Around the World in 18 Tweets (Storyful.com)
| Mathew Ingram |
| Frederic Filloux |
Os artigos (reportagens) são maravilhosos. Mas eles já não são necessários para cada acontecimento. Eles foram importantes nos jornais e nos telejornais mas não agora, nesta era sem-começo e sem-fim da transmissão digital, do fluxo contínuo e livre da notícia. Às vezes, basta uma atualização rápida; em outras, um sequencia de vídeos pode ser a solução.
Existem muitas novas maneiras de atingir os objetivos jornalísticos para cobrir as notícias, coletar e compartilhar informações: Twitter, blogs, dados, visualização, multimídia .... então, o artigo pode concentrar em agregar valor verdadeiro: no contexto, na explicação, educação, comentário, oferecendo mais informação [e] checagem do fato.
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| Photo by Anderson Bruno (ABD-SE) |
Recentemente a jornalista Regina Cunha destacou a importância de Mossoró ao apresentar o artigo "Jovens mossoroenses reescrevem a pedagogia do audiovisual através do canal local mossoroense" no Encontro de História da Mídia do Nordeste realizado pela UFRN, em Natal. Este e outros artigos divulgados nacionalmente, fazem parte de sua pesquisa sobre cultura midiática que para ela, teve seu momento mais importante durante os anos de 2006 e 2008 quando atuou como diretora da TCM TV Cabo Mossoró, onde, além das atribuições do cargo, produziu o programa Minha Escola na TV que foi premiado pela NEOTV/ABTA por dois anos seguidos, em 2006 com a Menção Honrosa de Criatividade, e em 2007 com o 1º lugar nacional entre as TVs por Assinatura do Brasil. Formada pela Cásper Libero, a mais antiga Faculdade de Comunicação Social do país, Regina traz na bagagem a experiência profissional de mais de vinte anos de atuação em grandes emissoras de tevê aberta, com participação fundamental em momentos importantes da história da mídia brasileira, como a criação do polêmico Aqui Agora e a introdução do primeiro âncora da tevê brasileiro, Boris Casoy, no Telejornal Brasil do SBT. Foi responsável pela produção e direção do quadro Conversa Afiada que marcou a estreia de Paulo Henrique Amorim no jornalismo da TV Record. No cinema, conquistou o primeiro lugar no Festival de Buxton, na Inglaterra, com o curta "O futebol que nos une". Hoje, a jornalista integra o grupo de pesquisadores da Pós-Graduação em Estudos da Mídia da UFRN Universidade Federal do Rio Grande do Norte e foi convidada para ir à Suécia apresentar sua pesquisa acadêmica na Conferência de Cultura Digital organizada pela Fundação Europeia de Ciência.
Pergunta-se sobre o futuro dos jornalistas. Eles estão em vias de extinção. O sistema não quer mais saber deles. Poderia funcionar sem eles, ou digamos que ele consente em trabalhar com eles, confiando-lhes, porém, um papel secundário: o de funcionários na rede, como Charlot em Les temps moderns. Em outras palavras, rebaixando-os ao nível de retocadores de transmissões de agências. (ROMANET, 1999, p.45).
*Luciene Tófoli é mestre em Letras e em Psicanálise, pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Professora substituta da Faculdade de Comunicação da UFJF. Autora do livro Ética no Jornalismo, da Ed.Vozes, em 2008.
A concentração da propriedade dos meios de informação, a crescente precariedade das relações de trabalho, e os obstáculos à livre circulação dos jornalistas foram alguns dos temas abordados pelo Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Portugal (SJ), Alfredo Maia, na sessão pública de anúncio da criação da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP), realizada hoje, com a presença do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A assembleia, em que participam organizações de jornalistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe, começou por aprovar o relatório da Comissão Ah Hoc da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa, a que se seguiu um período de informação sobre a situação profissional dos jornalistas e as condições para o exercício da profissão nos vários países. Os trabalhos prosseguiram da parte da tarde com a sessão pública de anúncio da criação da FJLP. Na cerimónia participaram, entre outros, o Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Simões Pereira; o Director do Cenjor, Fernando Cascais; o Presidente do Conselho Deontológico, Orlando César; e o Presidente do Conselho Geral, José Carlos Vasconcelos.
Coube ao Presidente do SJ, Alfredo Maia, lembrar o longo caminho percorrido para se chegar à criação da FJLP e os problemas que os jornalistas enfrentam num mundo cada vez mais globalizado, onde a “concentração da propriedade dos meios de informação, que está na origem de um clube restrito de grupos económicos que controla todas as grandes publicações, as televisões e as principais rádios não representa apenas o domínio da capacidade de recolher, tratar e difundir informação e um enorme poder de intervenção no espaço público”, mas também o “controlo do mercado do trabalho dos jornalistas e outros trabalhadores, estabelecendo e impondo as regras sobre quem entra, quem permanece e quem sai das empresas, que é como quem diz da profissão”.
É neste contexto que surge a FJLP, disse, que é de “jornalistas de língua portuguesa e reflecte as realidades e os projectos de uma comunidade concreta, perspectivando uma efectiva cooperação, desinteressada e fraterna, assente na complexa história comum das pátrias onde nos foi dado nascer e no património linguístico partilhado por 225 milhões de falantes do Português”.
A reportagem e principalmente a chamada de capa sobre a gripe A (H1N1) no domingo passado constituem um dos mais graves erros jornalísticos cometidos por este jornal desde que assumi o cargo, em abril de 2008. O título da chamada, na parte superior da página, dizia: ‘Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses’. A afirmação é taxativa e o número, impressionante. Nas vésperas, os hospitais estavam sobrecarregados, com esperas de oito horas para atendimento. Mesmo os menos paranoicos devem ter achado que suas chances de contrair a enfermidade são enormes. Quem estivesse febril e com tosse ao abrir o jornal pode ter procurado assistência médica. O texto da chamada dizia que um modelo matemático do Ministério da Saúde ‘estima que de 35 milhões a 67 milhões de brasileiros podem (…) ser afetados pela gripe suína em oito semanas (…). O número de hospitalizações iria de 205 mil a 4,4 milhões’. É quase impossível ler isso e não se alarmar. Está mais do que implícito que o modelo matemático citado decorre de estudos feitos a partir dos casos já constatados de gripe A (H1N1) no Brasil. “Mas não. Quem foi à página C5 (…) descobriu que o tal modelo matemático, publicado em abril de 2006, foi baseado em dados de pandemias anteriores e visavam formular cenários para a gripe aviária (H5N1). O pior é que a Redação não admite o erro. Em resposta à carta do Ministério da Saúde, que tentava restabelecer os fatos, respondeu com firulas formalistas como se o missivista e os leitores não soubessem ver o óbvio. Em resposta ao ombudsman, disse que considera a chamada e a reportagem ‘adequadas’ e que ‘informar a genealogia do estudo na chamada teria sido interessante, mas não era absolutamente essencial’.

Etapa 3. Elaboro o RSS. Sei que muitos clientes RSS leem o tópico apenas uma vez, por isso eu espero até que o artigo esteja finalizado para inserir no RSS. Nessa etapa eu até posso acrescentar algumas fotos, ou links ou trocar, melhorar ou modificar algumas palavras, mas não sou de mudar muito.
Adendo para os desenvolvedores de negócios: