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A volta ao mundo em 18 tuitadas

Posted by admin 14 de jun. de 2011 0 comments


Trad. Regina Cunha, Em 13/06/2011 Gigaom

Mathew Ingram
Temos passado tanto tempo consumindo as notícias nos formatos previsíveis - relatos, reportagens divididas em partes, feitas especialmente para concorrer a prêmios, documentários especiais para a TV, e por aí vai - que os novos formatos de jornalismo que estamos vendo podem parecer confuso. Talvez não nos surpreenda, mas ainda não há um consenso se estas novas formas estão substituindo as antigas, ou se elas são novos jeitos de se fazer jornalismo.
Frederic Filloux1 escreveu sobre o assunto no Monday Note2, onde ele critica a postura de Jeff Jarvis sobre o chamado jornalismo em tempo real. Mas, sem dúvida todas estas novas formas têm potencial para ampliar, e muito, o campo jornalístico e os meios de comunicação, e isso é uma coisa boa.
Frederic Filloux
O artigo de Filloux entitulado "Jazz não é um subproduto da música rap" é uma resposta ao que Jarvis escreveu há algumas semanas, no qual ele que é professor da Faculdade de Jornalismo da Universidade da Cidade de Nova Iorque argumentava que o artigo (a notícia) - a unidade central da narrativa com a qual estavamos acostumados a ver nos jornais e em outras formas de mídia - deixará de ser o padrão para os eventos noticiosos. Em muitos casos, afirmou Jarvis, o artigo ou a estória será visto como um "plus de luxo ou um subproduto" do processo de coleta de notícias, ao invés de ser o objetivo central em cada situação.
No lugar da notícia tradicional, Jarvis acredita que deveríamos olhar para um tipo de "reportagem em tempo real" e ficar de olho no que os outros jornalistas estão escrevendo no Twitter e em outras formas de mídia social, incluindo o Tumblr - como o repórter do New York Times, Brian Stelter, fez depois do tornado em Joplin, Missouri, e como Andy Carvin da NPR fez durante a Arab Spring. Para Jarvis:
Os artigos (reportagens) são maravilhosos. Mas eles já não são necessários para cada acontecimento. Eles foram importantes nos jornais e nos telejornais mas não agora, nesta era sem-começo e sem-fim da transmissão digital, do fluxo contínuo e livre da notícia. Às vezes, basta uma atualização rápida; em outras, um sequencia de vídeos pode ser a solução.
Filloux também contesta a posição de Jarvis e argumenta que o formato de reportagem ainda é necessário - na verdade, ele afirma que um artigo bem detalhado depois de um acontecimento como as rebeliões no Egito, por exemplo, são ainda mais importantes, do que antes, porque agora é preciso que se compreenda e que se corrija os excessos e os erros resultantes de uma enxurrada constante de informações, proporcionada pela cobertura instantânea, via twitter e outras mídias sociais.
Eu, Ingram, também argumentei de forma semelhante em minha resposta à tese original de Jarvis - meu ponto de vista é que nós precisamos ter uma observação mais apurada do contexto, e análise, não menos, por causa da maré crescente de informações a que estamos sujeitos de todos os lados (isso sem mencionar a dificuldade de verificar as fontes de informação, como por exemplo, o recente caso do blogueiro de Damasco, que no final não era verdade). Jarvis me respondeu dizendo que nem eu, Ingram, nem Filloux entendemos direito a opinião dele.
Acho que eu, Jarvis e Filloux estamos os três dizendo a mesma coisa, embora à primeira vista, possa parecer o contrário. O ponto de vista de Jarvis, na minha interpretação, é que há muitas estórias sendo escritas que adicionam pouco valor - recheadas de longas partes que não dizem nada, e que estão ali só para encher espaço, sem contribuir para a análise do fato. 
Além disso, às vezes uma simples informação que estava escrita em algum lugar, acaba sendo duplicada, em alguns casos, dezenas ou até centenas de vezes. Isto é verdade.Penso que Jarvis sugere que, em muitos casos, estas notícias são um desperdício de tempo tanto para o repórter, quanto para o leitor; com a indústria das comunicações e do jornalismo vivendo nesse clima de turbulência, nós não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar recursos preciosos com essas coisas. Melhor conectar com outras fontes que já tenham reportado o fato ("faça aquilo que você faz melhor, e conecte-se com o resto", Jarvis gosta de dizer) e em seguida agrege valor através da sua análise, ou mude para outra coisa.
Existem muitas novas maneiras de atingir os objetivos jornalísticos para cobrir as notícias, coletar e compartilhar informações: Twitter, blogs, dados, visualização, multimídia .... então, o artigo pode concentrar em agregar valor verdadeiro: no contexto, na explicação, educação, comentário, oferecendo mais informação [e] checagem do fato.
Jarvis está certo que existem muitas outras ferramentas disponíveis para nós agora, do que tínhamos no passado, e muitas delas - incluindo o Twitter e outras mídias sociais - nos possibilitam informar em tempo real de uma maneira que como nunca aconteceu antes. E, além de só fazer a reportagem, serviços como Storify e Storyful podem ser usados por jornalistas (como Andy Carvin que tem usado para escrever uma série de artigos) para reunir os relatos sobre um tópico, e adicionar uma análise sobre o assunto quase em tempo real. Depois disso, aquela notícia tradicional talvez precise ser escrita - em parte para atender aqueles que não estejam online ou no twitter o tempo todo - ou não.


