O próximo encontro dos ETCs do Brasil será no dia 24 de abril, a partir das 16h30, com o tema Educação e Escola.
1. A Penguin, editora britânica vai relançar os melhores livros de todos os tempos, numa coleção muito especial: a Tuiteratura (twitterature). Os autores estudam no primeiro ano da Universidade de Chicago e tem entre 18 e 19 anos. Eles vão reler 75 dos grandes trabalhos literários da história da literatura e condensá-los em tuítes (140 caracteres ou menos). A coleção inclui um completo glossário dos termos, acrônimos e outras palavras típicas do gênero tuíte. A editora garante que o livro estará nas livrarias antes do Natal e deve custar em torno de R$21,00. Para saber mais clique aqui The Book Seller. Exemplos do que já foi escrito incluem O Inferno de Dante: “Estou no meio de uma crise de meia-idade. Perdido na floresta. Alguém traga o meu Iphone”; e Hamlet:“wtf o Polônio está fazendo atrás da cortina?”

at Brown University's John Hay Library. Credit: Joe Giblin / Associated Press

Como jornais deviam analisar o fenômeno Twitter
Hoje vou dividir com vocês uma percepção, um novo caminho. Eu escrevo posts para o Twitter há mais de dois anos. Para mim já é uma coisa natural, apenas mais um passo no processo de publicação de notícias. Tanto que no meu editor de textos já tem até um botão onde eu clico para inserir o link reduzido da notícia. (*)

