e, de outro, as demandas aumentaram muito uma vez que, mesmo na área das Humanas, necessitamos de muito mais tecnologia. Por conta disso, temos que, literalmente, "correr atrás" de recursos através dos chamados editais. Assim, cada grupo de pesquisa vive em função de sua capacidade de captação de recursos - quem diria que estaríamos falando assim, não é?! - e transformaram-se em verdadeiros setores administrativos nas universidades. Demandam secretários, contadores (esses, seguramente, os mais importantes!), administradores, bibliotecários, constituindo-se em um verdadeiro aparato burocrático para dar conta das cobranças formais de cada um destes editais e de suas famigeradas prestações de contas.

Pois quando pensamos que já estávamos no limite, e os colegas Waldemar Sguissardi e João dos Reis da Silva Jr com o seu "O trabalho intensificado nas Federais" mostraram bem o fundo do poço, sabemos através do colega Manoel Barral-Neto no seu blog "Sciencia totum circumit orbem" que pesquisadores chineses estão recebendo um "estímulo" equivalente a 50 mil reais para publicar suas pesquisas nas revistas de "alto impacto" científico, a exemplo da Science. Nos comentários que se seguiram ao texto, tomamos conhecimento com a postagem de Renato J. Ribeiro que a Universidade Estadual Paulista (UNESP) está dando um prêmio de cerca de 15 mil reais para quem publicar na Science ou Nature, duas revistas de alto "fator de impacto".

Também de São Paulo outra noticia veio à tona recentemente: o resultado da última avaliação realizada pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) apontou que os estudantes não se deram muito bem na avaliação de 2010. É com base no rendimento dos alunos que os professores da rede estadual paulista recebem uma gratificação - um bônus - no seu salário, num esquema denominado "pagamento por performace", implantando no Estado supostamente para "estimular" a melhoria da educação paulista. O que se viu com os últimos resultados é que essa estratégia não funcionou.

E não funcionou porque esse não pode ser o foco da avaliação da educação. A educação, em todos os níveis, precisa ser fortalecida, mas não como o espaço da competição e sim como um espaço de formação de valores, da colaboração e da ética. Em qualquer dos seus níveis, a educação precisa ser compreendida como um direito de todo o cidadão e que não pode ser trocada por uns trocados.

Lembro Milton Santos: "essa ideia de que a universidade é uma instituição como qualquer outra, o que inclui até mesmo a sua associação com o mercado, dificulta muito esse exercício de pensar". De fato, com um dinheirinho extra por cada publicação, com um novo edital disponível para o próximo projeto, com a avaliação da CAPES na pós-graduação batendo às portas, deixando todos de cabelo em pé, e com a lógica do "publicar ou perecer", parece que estamos chegando perto do fim da universidade enquanto espaço do pensar e do criar conceitos. Viramos, pura e simplesmente, o espaço da reprodução do instituído.
E isso é, no mínimo, lamentável. Na verdade, é o próprio fim da educação.

Nelson Pretto é professor e já foi diretor (2000-2004 e 2004-2008) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia. Membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia. Físico, mestre em Educação e Doutor em Comunicação.