Então esse é o jornalismo do futuro? Eu acho que é um passo muito bom, em primeiro lugar. Nenhuma dessas ferramentas ou abordagens vai substituir um, ou o outro, mais do que a internet substituiu a TV - em princípio, eles se alimentam e se informam mutuamente, e os jornalistas inteligentes (profissionais ou amadores) devem usá-las para tornar o nosso conhecimento sobre um determinado fato mais completo e ainda mais compreensível. Essa seria a situação ganha-ganha para todo mundo, tanto para o jornalismo como para a sociedade como um todo. (Mathew Ingram é um premiadissimo jornalista que há 15 anos escreve sobre tecnologia, negócios e novas mídias, como repórter, colunista e blogueiro.)


1Frédéric Filloux, 52, é o gerente geral do Consórcio ePresse, França, dos 5 maiores jornais diários e 3 semanários. O consórcio também trabalha com a Orange, Bing, Google, Ligatus, HP, entre outras.
2http://mondaynote.com Portal sobre media, tech & business models

Fonte: PUC 
Transformações contemporâneas no jornalismo: a era digital e as diretrizes curriculares específicas” é o tema do ciclo de palestras que acontece no dia 29/10/10 (sexta), a partir das 13 horas, no auditório K102, na PUC-RIO. O evento, organizado pelos professores Leonel Aguiar e Leise Taveira, é uma promoção do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio em parceria com o Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, a Federação Nacional dos Jornalistas e a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação. As palestras serão transmitidas pelo Portal PUC-Rio Digital. A primeira palestra – “O futuro do papel: caminhos para o jornalismo impresso nos meios digitais” – será da jornalista Adriana Barsotti, que esteve visitando, recentemente, diversas empresas jornalísticas nos Estados Unidos. Mestranda do Programa de Pós-graduação em Comunicação/PUC-Rio, ela discutirá como essas empresas estão lidando com a relação entre mídia impressa e digital. A segunda palestra do ciclo terá como tema as novas Diretrizes Curriculares para os Cursos de Jornalismo. Com mediação da professora Leise Taveira, diretores de três entidades debaterão o assunto: Leonel Aguiar, do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ), Carmen Pereira, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e Thiago Santos, da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos). No último dia 8/10, o Conselho Nacional de Educação realizou audiência pública para discutir as Diretrizes Curriculares em Jornalismo. As Diretrizes Curriculares começaram a ser discutidas em abril de 1999, no Seminário Nacional de Diretrizes Curriculares do Ensino de Jornalismo, organizado pelo Curso de Jornalismo da PUC-Campinas, com a presença de diversas entidades, dentre as quais, Compós, Enecos, Fenaj, FNPJ e Intercom. 
 

A cultura que nos une

Posted by admin 22 de ago. de 2010 0 comments

Photo by Anderson Bruno (ABD-SE)
O Caderno de domingo UNIVERSO do jornal potiguar O MOSSOROENSE, publicou (22/10/2010) uma entrevista sobre minha experiência como jornalista do audiovisual, feita pela jornalista Larissa Newton. Além das contribuições no campo profissional também explico sobre o convite que recebi da Fundação Européia de Ciência para apresentar dados sobre a pesquisa que desenvolvo na UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte sobre Pontos de Cultura. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui UNIVERSO.

