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Fonte: NEOFLUXO
Com o objetivo de identificar o fluxo das informações na internet sobre a eleição presidencial brasileira de 2010, o Grupo de Pesquisa Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede do Programa de Mestrado da Cásper Líbero (Teccred) desenvolveu o projeto de pesquisa aplicada NeoFluxo – um sistema especialmente programado para a coleta de dados de fontes oficiais dos principais candidatos (Facebook, Youtube, Flickr, Twitter e site oficial) e menções específicas no Twitter. O projeto, com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), armazenou mais de 20 milhões de menções aos candidatos e palavras-chave definidas pelos pesquisadores responsáveis. Todo o material está disponível para visualização, cruzamento de dados e pesquisas, através da possibilidade da construção de APIs.

A principal meta dos pesquisadores é contribuir de maneira efetiva para a compreensão dos novos fluxos informativos na Web, cujo papel foi extremamente debatido durante a campanha. O questionamento sobre a relevância da rede nesta eleição permeia conversas de eleitores e estrategistas de campanhas. Alguns defendem que a Web foi um espaço para disseminar boatos, mentiras e ataques. Outros a enxergam como instrumento de engajamento e debate profundo de questões fundamentais para o país.

Com os dados disponibilizados pelo NeoFluxo será possível analisar, através de relações baseadas em metodologias científicas, como se deu o fluxo de informações na rede sobre a campanha presidencial brasileira. "O projeto NeoFluxo fornecerá aos pesquisadores e profissionais uma grande base de dados sobre como se comportaram as redes sociais nas eleições presidenciais brasileiras. Esses parâmetros são importantes, pois tiram os debates do âmbito apenas da percepção e passam as análises para o campo científico, que é importante para entendermos como os fluxos informacionais na Web podem ocorrer, nesse caso, no período eleitoral", afirma o coordenador do projeto, Prof. Dr. Walter Lima.

A metodologia utilizada pelo Teccred para fazer a coleta de dados foi fundamentada em palavras-chave selecionadas pelos pesquisadores com base no horário eleitoral dos candidatos na televisão. Para identificar o fluxo informativo e verificar quais mensagens e orientações dos candidatos influenciaram discussões, o NeoFluxo tomou como base o Twitter – rede que alcançou 8,9 milhões de visitantes em agosto de 2010, segundo a comScore.
Números e dados públicos

O NeoFluxo armazenou as atualizações dos canais oficiais (Twitter, Facebook, YouTube, Flickr e site) dos candidatos Dilma Rousseff e José Serra nos períodos de 11/09 a 03/10 e, durante o segundo turno, de 08/10 a 29/10. As atualizações da candidata Marina Silva também foram coletadas de 23/09 a 03/10. O resultado da coleta traz mais de 20,2 milhões de menções aos termos inseridos pelos pesquisadores, “Dilma”, “Serra” e “Marina”. A candidata eleita contabiliza mais de 1,6 milhões de citações diretas; enquanto José Serra alcança 1,3 milhões.

Todo o material compilado pelo NeoFluxo representa um amplo escopo de pesquisas sobre as eleições presidenciais de 2010 e seu impacto na internet. Com o objetivo de ampliar ao máximo as possibilidades de estudos, o acesso a todos os dados é oferecido à comunidade a partir de uma plataforma aberta, sob uma licença Creative Commons. As bases do NeoFluxo estão disponíveis por meio de uma API - conjunto de padrões de programação para acesso a um aplicativo de software baseado na web. Assim, os dados do NeoFluxo são acessíveis a qualquer desenvolvedor. Novas visualizações e relações entre as menções arquivadas podem ser criadas por quem tiver interesse. Informações como números de atualização dos candidatos em cada rede, lista de mensagens oficiais dos concorrentes e a busca no banco de dados do NeoFluxo são possíveis por meio da API, nos formatos XML e JSON.