Fonte: Carpintaria das Coisas/PosHumano (*)
“Copy from one, it’s plagiarism; copy from two, it’s research” (Wilson Mizner)
Aqui na Alemanha não se fala em outra coisa senão no plágio perpetrado pelo Ministro de Defesa Karl-Theodor zu Guttenberg (ah, a ironia de um plagiador chamado “Guttenberg”…) em sua tese de doutorado. Enquanto isso, no Brasil se denunciam novos casos de plágio nas universidades a quase cada semana. Isso coloca em discussão – e confunde – pelo menos três temas importantíssimos, com os quais tenho me debatido continuamente nos últimos dias: cópia, honestidade intelectual e originalidade. Algumas pessoas chegaram a me alfinetar por minha “defesa” do plágio no domínio das artes, como se o escândalo do plágio na academia invalidasse todos os incontoráveis fatos históricos levando à conclusão de que não existe criação sem cópia. Importa, portanto, colocar as coisas em sua devida proporção. Todos nós sabemos que o conceito de “originalidade” tem data de nascimento, e está intimamente ligado aos discursos sobre a figura do artista como “gênio” singular – uma invenção tipicamente moderna. Todos deveríamos saber que não existe arte sem citação, dialogismo intertextual e cópia, assim como em qualquer domínio da atividade humana se opera com base no que nossos antecessores realizaram. Não se faz arte, ciência ou política a partir do zero. No âmbito humano, não existe creatio ex-nihilo, como bem demonstra a literatura bíblica em sua distinção das palavras “bará” (criação a partir do nada, termo reservado exclusivamente à obra divina) e “assá”, o fazer do homem. Imaginemos a cultura como uma interminável conversação (não lembro agora de onde vem essa metáfoa, possivelmente de Kenneth Burke). Trata-se de uma conversa que começou já há centenas ou milhares de anos e continua se processando indefiinidamente. Subitamente, alguém entra na sala e passa a escutar as discussões nas quais os debatedores estão envolvidos. Após algum tempo, esse intruso irá querer particpiar do diálogo, e naturalmente usará em seu discurso argumentos e termos daquilo que escutou anteriormente. Isso não significa que ele não possa trazer nada de “novo” à conversação (reparem que uso o termo entre aspas), porém, certamente não irá partir do zero, refazendo toda a cultura a partir de suas bases. Ora, o mito do criador “genial” está carregado de inflexões religiosas. Alguém já se perguntou por que razão a mais célebre fotografia de Einstein é aquela onde ele aparece com a língua de fora com seu look tipicamente descabelado? O mito implica a idéia de que a fronteira entre loucura e genialidade são muito tênues. Isso porque, paradoxalmente, o criador é tomado de um “entusiasmo” (palavra que etimologicamente significa “estar tomado pelos deuses”) inexplicável em termos humanos. A única origem possível do gênio se encontraria na esfera da transcendência – e daí as raizes profundamente religiosas dessa noção. Não é casual, também, que a palavra “inspiração” remeta ao “sopro dos deuses”. Eu diria que dessa estrutura mítica surge uma fascinante contradição (condição típica de todo mito): quando estou “inspirado” é quando sou menos “original”, já que são os deuses que falam em mim e não minha suposta subjetividade! Nesse sentido, a figura do autor cumpre um papel jurídico, de regulação social e mesmo de ordem religiosa na cultura ocidental. Como dizia Guimarães Rosa, o trabalho de Deus foi criar o mundo, e o do escritor é complementar sua obra. Imaginamos o ato criativo como uma cópia menor do gesto arqutípico de Deus com seu fiat lux. Todavia, podemos dizer que, à frente de seu tempo (mas afinal, Ele existe fora do tempo), Deus já fazia uso dos modos de criação colaborativos, pois foi ao homem que atribuiu a função de nomear todos os seres do Paraíso. E, bem pouco “criativo” em sua atividade, o homem nomeia com base na essência já dada no ser do animal. O cachorro se chamará “kelev”, pois seu maior atributo é a fidelidade (ele é “segundo o coração”, “lev”). Então tudo isso significa que o plágio, pura e simplesmente, pode ser justificado como prática acadêmica? Claro que não, mas vamos por partes. Em primeiro lugar, nem sempre é fácil identificar a fronteira precisa entre o plágio, no pior sentido do termo, e aquilo que faz parte tradicionalmente da estrutura do discurso acadêmico. Ora, um dos pilares do discurso acadêmico é a referência autoral, a busca de apoio a idéias e proposições em trabalhos sancionados pela academia. Quando essa prática descamba para o extremo, ela se converte num “magister dixit” – ou seja, na simples comprovação de uma tese porque um