Recentemente a jornalista Regina Cunha destacou a importância de Mossoró ao apresentar o artigo "Jovens mossoroenses reescrevem a pedagogia do audiovisual através do canal local mossoroense" no Encontro de História da Mídia do Nordeste realizado pela UFRN, em Natal. Este e outros artigos divulgados nacionalmente, fazem parte de sua pesquisa sobre cultura midiática que para ela, teve seu momento mais importante durante os anos de 2006 e 2008 quando atuou como diretora da TCM TV Cabo Mossoró, onde, além das atribuições do cargo, produziu o programa Minha Escola na TV que foi premiado pela NEOTV/ABTA por dois anos seguidos, em 2006 com a Menção Honrosa de Criatividade, e em 2007 com o 1º lugar nacional entre as TVs por Assinatura do Brasil. Formada pela Cásper Libero, a mais antiga Faculdade de Comunicação Social do país, Regina traz na bagagem a experiência profissional de mais de vinte anos de atuação em grandes emissoras de tevê aberta, com participação fundamental em momentos importantes da história da mídia brasileira, como a criação do polêmico Aqui Agora e a introdução do primeiro âncora da tevê brasileiro, Boris Casoy, no Telejornal Brasil do SBT. Foi responsável pela produção e direção do quadro Conversa Afiada que marcou a estreia de Paulo Henrique Amorim no jornalismo da TV Record. No cinema, conquistou o primeiro lugar no Festival de Buxton, na Inglaterra, com o curta "O futebol que nos une". Hoje, a jornalista integra o grupo de pesquisadores da Pós-Graduação em Estudos da Mídia da UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte e foi convidada para ir à Suécia apresentar sua pesquisa acadêmica na Conferência de Cultura Digital organizada pela Fundação Europeia de Ciência.

Fonte: Fenaj

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), criou no dia 2 de março a Comissão Especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 386/09), de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que restabelece a exigência de diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Os trabalhos iniciarão assim que as lideranças partidárias formalizarem a indicação dos parlamentares que farão parte da Comissão.

Relação de notícias sobre Diploma em Jornalismo, publicadas pela FENAJ:


A ética esquecida

Posted by admin 27 de fev. de 2010 0 comments

Fonte: FNDC
Pergunta-se sobre o futuro dos jornalistas. Eles estão em vias de extinção. O sistema não quer mais saber deles. Poderia funcionar sem eles, ou digamos que ele consente em trabalhar com eles, confiando-lhes, porém, um papel secundário: o de funcionários na rede, como Charlot em Les temps moderns. Em outras palavras, rebaixando-os ao nível de retocadores de transmissões de agências. (ROMANET, 1999, p.45).
*Luciene Tófoli é mestre em Letras e em Psicanálise,  pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Professora substituta da Faculdade de Comunicação da UFJF. Autora do livro Ética no Jornalismo, da Ed.Vozes, em 2008.
Você  já leu os jornais? Assistiu às notícias da TV? Ouviu as últimas na rádio? Surfou pela internet? Se já cumpriu esse ritual, talvez esteja sabendo tudo. Tudo do mesmo. Esse é um dos novos hits da modernidade: o mimetismo midiático. O final do século XX trouxe mudanças profundas e impactantes para o jornalismo e para o modo de fazer jornalístico. Submetido a uma lógica que resulta da sobreposição de constrangimentos técnicos, econômicos e sociais, o profissional está obrigado a produzir em larga escala, com custos menores e no mais curto espaço de tempo. Um dos resultados de toda essa conjunção é o que jornalista espanhol Ignacio Ramonet chama de mimetismo midiático. 

O mimetismo é aquela febre que se apodera repentinamente da mídia (confundindo todos os suportes), impelindo-a na mais absoluta urgência, a precipitar-se para cobrir um acontecimento (seja qual for) sob pretexto de que os outros meios de comunicação – e principalmente a mídia de referencia – lhe atribuam uma grande importância. Essa imitação delirante, levada ao extremo, provoca um efeito bola-de-neve e funciona como uma espécie de auto-intoxicação: quanto mais os meios de comunicação falam de um assunto, mais se persuadem, coletivamente, de que este assunto é indispensável, central, capital, e que é preciso dar-lhe ainda mais cobertura, consagrando-lhe mais tempo, mais recursos, mais jornalistas. Assim os diferentes meios de comunicação se auto-estimulam, superexcitam uns aos outros, multiplicam cada vez mais as ofertas e se deixam arrastar para a superinformação numa espécie de espiral vertiginosa, inebriante, até a náusea (RAMONET, 2001, p.20-21).