Como é o meu processo para escrever um artigo:
Etapa 1. Escrevo a primeira versão do artigo. Organizo as idéias. Edito.
Etapa 2. Salvo. Ao fazer a primeira versão ela já aparece no site scripting.com, tanto na página inicial do site, como também na página da matéria. Normalmente eu repito este processo de salvar o artigo até que ele esteja pronto para que a história apareça no feed RSS. (Alguns escritores e jornalistas não gostam que o leitor veja as várias versões provisórias, mas eu não me preocupo, imagino até que é algo interessante para quem acompanha o processo de elaboração da reportagem).
Etapa 3. Elaboro o RSS. Sei que muitos clientes RSS leem o tópico apenas uma vez, por isso eu espero até que o artigo esteja finalizado para inserir no RSS. Nessa etapa eu até posso acrescentar algumas fotos, ou links ou trocar, melhorar ou modificar algumas palavras, mas não sou de mudar muito.Etapa 4. Clico no botão do editor de textos para sintetizar o link do endereço do site no qual vai aparecer a notícia, para eu poder colocar o link reduzido no post do Twitter.(**) O software automaticamente, comprime o título da notícia e adiciona o novo link reduzido e devolve para que eu faça algum ajuste de edição, caso seja necessário.
Esta última etapa é relativamente nova, mas está começando a ganhar muita importância dentro de todo o esquema. De uma maneira geral a história não é publicada (apesar de já estar disponível no site), até que ela esteja postada no Twitter. Acredito que ao longo do tempo, quanto mais sistemas estiverem conectados ao Twitter, isso vai se tornar significativo. Porque você tem toda a notícia, o endereço do site onde ela está, e a informação RSS do artigo, tudo isso em 140 caracteres (o limite do Twitter). Este artigo (no original em inglês) tem 2.291 caracteres, ou 16 tweets.
O que eu quero dizer é que o Twitter se tornou o "newspaper of record", o "registro da história". (clique aqui para ler matéria sobre o assunto, em inglês, no New York Times que contradiz essa idéia.)
Em poucos anos o que sobrar da atual indústria da notícia (dos EUA) dirá que o Twitter é um parasita e vai querer royalties. É lamentável que esta indústria ainda não tenha se dado conta do que está acontecendo, e tentado criar um sistema melhor de divulgar as notícias, em torno do Twitter. Porque no final dessa campanha para angariar fundos para a própria sobrevivência, o que eles vão receber são os relatórios com as estatísticas dos prováveis errros cometidos.
Adendo para os desenvolvedores de negócios:Gostaria de estar faturando na bolsa com as ações do Twitter, assim eu poderia estar motivado para trabalhar em benefício dos produtos de sua companhia. Mas, eu sou um avarento capitalista assim como você, e com minha ‘ação’ do Twitter perdendo valor a cada dia, eu tenho que olhar para outros lados para investir e ganhar. Você deveria pensar nisto como um desafio ou um quebra-cabeças, e descobrir como incentivar seus usuários a torná-lo ainda mais rico.
(*) Normalmente o Twitter aceita no máximo 140 caracteres por post. Quando o jornalista quer atrair leitores (do Twitter ou não) para a notícia que escreveu, ele vai até um site que sintetiza o endereço da URL onde está a notícia, e aí então faz a postagem (no Twitter) já com o endereço reduzido. Por exemplo, imagine que o endereço da sua casa (real) fosse Avenida Presidente Hermes da Fonseca, 2345, apartamento 1444, Bloco A, Edifício Mares Tropicais do Atlântico Sul, Petrópolis, Natal, RN, Brasil, CEP 59022-444; ao fazer a redução provavelmente ficaria: prherm2345/1444A/RN/BR. Breve vou postar quais sites fazem essa redução e explicar melhor o assunto.
(**) O link para o site desta notícia em inglês é: http://www.scripting.com/stories/2009/06/07/howNewspapersOughtToThinkO.html já o link para a mesma notícia quando postada no Twitter é: http://tr.im/nHKg . De 75 caracteres para 17 caracteres.
(***) Nos Estados Unidos, há centenas de anos, os jornais são reconhecidos como um sistema extra-oficial do governo para registrar os acontecimentos, atos legais e crônicas da sociedade, diariamente. A expressão newspaper of record, que estou traduzindo aqui como 'registro da história’, tem um significado específico e importante para os bibliotecários, historiadores e advogados americanos. Com o advento da mídia online ocorre uma disputa para a utilização do termo “newspaper of record”, pelos jornalistas e publicitários que utilizam o universo virtual para trabalhar. A indústria da notícia americana, e muitos profissionais liberais que utilizam o “registro da história” para desenvolver seus trabalhos, não concordam que o termo seja utilizado quando se trata da mídia virtual. Para isso, eles alegam que os balanços economicos anuais publicados pelas grandes empresas e os atos legais só tem valor oficial quando publicados nos jornais impressos tradicionais. Acredito que no Brasil ocorra o mesmo. Sei que existe um projeto sobre validade da assinatura virtual nos cartórios brasileiros.
A mídia social agitou grandes ondas nesta semana. Novos serviços foram lançados, e entre eles o que está provocando mais agitação é o Google Wave. A China tentou bloquear (censurar) Twitter, Orkut e outros ‘chats’ da internet por causa dos 20 anos da manifestação na praça da Paz Celestial. E finalmente o Google fechou a semana comemorando o aniversário do Tetris.

Os analistas dizem que o crescimento da mídia social desafia qualquer previsão. Veja o gráfico.

Apesar dos números, Twitter e Facebook, apenas arranham a superfície desse crescimento vertiginoso. Há três anos o termo sequer existia. Hoje, a mídia social engloba as redes sociais, as plataformas móveis, a troca de informações, o video online, e muito mais. Milhares de profissionais e empresas estão profundamente envolvidos na esfera da mídia social.