O site do projeto disponibiliza ferramentas para que pessoas sem conhecimento técnico também possam ter acesso ao conteúdo do NeoFluxo. Já estão disponíveis as visualizações referentes ao primeiro turno das eleições, que revelam, por exemplo, que o perfil em rede social mais utilizado pela presidente eleita foi o Flickr, já o candidato derrotado priorizou o Facebook – que também traz as atualizações feitas no Twitter pelo candidato.
NeoFluxo nas redes

NeoFluxo Portal
NeoFluxo Twitter
NeoFluxo Facebook

Sobre o Teccred


O Grupo de Pesquisa Comunicação, Tecnologia e Cultura da Rede da Faculdade Cásper Líbero (Teccred), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero, é coordenado pelo Prof. Dr. Walter Teixeira Lima Júnior e composto por 23 pesquisadores, entre eles dois professores doutores, mestres e mestrandos, alunos lato sensu da Cásper Líbero, além de pesquisadores de iniciação científica da instituição. Clique aqui para o Twitter Teccred.

Redes Sociais e as Eleições 2010

Posted by admin 30 de out. de 2010 0 comments

Fonte Terra
O papel das redes sociais nas eleições de 2010 será um dos assuntos abordados na 4ª edição do MediaOn, que acontecerá entre os dias 9 e 11 de novembro, no Itaú Cultural, em São Paulo. No painel “Eleições 2010 e a internet – Um balanço dos resultados” estarão reunidos os coordenadores de internet dos principais candidatos à Presidência da República para mostrar estratégias e resultados da primeira eleição sob o efeito “intenso” das redes sociais. O painel sobre as eleições será realizado no dia 10, das 11h30 às 13h. O debate contará com os jornalistas brasileiros Marcelo Branco, que fala sobre a campanha da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef; Caio Túlio Costa, que abordará a campanha de Marina Silva, do PV; e Sonia Francine Gaspar Marmo, a Soninha, da campanha do candidato do PSDB, José Serra. A mediação ficará por conta de Heródoto Barbeiro, da CBN e TV Cultura. 


Leia notícia no Terra.

O ódio da mídia

Posted by admin 1 de fev. de 2010 0 comments


Fonte: FNDC (01/02/2010)

O ódio da mídia e a primeira vitória de Lula 

Gilson Caroni Filho/Agência Carta Maior

O rancor da mídia corporativa tem que ser contemplado como pano de fundo de uma grande derrota. Suas ameaças só não são trágicas porque, ao arreganhar os dentes, a grande imprensa introduz notas burlescas no discurso que se pretendia ameaçador. 