Derivado do grego, mimese quer dizer imitação. Mas a prática, comum no século XXI, entre profissionais e mídias, já fora apontada por outros estudiosos da comunicação. Pierre Bourdieu (1997, p.33) fala em “circulação circular” da informação: “[...] para fazer o programa do jornal televisivo do meio-dia é preciso ter visto as manchetes do 20 horas da véspera e os jornais da manhã e para fazer minhas manchetes do jornal da noite é preciso que tenha lido os jornais da manhã”.

Esse jogo de espelhos, consistentemente institucionalizado pelo modo industrial de se fazer jornalismo, vai redundar em sérias consequências. Sem entrar no mérito, uma vez que as mesmas ainda não foram suficientemente debatidas, não se pode negar um debate ético sobre vários aspectos.
Até  que ponto esse tipo de retroalimentação e reutilização do material do concorrente é lícita e contribui para a informação da sociedade?

Numa pesquisa sobre a produção de notícias para a internet, o professor Fábio Henrique Pereira, da Universidade de Brasília, flagra um novo perfil do profissional da notícia no século XXI: o “jornalista sentado”. Num estudo de campo sobre o assunto, revela:

Esse sistema de retroalimentação fica latente já na primeira visita à redação do CorreioWeb: TV sempre ligada em algum tipo de programação jornalística, rádio sintonizado na CBN local, consulta ao sites da Globo, do Estado de São Paulo, da BBC Brasil, etc. [...] à medida que a prática de copiar e reutilizar o material do concorrente torna-se usual, os jornalistas vão se importando menos com isso. Para a empresa, a pirataria significa dividir a audiência do site com veículos que não pagaram pela cobertura de determinado evento, seja pela compra de informações, seja pela contratação de jornalistas. Isso afeta os lucros e inviabiliza a publicação de informações exclusivas pelo site. Mas para os jornalistas isso não faz tanta diferença. Responsável pela publicação de várias notas por dia, quase nunca assinadas, o jornalista não se identifica com o produto. Não há nenhum sentimento de posse pela matéria. Para ele, ser pirateado é uma prática lícita, desde que ele possa fazer o mesmo (PEREIRA, 2003).

Esse tipo de procedimento vai resultar, na melhor das hipóteses, em desinformação. Na mesma pesquisa, Pereira chama a atenção para o seguinte fato:
 
No dia 13 de maio de 2003, uma fábrica de ‘merla’ (tipo de droga produzida com os restos do material utilizado para refinar cocaína) havia sido invadida pela polícia em um endereço denominado “QNP”. Logo, Fernando Carneiro e Giulliano Fernandes, seu coordenador, iniciaram um discussão para saber o local exato da quadra, se na cidade-satélite de Taguatinga ou na Ceilândia. Ao final da discussão, os dois jornalistas chegaram à conclusão de que a QNP localizava-se em Taguatinga. Não foi feito nenhum tipo de procedimento de checagem da informação, que foi ao ar logo em seguida. Minutos depois, Fernando recebeu um telefonema e um e-mail, ambos alertando o estagiário do erro e de que o endereço publicado ficava, na verdade, na Ceilândia. Nos casos em que o CorreioWeb comete algum tipo de erro, o procedimento padrão é colocar uma segunda nota no ar com o título de ‘Erramos”, remetendo o leitor para a informação incorreta publicada anteriormente. Mas nem sempre um erro pode ser retratado de forma eficiente. No exemplo anterior, da nota sobre a invasão de uma fábrica de merla, a matéria incorreta já havia sido lida, minutos mais tarde, pela rádio CBN. (PEREIRA, 2003).

Outro exemplo flagrante aconteceu no dia 20 de maio de 2008.  Por volta das cinco da tarde, a GloboNews interrompeu sua programação para um plantão sobre um acidente aéreo: “interrompemos a transmissão da CPI dos Cartões Corporativos para mostrarmos imagens ao vivo de São Paulo. Acaba de chegar a informação de que um avião da empresa aérea Pantanal caiu em cima de um prédio comercial na Zona Sul de São Paulo”(CARONI, 2008).

O acidente era, na verdade, um incêndio em uma fábrica de colchões. Entretanto, bastaram cinco minutos de transmissão equivocada para que a falsa notícia fosse retransmitida por várias emissoras de rádio e alguns portais, entre eles o IG e o Terra.