autor consagrado assim o afirmou. Aliás, nada é mais comum na academia que trabalhos nos quais a figura do “autor” do texto se dilui completamente face ao oceano de pensadores e obras citados. Mas entre citações e paráfrases, existem momentos em que a linha divisória entre referência e plágio se esfumaçam. O instrumento que nos serve de guia aqui é a menção explícita da fonte, a atribuição devida ao autor, a chamada “honestidade intelectual”. Quando, porém, encontramos um trabalho onde o autor copia parágrafos inteiros de um texto e em nenhum momento menciona sua fonte, sabemos que se trata de uma “distração” imperdoável ou de plágio descarado. Ora, na cultura contemporânea do mashup, o que encontramos são “plágios explícitos”. Ninguém tem dificuldade em identificar as “fontes” de um criador como Girl Talk, por exemplo. Seu gesto de cópia é honesto e transparente, sem buscar ocultar os diversos pedaços de obras com os quais ele elabora seus “remixes”. Em um de seus ensaios mais interessantes (“A Inovação no Seriado”), Umberto Eco demonstra que toda arte, desde seus primórdios, sempre lançou mão da cópia e da imitação. Aliás, artes seriais, como a gravura estão aí para demonstrar que a serialidade não é um traço exclusivo da chamada cultura “massiva”. De fato, a principal crítica que se poderia fazer à televisão, por exemplo, não é que seja imitadora, repetidora ou serial, mas sim que busca esconder suas estruturas repetitivas sob uma máscara de novidade. Seu maior problema é sua falta de “honestidade intelectual”. Eco faz inclusive uma defesa da cultura midiática contemporânea, afirmando que, diferentemente de nossos antepassados, nosso prazer estético se concentra em desfrutar as mínimas variações de um mesmo tema exaustivamente retomado. Na academia, a nova cultura de plágio que tem se estabelecido nos últimos anos nada tem de interessante. Não se trata de reelaborar criativamente materiais do passado, como fazem hoje cineastas, músicos e escritores. Borges foi, possivelmente, o maior mestre do plágio e da mentira na história da literatura no Ocidente (ao mesmo tempo, que título de livro poderia ser mais honesto que o de sua obra magna “Ficções”? ). Ele continuamente propunha ao leitor um divertido jogo intelectual, consistindo no desafio de identificar, na sua cornucópia de referências, os limites entre o factual e o ficcional. O que temos encontrado na academia são autores medíocres, que escondem sua mediocridade por meio de um gesto nitidamente desonesto. Sim, desonestidade. Não me agrada usar a palavra “roubo”, porque não consigo acreditar que a cultura tenha um “dono”. Na Alemanha, ninguém entende porque Guttenberg ainda não renunciou, dada a gravidade de suas ações para o espírito alemão. Aliás, é interessante lembrar que nenhum povo colaborou tanto para o mito do criador genial quanto os alemães. Foram os românticos, como Novalis, Schlegel e Kleist, possivelmente os maiores responsáveis por essa invenção. E não terá sido Nietzsche, com suas especulações sobre o artista como Übermensch, ser privilegiado capaz de “transvalorar todos os valores”, um continuador dessa mitologia em alguma medida? Mas os românticos foram mestres do palimpsesto, supremos “releitores” de textos (como, por exemplo, a filosofia e a cultura da Índia), grandes “plagiadores”, no melhor sentido da palavra. O problema do plágio de Guttenberg e daqueles que temos testemunhado no cenário brasileiro é que servem unicamente para preservar o status quo. Plagia-se, desonestamente, para se adquirir ou preservar um título. Plagia-se para criar uma falsa aura de superioridade intelectual que, no fundo, nada tem a ver com as reais paixões do intelecto. A verdadeira paixão intelectual (termo que empresto – ou “plagio”? – de Octavio Paz) é ativa, não reativa; é perturbadora e não mantenedora do status quo. A espécie de plágio cometida por Guttenberg não serve para colocar em cheque a noção de autor. Pelo contrário, reforça-a como fonte suprema de autoridade e posse de conhecimento. Em um de seus textos, Borges propõe abandonar a tarefa exaustiva de fazer história literária com base na enumeração de autores e suas trajetórias de vida. Em lugar disso, sugere fazer a história da literatura tomando-a como a vasta obra de um único e impessoal autor (a própria “literatura”). No dia em a cultura não tiver donos, o plágio desonesto não terá mais razões de existir. Pois não haverá mais nada para ser roubado e nenhum lugar onde a mediocridade possa se ocultar…Erick Felinto é Professor of Media Studies and Cyberculture Researcher at the State University of Rio de Janeiro (UERJ)