Embora as empresas de todo o mundo venham contratando muitos profissionais para atender a mídia social, a contratação da nova Editora de Mídia Social pelo jornal The New York Times teve uma grande repercussão. Jennifer Preston escreveu:
“Pense no Twitter. Você sabia que o jornal NYT é o nº 2 na lista dos 100 twitters mais seguidos? Você não está interessado? Ok, mas o que eu quero mostrar é que, um grande número de pessoas sabem das notícias não porque entram na homepage do jornal, ou compraram um exemplar nas bancas. Eles receberam alertas e recomendações sobre determinadas notícias através de seus colegas e parentes. Nós precisamos entender como alcançar esse grupo de pessoas efetivamente e servi-los muito bem. Ao mesmo tempo, muitos de nós usamos as redes sociais para encontrar fontes, contactos e informações.”
A pergunta que surgiu então é a seguinte: Há um número suficiente de pessoas e empresas em mídias sociais para que seja estabelecida sua própria indústria? O que você acha? Conheça a opinião de alguns leitores americanos:
Marius Kuitniauskas – Não dá para ignorar os bilhões de doláres em receitas feitos nesta indústria.
Aaron Richard – Bilhões em receitas? Talvez, mas é uma receita instável que foi construída em cima de uma inflacionada bolha da economia. As receitas são uma coisa, os lucros são outra coisa totalmente diferente. A maioria dos "social media" projetos estão gerando perda de negócio. Nem todos, mas a maioria. Facebook, Twitter, Digg, Blogger, Last.fm, etc. Estas redes não dão lucro. No final das contas, os grandes jogadores como Google, Microsoft, agências da mídia tradicional e as grandes redes vão ter que entrar e absorver essas empresas. Mídia Social é uma idéia. É um canal suplementar da mídia e das comunicações. Não se trata de uma indústria.
Todd Lucier – A Mídia Social é um espaço. A prestação de serviços pela Mídia Social pode se tornar um negócio, e portanto, uma indústria se as pessoas estiverem envolvidas em trocas econômicas. A indústria é medida pela produção econômica, e não pelo número de usuários, de cliques ou de mensagens enviadas.
dsko – Não creio que a Mídia Social seja uma indústria, ainda, mas ela está no caminho certo para se tornar uma. É como um universitário que conseguiu se formar em comunicação digital, a Mídia Social também está começando sua carreira. Embora eu não tenha parado para pensar sobre o assunto até agora, devo confessar que a Mídia Social se adequará perfeitamente para atender as novas estratégias de marketing e poderá aumentar as receitas tanto das grandes, como das pequenas empresas.
aschrock – Sim e não. Os sites das redes sociais podem ser considerados uma indústria porque literalmente eles organizam e rentabilizam as interações sociais. Mas falando de um modo geral, a Mídia Social não é uma indústria. As indústrias não são definidas pela popularidade, mas sim, pelos produtos que elas criam. Na verdade, "social media" é um termo ambíguo para ser usado para descrever a coleção(ou a maioria) de tecnologias online que dependem das conexões entre as pessoas para funcionar. Estas tecnologias são bastante díspares e, muitas vezes, os indivíduos e as empresas acabam utilizando-as para finalidades completamente diferentes. Neste sentido, a mídia social é um veículo para as outras indústrias, tais como publicidade, jornalismo, e desenvolvimento de software. Cada uma dessas indústrias tem práticas e produtos muito específicos. A mídia social está integrada em diversos níveis em todas estas indústrias, mas, sozinha ela não conta muito. Em outras palavras: a mídia social é uma ferramenta para diversas indústrias, mas ela não é uma indústria.
Sujata Chadha – Acredito que a mídia social ainda está engatinhando. Ela se tornará intrinsicamente parte da vida de todos nós, da maneira como as pessoas e as empresas se comunicam e obtém respostas dos clientes. Certamente serão desenvolvidas novas plataformas, mais complexas e fáceis de serem utilizadas pelos usuários, além de novas ferramentas que irão ajudar a tornar a comunicação mais compreensiva. A informação será usada de maneiras que nós nunca pensamos antes, e a vida será mais rica pela experiência colaborativa vinda de outras pessoas especialistas em determinados assuntos (como um diagnóstico médico por exemplo). Claro que será preciso encontrar uma solução para questão da segurança e da privacidade, mas estou excitada para ver o que será quando a mídia social amadurecer.