A justificativa da Central Globo de Comunicação para a “barriga” foi a seguinte:
“A respeito do incêndio ocorrido hoje à tarde em São Paulo, a GloboNews, como um canal de noticias 24 horas, pôs no ar imagens do fogo assim que as captou. Como é normal em canais de notícias, apurou as informações simultaneamente à transmissão das imagens. A primeira informação sobre a causa do incêndio recebida pela GloboNews foi a de que um avião teria se chocado com um prédio na região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo. Naquele momento bombeiros e Infraero ainda não tinham informação sobre o ocorrido. As equipes da própria GloboNews constataram que não havia ocorrido queda de avião e desde então esclareceu que se tratava de um incêndio em um prédio comercial. Poucos minutos depois o Corpo de Bombeiros confirmou tratar-se de um incêndio em uma loja de colchões”. 

Ao que tudo indica, a falsa informação foi repassada à emissora por um morador da região, já traumatizado com outros acidentes. Entretanto, os produtores sequer apuraram a matéria antes que colocá-la no ar.
Se um profissional é obrigado a produzir mais num espaço de tempo menor para obedecer à lógica comercial das empresas; se lança mão desse mimetismo como forma de cumprir o que estabelece sua linha de produção, como um simples operário de um sistema de produção taylorizado (o que se acentuou, principalmente, depois da internet e dos grandes conglomerados de mídia); se publica notícias sem a devida apuração ou checagem, legitimando matérias incorretas ou até mesmo falsas; se se coloca como instrumento para o agendamento dos meios por produtores de notícia, está indo de encontro a pelo menos cinco pontos estabelecidos pelo Código de Ética:

Art. 2° -
[...] I- a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
II - a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse público;
Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.
Art. 6º É dever do jornalista:
[...] V- valorizar, honrar e dignificar a profissão;
[...] IX- respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas. [continua]

Para ler o artigo na íntegra clique aqui

Os jornalistas dos países de Língua Portuguesa reunidos em assembléia em Portugal, criaram a Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa e aprovaram os estatutos. O Plano de Atividades da FJLP ainda está sendo analisado e deve ser aprovado até 31/01/2010.

Depois da primeira eleição geral a presidência ficou para os angolanos, através da Associação dos Jornalistas de Economia de Angola (AJECO). O Brasil deve administrar as finanças e a secretaria. Confira:


Vice-Presidência: Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau;
Secretário: Brasil;
Tesoureiro: Brasil;
Vogal: Sindicato dos Jornalistas/Portugal


Mesa da Assembleia Geral
Presidência: Sindicato dos Jornalistas de Moçambique;
Vice-Presidência: Sind. Jornalistas e Técnicos da Com. Social de S. Tomé e Príncipe;
Secretário: Sindicato dos Jornalistas da Guiné-Bissau

Conselho Fiscal
Presidência: Associação de Jornalistas de Cabo-Verde;
Vice-Presidência: Sindicato dos Jornalistas de Moçambique;
Secretário: Sind. Jornalistas e Técnicos da Com. Social de S. Tomé e Príncipe

Conselho de Ética e Deontologia
Portugal, Brasil e Moçambique




Fonte SindJorEuropa (transcrito conforme o original português de Portugal)


A concentração da propriedade dos meios de informação, a crescente precariedade das relações de trabalho, e os obstáculos à livre circulação dos jornalistas foram alguns dos temas abordados pelo Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Portugal (SJ), Alfredo Maia, na sessão pública de anúncio da criação da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP), realizada hoje, com a presença do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A assembleia, em que participam organizações de jornalistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe, começou por aprovar o relatório da Comissão Ah Hoc da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, a que se seguiu um período de informação sobre a situação profissional dos jornalistas e as condições para o exercício da profissão nos vários países. Os trabalhos prosseguiram da parte da tarde com a sessão pública de anúncio da criação da FJLP. Na cerimónia participaram, entre outros, o Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Simões Pereira; o Director do Cenjor, Fernando Cascais; o Presidente do Conselho Deontológico, Orlando César; e o Presidente do Conselho Geral, José Carlos Vasconcelos.


Coube ao Presidente do SJ, Alfredo Maia, lembrar o longo caminho percorrido para se chegar à criação da FJLP e os problemas que os jornalistas enfrentam num mundo cada vez mais globalizado, onde a “concentração da propriedade dos meios de informação, que está na origem de um clube restrito de grupos económicos que controla todas as grandes publicações, as televisões e as principais rádios não representa apenas o domínio da capacidade de recolher, tratar e difundir informação e um enorme poder de intervenção no espaço público”, mas também o “controlo do mercado do trabalho dos jornalistas e outros trabalhadores, estabelecendo e impondo as regras sobre quem entra, quem permanece e quem sai das empresas, que é como quem diz da profissão”.