http://www.poshumano.wordpress.com @erickfelinto (twitter)

Workshop Chamada

Posted by admin 6 de mai. de 2011 0 comments

---------- Forwarded message ----------
From: Bailey, Olga 
Date: 6 May 2011 09:06
Subject: IAMCR - ECREA Diaspora, Migration and Media section workshop call

I would beb grateful if you could circulate the workshop below.
Olga Bailey
________________________________________

FRIENDLY REMINDER!

European Communication Research and Education Association (ECREA)
Diaspora, Migration and Media Section (DMM)
Call for Workshop: Keywords: Continuities, complexities and
challenges in the field of Diaspora, Migration and Media

Date: 2-3 December 2011
Location: National University of Ireland, Maynooth
SUBMISSION DEADLINE: 31st May 2011
The 'Diaspora, Migration and the Media' section invites established
academics, young scholars, practitioners and postgraduate research
students who work with issues related to the broad field of the
section to submit abstracts (500 words) for proposals of
pre-organized panels, posters, individual papers, and art
exhibition/installation.
The scale and density of migration and migratory pathways, the
centrality of transnational networks to the lives of multitudes, and
the profound impact of ICTs on the experience and nature of migration
and transnational life has led to an intensive research focus on the
field of Diaspora, Migration and Media. The exploration of this in a
broad, European network has resulted in awareness and exchange on
conceptual, contextual and methodological issues, and a rich
disciplinary fusion. It has also led to the rapid global translation
and adaptation of such central theoretical frameworks as
'multiculturalism', 'transnationalism', 'diaspora' 'feminist theory',
'gender' 'postcolonialism' and 'queer'. The terrain of study is thus
both theoretically rich, but as a consequence, theoretically dense.
Across contexts and approaches, what kind of engagements are these
theoretical approaches preferring, shaping and, perhaps, limiting?
The aim of this conference is to assess the relevance, impact,
consequences and politics of the 'keywords' and theories currently
dominant in the field. To what extent are these ideas derived from
and translated into diverse scholarly contexts, and what are the
implications of these linguistic and cultural translations for the
object of study? What is 'gained' and what is 'lost' in a process of
European and frequently global exchange and translation through one
dominant language? What can we observe in the process of shifting
from and towards different theoretical paradigms? Has there, for
example, been a turn to theories of 'cosmopolitanism' and 'diversity'
and a move away from considerations of 'racism'? What are the
methodological consequences of the translation and particularisation
of key concepts?
For this conference in NUI Maynooth, Ireland, we are seeking critical papers that take on these overarching questions, on topics including but not limited to: theories  of media representation; patterns of audience and user engagement with media technologies; media policy; media politics; theories of diaspora, transnationalism, multiculturalism
and postcolonialism, questions of identity, gender, space and place,
diasporic film and other forms of arts.
Abstracts should be written in English and should contain a clear
outline of the argument, the theoretical framework, and where
applicable methodology and results. The length of the individual
abstracts is a maximum of 500 words. Panel proposals -which should
consist of five individual contributions- combine a panel abstract
with five individual abstracts, each of which are between of 500
words. For art exhibition/installations/film 500 words on aims and
description of the piece.

Participants may submit more than one proposal, but only one paper or poster by the same first author will be accepted and programmed.
First authors can still be second (or third, etc.) author of other
papers or posters, and can still act as chair or respondent of a panel.