Se a deontologia do jornalismo não contempla a divulgação de matérias partidarizadas como se fossem notícias apuradas em nome do leitor/telespectador, o telejornalismo brasileiro, principalmente o da Rede Globo, anda precisando redefinir qual é a natureza do seu verdadeiro ofício. Que fato objetivo deflagra tanta empulhação em horário nobre? Que registro simbólico almeja sua busca de sentidos? Qual a necessidade de construção permanente de imagens desfavoráveis ao governo e, em especial, ao presidente da República? Enganam-se os que pensam que as respostas a essas questões residem apenas nas próximas eleições. Lula, por seu significado histórico, representa uma fratura bem mais profunda do que pode parecer à primeira vista.
Ao obter mais de 30 milhões de votos em 1989, o ex-líder sindical apareceu como condensação das forças sociais que se voltavam para a demolição tardia do antigo regime. Contrariando prognósticos de conceituados analistas, sua candidatura teve gás suficiente para enfrentar as máquinas partidárias de velhos caciques. Mesmo derrotado por Collor, que representava a reprodução do passado no presente, o desempenho de Lula prenunciou, de forma categórica, o fim de uma “democracia” que só era possível mediante pacto de compromisso entre as velhas elites políticas, civis e militares. Essa foi sua primeira vitória. E a Globo disso se deu conta.
O embrião de um novo espaço histórico, capaz de conferir peso e voz aos de baixo na sociedade civil, na cultura e no arcabouço estatal, estava lançado. Com uma indiscutível capacidade de antecipação histórica, a família Marinho, que construiu seu colosso midiático como um Estado dentro do Estado- e muitas vezes acima dele- pressentiu o ocaso dos dias gloriosos. Como principal aparelho de legitimação da ditadura militar, as Organizações sempre vislumbraram a democracia como processo fatal à sua supremacia. E essa era uma avaliação correta. Deter o movimento profundo que vinha das urnas seria impossível.
A centralidade de Lula e do Partido dos Trabalhadores no cenário político era o avanço do cidadão negado, desde sempre, em sua cidadania. A construção da nova história objetivaria também o significado das eleições seguintes. Até a vitória em 2002, o acúmulo de forças trouxe à cena as esperanças políticas das classes excluídas. O rosto sofrido, que se contrapunha tanto à estética das modernizações conservadoras quanto à ética do neoliberalismo rentista, já não temia as bravatas e espertezas do adversário.
O rancor da mídia corporativa tem que ser contemplado como pano de fundo de uma grande derrota. Suas ameaças só não são trágicas porque, ao arreganhar os dentes, a grande imprensa introduz notas burlescas no discurso que se pretendia ameaçador. O diagnóstico que denuncia o fim da festa sai, ainda que codificado, dos débeis sustentáculos da credibilidade que lhe sobrou junto a setores protofascistas da classe média.
Ao criminalizar movimentos sociais, criticar a política externa tentando estabelecer paralelos entre Caracas e Tegucigalpa, e censurar premiações internacionais recebidas pelo presidente, o jornalismo produzido vai desenovelando a história da imprensa brasileira com impecável técnica televisiva.
Resta-lhe o apoio de uma direita sem projeto, voraz, cínica e debochada. Esse é o único troféu que ostenta em 2010, após ter sofrido o baque inaugural há 21 anos. Na década de 1980, ainda valia editar debates e fazer uso político de seqüestro de empresários. Afinal, não seria por apoio governamental que conferências debateriam monopólio e manipulação midiática.
Em outubro, a Globo não estará apostando apenas na candidatura de José Serra. Buscará, mediante retrocessos de toda ordem, garantir a sobrevida de uma ordem informativa excludente, incompatível com as regras mais elementares do Estado Democrático de Direito.
*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

Fonte: Terra (Lígia Hougland/Washington)

Até poucos anos atrás, o americano Ben Self era o típico nerd. Especialista em ciência da computação, trabalhava nos departamentos de tecnologia de companhias do setor bancário e de seguros. Em 2008, ele se uniu à equipe de Barack Obama e revolucionou o mundo das campanhas eleitorais ao usar a internet como principal ferramenta para promover o candidato democrata à Casa Branca. Self e sua empresa, a Blue State Digital, foram responsáveis por levantar mais de US$ 500 milhões online para a campanha do primeiro presidente americano negro - 66% do capital total arrecadado. Aos 32 anos, o especialista em ciência da computação é conhecido mundialmente por ser o mais eficaz marqueteiro para os políticos que sonham alto. Agora, o seu próximo desafio é desenvolver uma estratégia com base na internet para que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, venha a ser a primeira mulher presidente do Brasil. Apesar de o PT ter negado na última segunda-feira a contratação da Blue State Digital - e inclusive descartado qualquer futura parceria com a empresa -, em entrevista exclusiva ao Terra, Self confirmou estar trabalhando com o partido para auxiliar na corrida presidencial de 2010. "Estamos trabalhando com o partido a fim de ajudar a fazer planos para a próxima eleição presidencial", disse.


Confira os principais trechos da entrevista:

Você tem diploma do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é, na realidade, um especialista em tecnologia. Como se envolveu com campanhas políticas? O meu background é em ciência da computação e tenho diplomas de graduação e pós-graduação do MIT. Depois de me formar, trabalhei por muitos anos como especialista em tecnologia para bancos, seguradoras e grupos afins. Em 2003, me mudei para o Estado de Vermont para trabalhar na campanha presidencial de Howard Dean. Após isso, eu e três colegas fundamos a Blue State Digital, uma empresa especializada em tecnologia e política. Agora, somos uma empresa internacional com mais de 100 funcionários no mundo inteiro e servimos centenas de clientes.