Na sua intervenção Alfredo Maia sublinhou a necessidade urgente de “organizar e globalizar a resistência” a esta situação, nomeadamente através da “criação, manutenção e expansão de organizações internacionais fortes, coesas, activas e influentes, que dêem força às organizações filiadas, projectem os seus problemas e as suas lutas para fora das suas fronteiras e lhes emprestem a voz junto dos poderes e organismos internacionais”.

É neste contexto que surge a FJLP, disse, que é de “jornalistas de língua portuguesa e reflecte as realidades e os projectos de uma comunidade concreta, perspectivando uma efectiva cooperação, desinteressada e fraterna, assente na complexa história comum das pátrias onde nos foi dado nascer e no património linguístico partilhado por 225 milhões de falantes do Português”.


O Secretário Executivo da CPLP, por seu turno, agradeceu o facto de a CPLP se poder "sentir parte" desta iniciativa e sublinhou a importância de serem os próprios jornalistas a "fazer o diagnóstico" do que deve ser feito, no âmbito da Comunidade, para ultrapassar problemas que se colocam à cooperação dos profissionais da comunicação social lusófona.


Na sua intervenção respondendo a uma questão colocada pelo Presidente do SJ sobre os obstáculos que se colocam à livre circulação dos jornalistas, Simões Pereira reconheceu que, embora a "livre circulação seja uma questão que interessa a todos" e que "todos estão empenhados em resolver", subsistem "implicações ao nível interno dos estados que é preciso resolver".  Um primeiro passo foi dado com a criação da Assembleia Parlamentar, em Abril de 2009, disse, um novo passo está a ser dado com a criação da FJLP, importando agora conjugar esforços para "sensibilizar os decisores políticos". 


Na sessão interveio ainda Messias Constantino, Presidente da AJECO, dizendo que o "dia 5 de Dezembro de 2009 marca um ponto de viragem na relação dos jornalistas de língua portuguesa", pois com a formação da FJLP abre-se um "espaço de diálogo, intercâmbio e cooperação" entre os profissionais dos média dos países lusófonos.



 Afirmando que a Federação quer ser "um parceiro privilegiado da CPLP", Messias Constantino manifestou a esperança de que, juntas, as duas organizações possam influenciar os estados para a implementação de órgãos de comunicação para a lusofonia. Veja também o Blog da Assembleia.


Fonte: ANJ (Caracas, 18/09/2009)

Dois ex-presidente latino-americanos – Carlos Mesa, da Bolívia, e Alejandro Toledo, do Peru – fizeram na sexta-feira, 18, duras críticas às iniciativas contrárias à liberdade de expressão em países do continente, como a Venezuela e o Equador. Eles participaram em Caracas do Fórum de Emergência sobre Liberdade de Expressão, promovido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol), com o apoio de 17 entidades representativas dos meios de comunicação e de jornalistas. Em manifestações no parlamento venezuelano, partidários do presidente Hugo Chavez acusaram o evento de ser “uma conspiração, com o objetivo de desestabilizar” o governo.

Também convidado para falar na reunião, o ex-ministro das Relações Exteriores do México, Jorge Castañeda, cancelou sua presença na última hora, alegando que não se sentiria seguro no país de Hugo Chavez, de quem è um ácido e conhecido crítico. O Fórum, que teve o objetivo de discutir a situação da liberdade de expressão nas Américas e, especialmente, na America Latina, fez um avaliação pessimista do futuro, diante do avanço de legislações restritivas ao livre exercício do jornalismo em diversos países.

Carlos Mesa, mesmo criticando com veemência as restrições e ameaças à liberdade de imprensa na America Latina, considerou que os meios de comunicação devem fazer uma profunda reflexão para entender o que leva governantes autoritários como Hugo Chavez, na Venezuela, e Rafael Correa, no Equador, a terem amplo apoio popular, e conseguirem legitimar ações contrárias ao livre exercício do jornalismo. Ele opinou que o modelo político desses países, com a colaboração dos meios de comunicação, se mostrou ineficaz, nos governos anteriores, no atendimento aos interesses da maior parte dos cidadãos. Mesa e Toledo lamentaram que estejam avançando no continente “modelos populistas autoritários”, diante da incapacidade de se demonstrar que é possível seguir o caminho da democracia com a justiça social.