Please submit your paper to the three contact emails below:
Dr. Olga Bailey chair of  DMM section. olga.bailey [ @] ntu.ac.uk
Dr Gavan Titley, Lecturer, Co-chair of DMM section.  gavan.titley [ @] nuim.ie  (local organizer)
Prof. Sonja de Leeuw co-chair DMM section. j.s.deleeuw [ @] uu.nl

Further details on registration fees, workshop programme, social events, and on-campus/off-campus accommodation will be available in due course.
If you do have any queries please contact us.
Looking forward to receiving your submission!!
Olga Guedes Bailey (on behalf of the management team)

Dr. Olga Guedes Bailey
Programme Leader of MA Media and Globalisation
Nottingham Trent University
 School of Arts and Humanities
Institute of Cultural Analysis
Clifton Lane, Nottingham NG11 8NS - UK
Chair of the 'Diaspora, Migration and Media' section
European Communication Research Association - ECREA

Posted by admin 5 de mai. de 2011 0 comments

Dear Colleagues,

This new book might interest some of you.

You may find in on Amazon, etc, and on the publisher website:

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WIth my best

Philippe J. Maarek
Professeur à l'Université Paris Est - UPEC
Directeur du Centre d'Etudes Comparées en Communication Politique et Publique
(Ceccopop/Largotec -  EA 4688)
____

Campaign Communication and Political Marketing
Philippe J. Maarek
ISBN: 978-1-4443-3235-3
Paperback
288 pages
April 2011, Wiley-Blackwell

Review
“Philippe Maarek has provided an acute, insightful survey and compelling analysis of how political marketing has developed and the consequences this has had for election campaigning.  This is an accessible, succinct and engaging read that provides a comprehensive overview of a field which, by definition, is always evolving.”
– Dominic Wring, Loughborough University
“Political marketing is at the heart of political campaigning. Philippe Maarek explains how to run such campaigns and how to get your message  –  if you dare to be a candidate – to the voters. Students interested in how to organize a political campaign will also find in this book some analytical and practical tools. Some lessons can certainly be drawn for how to improve the confidence between citizens and the political elites.”
– Guy Lachapelle, Concordia University

Product Description
Campaign Communication and Political Marketing is a comprehensive, internationalist study of the modern political campaign. It indexes and explains their integral components, strategies, and tactics.
       • Offers comparative analyses of campaigns from country to country
       • Covers topics such as advertising strategy, demography, the effect of campaign finance regulation on funding, and more
       • Draws on a variety of intenational case studies including the campaigns of Barack Obama and Nicolas Sarkozy
       • Analyses the impact of digital media and 24/7 news cycle on campaign conduct

______________

41 Rue du Colisee
75008 PARIS
FRANCE
E-Mail :  maarek [ @ ] u-pec.fr

Estão abertas inscrições para o II Integracomuni - Encontro Integrado de Pesquisadores em Comunicação, evento promovido pelo Programa de Pós-Graduação da UFPE que tem como objetivo integrar docentes e discentes dos programas de pós-graduação em comunicação nas regiões Norte e Nordeste, mas abertos a participantes de todo o país.
Em 2009 foi realizada a primeira edição, com grande repercussão nos programas. Os melhores trabalhos apresentados foram publicados em edição especial da Revista Ícone, do PPGCOM-UFPE. Este segundo encontro busca reeditar o evento de alto nível, convidando a todos os mestrandos, mestres, doutorandos e doutores em Comunicação e áreas afins para que inscrevam seus trabalhos de pesquisa e desfrutem do intercâmbio institucional.


Calendário
30 de março a 2 de maio - submissão de propostas
16 de maio - divulgação dos trabalhos aprovados
4 de julho - prazo limite para envio do texto completo
6 a 8 de julho - II Integracomuni




Submissão
A submissão de trabalhos será realizada exclusivamente on line, mediante envio de resumos expandidos (de 2 mil a 4 mil caracteres com espaço). Instruções detalhadas no menu Submissões.

Publicação
Os trabalhos efetivamente apresentados no evento serão publicados em Anais do Congresso, em formato digital (e-book). Para isso, após a divulgação dos trabalhos aprovados, o pesquisador deve enviar o texto completo até o prazo estipulado para este fim.