www.twitter.com
username - nome do usuário
password - senha
Este texto foi elaborado especialmente para a campanha Blog Voluntário (que o Blog CultMídia abraçou) feita pelo Instituto Voluntários em Ação. A idéia é promover um movimento entre os blogueiros para combater o analfabetismo digital. Para conferir o blog do IVASC clique aqui.
Recebi alguns emails pedindo para explicar como usar o twitter. Se dava para usar pela internet? (Dá e é melhor na minha opinião), entre outras perguntas. Fiz um roteiro basiquinho para começar que está logo abaixo. Antes vale explicar os símbolos: além do passarinho (tuiteiro), tem a baleia carregada pelos passarinhos (quando o fluxo está lento demais e a coisa não anda) e a coruja (com os olhos bem abertos) para alertar quando alguém foi suspenso devido o envio de 'spams', ou coisa pior.
Houve um caso de um 'hacker' na semana passada (publicidade de graça) que apesar de ter enviado mensagens, usando o tuiter de celebridades americanas foi contratado por uma empresa (tb americana) que deveria proteger o consumidor contra este tipo de ataque. Alguns dizem que a revolução dos tuiters que teria acontecido na Moldova tb foi uma jogada da mídia. Vou traduzir os dois artigos para disponibilizar aqui no blog. Minha vó brincava: "nem tudo que reluz é ouro, nem todo sapato é de couro." Por isso acredito que vale a pena saber o que está acontecendo, pois o conhecimento nos permite avaliar com isenção.
Quer tuitar comigo, beeeenhê?
by ReCunha
Prazer em conhecer
Twitter (Piador, aquele que imita o pio do passarinho) é um serviço para amigos, família, colegas de trabalho, de faculdade ou grupos para se comunicarem através de uma troca rápida de mensagens. As pessoas escrevem pequenas mensagens (=tuítes/pios/140 caracteres, ou menos) sobre o assunto que lhes interessa comentar. As mensagens são postadas no seu perfil no site do ‘Twitter.com’, e enviadas para os seus seguidores (que usam celular), mas também ficam à disposição para quem lê na internet, através do portal 'Twitter.com'.
Como é que eu uso?
Você pode usar através da conexão da internet ou pelo telefone celular. Primeiro você entra no site ‘Twitter.com’ e cria o seu perfil. Depois procura aquilo que lhe interessa saber, desde amigos (como eu) até notícias especiais sobre meio ambiente, mídia, ou até ofertas de emprego. Aí você se torna seguidora daquilo que lhe interessa. Eu sigo o ‘Marcelo Tas’, a 'BBC', a revista ‘Wired.Com’, além de blogs com info sobre ‘mídia como ferramenta educacional’ e ‘ensino a distância pelo celular’.
Além disso você também vai ter seguidores, dependendo daquilo que você faz, ou sobre aquilo que você escreve no seu blog. Eu escrevo sobre Estudos Culturais e Midiáticos no blog ‘Cultmidia’. No blog (coluna da esquerda, embaixo) está o link do ‘twitter’ e até o Pres. Obama está seguindo as atualizações do twitter.com/cultmidia. Você pode conferir quem segue quem.
Então não tenho que usar o celular?
Você pode usar, mas não é necessário (vou escrever outro artigo sobre isso). Depois que você entra no site ‘Twitter.com’ e faz seu perfil, você tem uma página ‘home’ onde você pode ler os ‘tuítes’ daqueles que você está seguindo (é a sinopse da sinopse - se eu quiser saber alguma notícia 'a fundo' clico no link para ler); e você também dar sua 'tuítada', ou seja, fazer a sua atualização (update) – dizer aquilo que você acha importante que seus seguidores saibam.

O Twitter é o serviço online mais comentado do Brasil no momento. Está difícil passar um dia sem falar deste formato que é um pouco de microbloging, SMS e rede social. Nos Estados Unidos, os principais executivos e importantes personalidades políticas já aderiram ao serviço, inclusive Barack Obama. O Presidente dos Estados Unidos é uma das pessoas que melhor compreendeu e que usa as mídias sociais para se comunicar com a população, angariar fundos e apoio da população jovem. http://twitter.com/BarackObama Seguindo o exemplo de Obama, Lula também vai ter um Twitter e um blog que terá o criativo nome de Blog do Planalto e foi um pedido direto do presidente. Mais informações no blog dos blogs do IDGNOW.