Ao inaugurar o Fórum, o presidente da SIP, Enrique Santos, do jornal El Tiempo, de Bogotá, destacou a importância dos valores da imprensa livre na democracia e, numa alusão aos governos autoritários do continente, afirmou que “entendemos também que a má vontade dos governos, muitas vezes pode ser provocada pela falta de profissionalismo no jornalismo. No entanto, isso não pode ser combatido mediante o descrédito, a censura ou a falta de liberdade”.

A Associação Nacional de Jornais, integrada por 144 jornais brasileiros, responsáveis por mais de 90% da circulação no Brasil, esteve representada no evento por seu diretor-executivo, Ricardo Pedreira. Ele apontou a censura previa, exercida por meio de decisões judiciais, como o maior problema enfrentado pela mídia nacional no campo da liberdade de expressão.

Representantes de entidades dos meios de comunicação e de jornalistas de vários países latino-americanos relataram o avanço de legislações autoritárias e anti-democráticas. No Equador, por exemplo, está em exame no Congresso, com larga perspectiva de êxito, projeto de lei que, se aprovado, permitirá ao governo, por meio de conselho em que terá o domínio político, punir jornais em função do seu conteúdo editorial e até fechar esses jornais, se julgar que eles atentam “contra a revolução cidadã”.

Relatos semelhantes foram feitos sobre iniciativas governamentais na Argentina, Nicarágua e Bolívia. O mais preocupante é que são iniciativas que atingem de forma geral e profunda os mecanismos democráticos, por meio do controle do Judiciário pelo Executivo e da disseminação da visão governista da sociedade nos sistemas educacionais.



---------- Mensagem Recebida ----------

From: Consciência.Net (Celso Lungaretti)
Date: 2009/7/27
Subject: [Informe Consciência] Grave mesmo é a epidemia de mau jornalismo
To: cultmidia

Uma epidemia muito pior que a gripe suína está grassando: a do alarmismo jornalístico. A nova modalidade de influenza é uma moléstia que ainda não atingiu contingentes mais significativos da população brasileira, além de bem pouco letal. Mas, trombeteando dia após dia a mórbida contagem de cadáveres, o noticiário causa, em leitores pouco afeitos a estatísticas, a impressão de que estejam diante de uma terrível ameaça. [...] Pior ainda é se compararmos os dados da gripe suína com outras causas de mortandade. Em maio eu alertei que a concentração criminosamente elevada de enxofre no diesel mata, somente em São Paulo, capital, 3 mil pessoas ao ano — ou seja, oito por dia! Mas, como há interesses econômicos de grande monta envolvidos, o assunto é praticamente banido do noticiário. Já o terrorismo midiático em torno da gripe suína tem sinal verde porque não afetou negócios importantes, pelo menos até agora. Só fez diminuir um pouco o turismo. Vamos ver se a imprensa manterá o mesmo comportamento leviano caso o público venha a desertar consideravelmente das salas de espetáculos, comprometendo as receitas dos cadernos de variedades. De resto, tenho a satisfação de louvar, mais uma vez, o corajoso trabalho do ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, que ousou neste domingo qualificar o estardalhaço promovido por seu jornal em torno da gripe suína como irresponsável. Seu comentário é uma verdadeira aula de ética jornalística. Vale a pena reproduzir os principais trechos:

A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008.

O título da chamada, na parte superior da página, dizia: ‘Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses’. A afirmação é taxativa e o número, impressionante.

Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento.

Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica.

O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde ‘estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (…) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (…). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões’.

É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil.

“Mas não. Quem foi à página C5 (…) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1).

O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem ‘adequadas’ e que ‘informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial’.








Dave Winer, pesquisador das novas mídias na Universidade de Harvard publicou hoje o seguinte artigo:

Como jornais deviam analisar o fenômeno Twitter

Hoje vou dividir com vocês uma percepção, um novo caminho. Eu escrevo posts para o Twitter há mais de dois anos. Para mim já é uma coisa natural, apenas mais um passo no processo
de publicação de notícias. Tanto que no meu editor de textos já tem até um botão onde eu clico para inserir o link reduzido da notícia. (*)











Como é o meu processo para escrever um artigo:

Etapa 1. Escrevo a primei
ra versão do artigo. Organizo as idéias. Edito.

Etapa 2. Salvo. Ao fazer a primeira versão ela já aparece no site scripting.com, tanto na página inicial do site, como também na página da matéria. Normalmente eu repito este processo de salvar o artigo até que ele esteja pronto para que a história apareça no feed RSS. (Alguns escritores e jornalistas não gostam que o leitor veja as várias versões provisórias, mas eu não me preocupo, imagino até que é algo interessante para quem acompanha o processo de elaboração da reportagem).