Inscrição
As inscrições deverão ser pagas no primeiro dia do evento e destinam-se a cobertura de gastos logísticos básicos e emissão de certificados. Não é necessário pagamento de taxa para assistir ao evento, apenas para aqueles que apresentarão trabalhos.

Alunos de cursos de pós-graduação em comunicação - R$ 20,00
Alunos de outros cursos de pós-graduação - R$ 30,00
Docentes, doutores egressos e pesquisadores autônomos - R$ 40,00
Alunos do PPGCOM-UFPE - isentos





Lusocom 2011 (CFP)

Posted by admin 19 de abr. de 2011 0 comments

O IX Lusocom, promovido pela Federação Lusófona de Ciências da Comunicação, acontece em São Paulo, de 04 a 06 de agosto, na Universidade Paulista (UNIP). Neste ano, o evento terá como tema central “Comunicações identitárias e interculturalidade”. As inscrições estão abertas e poderão ser feitas até o primeiro dia do encontro, para quem não for submeter trabalhos. Para aqueles que forem fazê-lo, o prazo é 30 de junho. Serão aceitos trabalhos de estudantes de graduação, desde que em colaboração com um professor ou resultantes de pesquisas de iniciação científica; de estudantes de pós-graduação, em todos os níveis; de professores e pesquisadores em geral, que poderão refletir sobre o tema do congresso ou sobre os temas específicos dos Grupos de Trabalho. O Lusocom contará com duas conferências de abertura. A primeira abordará os desafios interculturais na contagem mediada de histórias, será proferida por Thomas Tufte (Universidade de Roskilde - Dinamarca) e terá como debatedora Margarita Ledo Andión (Universidade de Santiago de Compostela - Galícia - Espanha). A segunda, sob responsabilidade de Norval Baitello (PUCSP/FAPESP), discutirá os desafios interdisciplinares das Ciências Lusófonas da Comunicação e será debatida por Moisés de Lemos Martinhas (Universidade do Minho – Portugal). De acordo com os organizadores, dois grandes desafios se colocam para a construção de uma reflexão teórica e para o desenvolvimento de centros lusófonos de pesquisa empírica e aplicada que possam atuar como referência para outras áreas científicas: o desafio da diversidade econômica, social e cultural e o desafio da interdisciplinaridade. A Federação Lusófona de Ciências da Comunicação é presidida por Antonio Hohlfeldt, também presidente da Intercom, e é constituída pelas Associações do Brasil, Portugal, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Galícia. O IX Lusocom é organizado pela Federação, em parceria com Intercom, Consulado Geral de Portugal em São Paulo e UNIP.

 I Congresso Mundial de Comunicação Ibero- Americana
                                 Confibercom  2011

                                        Call for papers

A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, a Confibercom - Confederação Ibero-Americana das Associações Científicas e Acadêmicas de  Comunicação e  a  Socicom – Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação e Memorial da América Latina realizarão o I Congresso Mundial de Comunicação Ibero- Americana, que acontecerá em São Paulo, de 01  a 06 de agosto de 2011, em São Paulo, SP, Brasil, que tem como tema central Sistemas de comunicação em tempo de diversidade cultural e como subtemas Sistemas Ibero-Americanos de comunicação e Diversidade cultural Ibero-Americana, conforme informações no site:www.confibercom.org/congresso


O I Confibercom 2011 destina-se a fortalecer a integração das culturas ibero-americanas e ao mesmo tempo projetá-las no panorama internacional, resgatando também as contribuições dos ibero-americanistas. Para isso pretende inventariar e disseminar o conhecimento gerado na  Ibero - América, fortalecendo a diversidade regional do pensamento comunicacional e criando mecanismos de cooperação intra-regional.