Você acha que, atualmente, a internet é uma ferramenta fundamental para uma campanha eleitoral ter sucesso?
Não existe um candidato que pense em lançar uma campanha sem usar a internet. É a marca de um candidato sério, bem como uma ferramenta importante. Sem ela, é como participar de uma batalha sem ter uma arma.

Você esteve em Brasília há duas semanas. Chegou a conversar com o presidente Lula? Sim, estive em Brasília.

Você foi contratado pelo PT? Sim, estamos trabalhando com o partido.

Para ler a entrevista na íntegra clique aqui.

Cenas do filme 'Our brand is crisis', traduzido no Brasil como 'Bolívia: história de uma crise'.
O documentário acompanha James Carville e uma equipe de consultores políticos norte-americanos por uma viagem pela América do Sul, para auxiliar Gonzalo Sanchez de Lozada (também conhecido como "Goni") a se tornar presidente da Bolívia.




Ficou para a semana que vem a votação do uso da internet nas eleições. Se o tema não for votado até o dia 2 de outubro não vale para 2010. Como foram feitas mudanças, o projeto terá que voltar para a Câmara antes de seguir para sanção presidencial. Depois das reuniões do dia 1º e do dia 2, que mais confundiram o eleitor do que explicaram, a decisão foi adiada para depois do feriadão da Independência.
O projeto de Lei da Câmara nº. 141/09 traz proposta de alteração das leis: - 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos); - 9.504/97 (Lei eleitoral); e a - 4.737/65 (Código Eleitoral). Até agora, as emendas aprovadas (que nada têm a ver com a internet) são: - fim da impressão dos votos, para auditagem em 2% das urnas de cada seção eleitoral, e - impossibilidade do voto em trânsito para o presidente da República.
A grande polêmica ficou em to
rno do caráter restritivo do projeto de lei que igualaria a internet ao rádio e à tevê, com as proibições dessas mídias. O senador Eduardo Azeredo disse que vai apresentar uma emenda que mudará a redação do artigo 57-D, deixando claro que blogs, sites e artigos assinados estarão liberados na campanha. Segundo ele, a única restrição será para debates transmitidos pela internet, que deverão manter a igualdade na disputa. Em outras palavras, fica tudo na mesma, webtexto pode (como já pode na mídia impressa), web-tv-rádio não deverá poder (já que terá que seguir a legislação eleitoral tradicional). Em seu blog Fernando Rodrigues afirma que se os senadores insistirem em votar uma lei eleitoral equiparando a internet ao rádio e a tevê correm o risco de essa legislação ser rapidamente considerada inconstitucional. Rodrigues cita um trecho do julgamento que considerou inconstitucional a lei de imprensa no último dia 30.abr.2009, e que segundo ele, deixa claro o caráter livre da internet: “...Silenciando a Constituição quanto ao regime jurídico da internet, não há como se lhe recusar a qualificação de território virtual livremente veiculador de ideias, debate, notícia e tudo o mais que se contenha no conceito essencial da plenitude de informação jornalística no nosso país”.
Inovações (Fonte Ag.Senado)


Os senadores inovaram ao aprovar a propaganda paga na internet, em páginas noticiosas semelhantes a jornais impressos. Essa publicidade, porém, será permitida apenas para candidatos à presidente da República. O número de anúncios permitido foi ampliado de 12 para 24, no tamanho máximo equivalente a um oitavo de página de jornal formato standard, um a cada dia, até dois dias antes do pleito. Outra inovação incluída pelos relatores - o senador Marco Maciel (DEM-PE) foi relator na CCJ - é a possibilidade de doação de recursos por meio de débito na conta telefônica, boleto bancário ou cartão de débito. Os deputados tinham proposto apenas a doação pelo cartão de crédito. As comissões também proibiram a pintura de muros e paredes de propriedades particulares, que tinham sido autorizadas pela Câmara dos Deputados. Foi mantida a permissão de propaganda eleitoral nessas propriedades desde que não excedam a quatro metros quadrados, em cartazes não colantes ou faixas.

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