Etapa 3. Elaboro o RSS. Sei que muitos clientes RSS leem o tópico apenas uma vez, por isso eu espero até que o artigo esteja finalizado para inserir no RSS. Nessa etapa eu até posso acrescentar algumas fotos, ou links ou trocar, melhorar ou modificar algumas palavras, mas não sou de mudar muito.

Etapa 4. Clico no botão do editor de textos para sintetizar o link do endereço do site no qual vai aparecer a notícia, para eu poder colocar o link reduzido no post do Twitter.(**) O software automaticamente, comprime o título da notícia e adiciona o novo link reduzido e devolve para que eu faça algum ajuste de edição, caso seja necessário.


Esta última etapa é relativamente nova, mas está começando a ganhar muita importância dentro de todo o esquema. De uma maneira geral a história não é publicada (apesar de já estar disponível no site), até que ela esteja postada no Twitter. Acredito que ao longo do tempo, quanto mais sistemas estiverem conectados ao Twitter, isso vai se tornar significativo. Porque você tem toda a notícia, o endereço do site onde ela está, e a informação RSS do artigo, tudo isso em 140 caracteres (o limite do Twitter). Este artigo (no original em inglês) tem 2.291 caracteres, ou 16 tweets.

O que eu quero dizer é que o Twitter se tornou o "newspaper of record", o "registro da história". (clique aqui para ler matéria sobre o assunto, em inglês, no New York Times que contradiz essa idéia.)

Em poucos anos o que sobrar da atual indústria da notícia (dos EUA) dirá que o Twitter é um parasita e vai querer royalties. É lamentável que esta indústria ainda não tenha se dado conta do que está acontecendo, e tentado criar um sistema melhor de divulgar as notícias, em torno do Twitter. Porque no final dessa campanha para angariar fundos para a própria sobrevivência, o que eles vão receber são os relatórios com as estatísticas dos prováveis errros cometidos.

Adendo para os desenvolvedores de negócios:

Gostaria de estar faturando na bolsa com as ações do Twitter, assim eu poderia estar motivado para trabalhar em benefício dos produtos de sua companhia. Mas, eu sou um avarento capitalista assim como você, e com minha ‘ação’ do Twitter perdendo valor a cada dia, eu tenho que olhar para outros lados para investir e ganhar. Você deveria pensar nisto como um desafio ou um quebra-cabeças, e descobrir como incentivar seus usuários a torná-lo ainda mais rico.





(*) Normalmente o Twitter aceita no máximo 140 caracteres por post. Quando o jornalista quer atrair leitores (do Twitter ou não) para a notícia que escreveu, ele vai até um site que sintetiza o endereço da URL onde está a notícia, e aí então faz a postagem (no Twitter) já com o endereço reduzido. Por exemplo, imagine que o endereço da sua casa (real) fosse Avenida Presidente Hermes da Fonseca, 2345, apartamento 1444, Bloco A, Edifício Mares Tropicais do Atlântico Sul, Petrópolis, Natal, RN, Brasil, CEP 59022-444; ao fazer a redução provavelmente ficaria: prherm2345/1444A/RN/BR. Breve vou postar quais sites fazem essa redução e explicar melhor o assunto.

(**) O link para o site desta notícia em inglês é: http://www.scripting.com/stories/2009/06/07/howNewspapersOughtToThinkO.html já o link para a mesma notícia quando postada no Twitter é: http://tr.im/nHKg . De 75 caracteres para 17 caracteres.

(***) Nos Estados Unidos, há centenas de anos, os jornais são reconhecidos como um sistema extra-oficial do governo para registrar os acontecimentos, atos legais e crônicas da sociedade, diariamente. A expressão newspaper of record, que estou traduzindo aqui como 'registro da história’, tem um significado específico e importante para os bibliotecários, historiadores e advogados americanos. Com o advento da mídia online ocorre uma disputa para a utilização do termo “newspaper of record”, pelos jornalistas e publicitários que utilizam o universo virtual para trabalhar. A indústria da notícia americana, e muitos profissionais liberais que utilizam o “registro da história” para desenvolver seus trabalhos, não concordam que o termo seja utilizado quando se trata da mídia virtual. Para isso, eles alegam que os balanços economicos anuais publicados pelas grandes empresas e os atos legais só tem valor oficial quando publicados nos jornais impressos tradicionais. Acredito que no Brasil ocorra o mesmo. Sei que existe um projeto sobre validade da assinatura virtual nos cartórios brasileiros.



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