São convidados a participar professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação, pós-doutorandos das diversas áreas que constituem o campo social da Comunicação, profissionais, empresários e representantes do poder público/governamental e do terceiro setor que atuam no campo social, áreas ocupacionais e segmentos aplicados da Comunicação, além de representantes de entidades nacionais e mega-regionais do campo da Comunicação, bem como das respectivas áreas e segmentos que atuam nos espaços acadêmico, institucional e informal.
Além dos painéis temáticos, contando com a participação de especialistas, haverá espaço para a apresentação de comunicações originais de pesquisadores. Serão aceitos trabalhos de autoria de professores e estudantes de pós-graduação, que deverão refletir nas Sessões Temáticas o tema e subtemas do Congresso. Os trabalhos inscritos deverão ser encaminhados para uma das Sessões Temáticas abaixo listadas:
ST1 – Audiovisual (Rádio, Televisão, Cinema)
ST2 -  Cibercultura
ST3 -  Comunicação Organizacional e Relações Públicas
ST4 -  Comunicação Pública da Ciência
ST5 -  Economia Política da Comunicação
ST6 -  Folkcomunicação
ST7 – História da Mídia
ST8 -  Jornalismo
ST9 -  Marketing Político e Propaganda
ST10 -  Semiótica da Comunicação
ST11 – Epistemologia da Comunicação
ST12 – Políticas de comunicação e cultura
ST13 – Estudos culturais
ST14 – Estudos de audiência
ST15 -  Educomunicação
ST 16 - Publicidade e Propaganda

O autor deve encaminhar um resumo entre 1,5 mil a 2 mil caracteres (incluindo espaços), indicando a Sessão Temática. Os resumos serão recebidos de 03 de janeiro de 2011 a 25 de abril de 2011através da página do Congresso e serão avaliados por um Comitê Científico em relação à pertinência ao campo da pesquisa em comunicação ibero-americana, aos  tema e subtemas do Confibercom 2011. O resultado da seleção dos trabalhos será divulgado no dia 16 de maio de  2011 na página do congresso no site da Socicom. A programação completa do I Confibercom está disponível no hotsitewww.confibercom.org/congresso
Os autores que tiverem seus trabalhos aceitos poderão enviar o texto completo até 15 de junho de 2011, para o terem disponível nohostsite do Congresso. Aqueles que não enviarem o trabalho completo no prazo indicado, devem fazê-lo no prazo de um mês após a conclusão do Congresso, de modo a que o texto possa ser incluído no e Book a publicar. O texto deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaços), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, cinco palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples. O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes). O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página do site da SOCICOM.

Informações e inscrições

          www.socicom.org.br/link
          www.eca.usp.br/ link
Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo
Escola de Comunicações e Artes
Universidade de São Paulo
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 –
Cidade Universitária –
05508-900 São Paulo – SP
Tel/fax. (55-11) 30914041



Taxa de inscrição

      Associados das entidades de Comunicação da Ibero-América
Até 30 de junho de  2011 – US$ 90,00
      Após e por ocasião da realização do evento – US$ 110,00

      Estudantes de Pós-Graduação
Até 30 de junho de  2011 - US$ 60,00
      Após e por ocasião da realização do evento – US$ 90,00

           Outros interessados
 Até 30 de junho de  2011 – US$ 150,00
       Após e por ocasião da realização

SciELO Brasil se destaca em 1º lugar

Posted by admin 19 de mar. de 2011 0 comments

Fonte: Pesquisa FAPESP/Fabrício Marques

Biblioteca eletrônica é 1º lugar em ranking mundial de portais de  acesso aberto. Biblioteca de teses da USP também se destaca.
A biblioteca eletrônica SciELO Brasil foi classificada em 1º lugar no ranking mundial de portais de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, grupo de pesquisa vinculado ao Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha. Curiosamente, a SciELO Brasil não estava em primeiro lugar em nenhum dos quatro quesitos medidos no ranking: foi 2º tanto no item tamanho quanto no de presença no portal acadêmico Google Scholar, 3º em número de arquivos em formato pdf e 4º em visibilidade, que é a quantidade de links que remetem a páginas do portal. O somatório, contudo, rendeu-lhe a liderança. “A consistência do SciELO prevaleceu sobre outros competidores”, disse Abel Packer, coordenador da biblioteca. A segunda posição coube ao portal HAL, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França. Coleções SciELO de outros países também saíram-se bem no ranking, caso do Chile (6º lugar) e Cuba (12º). A biblioteca SciELO de Saúde Pública, sediada no Brasil, desponta na 9ª posição. Outro destaque brasileiro é a coleção Brasiliana, da USP, em 24º lugar. A SciELO Brasil, sigla para Scientific Electronic Library Online, abrange uma coleção selecionada de 221 periódicos brasileiros, publicados em acesso aberto na internet. Criada em 1997, é um programa especial da FAPESP, em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e com a participação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Atribui-se à biblioteca um papel importante na qualificação das revistas científicas brasileiras. Para ser admitido e depois se manter na coleção, cada periódico precisa cumprir uma série de exigências rígidas, em relação à qualidade de conteúdo, à originalidade das pesquisas, à regularidade da publicação, à revisão e aprovação por pares das contribuições publicadas e à existência de um comitê editorial de composição pública e heterogênea. Para Abel Packer, o desempenho da biblioteca no Webometrics mostra o acerto da decisão da FAPESP e da Bireme de investir numa coleção de acesso aberto. “O Webometrics é uma iniciativa que começa a adquirir relevância, com toda a complexidade que vem junto com metodologia e estratégias de hierarquizar o desempenho na internet. Ele utiliza um método que consegue avaliar produtos e serviços e sistemas que operam em acesso aberto na web, dividindo-os em repositórios e portais”, afirmou. A conquista do SciELO deu-se na categoria portal. Já na categoria repositório, o primeiro lugar coube ao Social Science Research Network (SSRN). Um destaque brasileiro nesta categoria foi a Biblioteca Digital de Teses da Universidade de São Paulo, classificada em 14º lugar na lista de repositórios. Criada em 2001, a biblioteca mantém acesso on-line de teses e dissertações defendidas na universidade para consulta ou download. Ainda neste ano, a USP deve alcançar a marca de 100 mil teses e dissertações defendidas, segundo a professora Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, diretora técnica do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP.
De acordo com Sueli, a biblioteca de teses é apenas uma das frentes em que a USP está investindo para reunir sua produção científica e disponibilizá-la. “Estamos discutindo com a comunidade universitária uma política para definir uma conduta única e coesa entre os pesquisadores e, concomitantemente, estamos instalando um repositório institucional para reunir toda a produção da universidade, incluindo artigos científicos dos pesquisadores”, disse. “No caso dos artigos, há questões de propriedade intelectual envolvidas, pois algumas revistas que os publicam são de acesso fechado e não permitem sua divulgação livre na internet, enquanto outras aceitam o depósito em repositório institucional, mas estabelecem um prazo de embargo até que seja liberado para divulgação livre na rede”, disse. A proposta é que toda a produção acadêmica da USP seja depositada no repositório, sendo divulgada na medida em que os contratos com as revistas permitirem. “Em síntese, o que está sendo discutido é a inserção da Universidade de São Paulo no movimento internacional do acesso aberto. Iniciamos com a abertura e acesso a texto completo das teses e dissertações aqui defendidas, depois passamos para as revistas científicas produzidas em diversas instâncias da universidade e, agora, estamos focando as diversas produções docentes e discentes. Obviamente que para a situação das teses/dissertações e revistas científicas tal adesão ao acesso aberto foi mais simples, pois envolviam apenas a universidade e a própria comunidade interna. Já no caso das demais tipologias documentais têm-se o envolvimento de terceiros, editores, casas publicadoras etc., o que exige maior cuidado e conscientização de todos os envolvidos”, afirmou. Segundo ela, ampliar o acesso aberto à produção científica da USP via internet irá potencializar sua visibilidade e, em contrapartida, poderá aumentar a participação da universidade em rankings internacionais. Ainda na categoria repositório do ranking Webometrics, a Biblioteca Digital Jurídica do Superior Tribunal de Justiça desponta na 12ª posição. Mais informações: http://repositories.webometrics.info 

Cultura Audiovisual Potiguar na UFRN

Posted by admin 12 de mar. de 2011 0 comments

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