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O Programa de Bolsa de Doutorado Sanduíche é direcionado para estudantes de doutorado brasileiros. Os candidatos, de comprovado desempenho acadêmico, deverão apresentar projetos de pesquisa de excelência para serem desenvolvidos, parcialmente, em uma instituição norte-americana. O programa prevê a concessão de até 50 bolsas, com duração de nove meses.

A Comissão Fulbright poderá, caso avalie necessário, oferecer treinamento em inglês nos EUA, com até quatro meses de duração, aos bolsistas com nível insuficiente de proficiência na língua.

Antes de iniciar sua candidatura, leia atentamente o Edital e as instruções para em seguida preencher os formulários. 

Requisitos para candidatura:
- Ter nacionalidade brasileira
- Não ter nacionalidade americana
-
Estar matriculado em curso de doutorado reconhecido pela Capes
- Não ter usufruído de bolsa de doutorado anteriormente
- Ter proficiência em inglês
- Ter cursado o mínimo de créditos exigidos pelo curso para realização de doutorado

Benefícios:

- Bolsa mensal de US$ 1.300
- Auxílio-pesquisa variável entre US$ 2.000 aUS$ 7.000, de acordo com a instituição nos EUA
- Auxílio-instalação de US$ 990
- Passagem aérea de ida e volta
- Seguro-saúde

Inscrições

Inscrições abertas até 30 de setembro de 2010

Mais informações

ddr2011@fulbright.org.br

Edital Aberto para Bolsas Doutorado

Posted by admin 1 de fev. de 2010 0 comments

A Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes e a Fundação Carolina tornam públicas as inscrições para seleção de bolsistas para o Programa Estágio de Curta Duração Capes/Fundação Carolina.

OBJETIVOS: Concessão de bolsas de estudo, nas modalidades doutorado-sanduíche ou pós-doutorado, em todas as áreas do conhecimento, visando o aumento da qualificação de professores universitários, pesquisadores e estudantes de doutorado brasileiros.

BENEFÍCIOS

  • bolsa de estudos segundo as normas da CAPES e da Fundação Carolina;
  • auxílio instalação pago uma única vez, no Brasil;
  • seguro saúde, pago uma única vez, no Brasil;
  • passagem aérea internacional Brasil/Espanha/Brasil, em classe econômica promocional.

CALENDÁRIO

PERÍODO ATIVIDADE
Até 12/03/2010 Inscrição online no sistema Capes
Até 05/04/2010 Análise das Candidaturas
Até 15/04/2010 Divulgação dos Resultados
Setembro de 2010 Início provável das atividades acadêmicas

INSCRIÇÕES

Pós-Doutorado
Doutorado-Sanduíche

Documentos para download

Publicação WEB    Nome do documento      Formatos disponíveis
01/02/2010 Edital Programa CAPES/Fundação Carolina        DOC
72kb
PDF
30kb
SXW
25kb

Capes divulga notícias pelo twitter

Posted by Kel de Castro 21 de ago. de 2009 0 comments

As notícias veiculadas no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) agora serão divulgadas no twitter. A partir de hoje, 20, as informações do portal também poderão ser acessadas no novo espaço criado pela Capes.

Além das atualizações de conteúdo envolvendo notas e matérias, os usuários terão acesso a respostas de dúvidas frequentes sobre a educação superior, especialmente a respeito da pós-graduação stricto sensu e da formação de professores da educação básica, como também a respeito de eventos da Capes.
As notícias e informações podem ser acessadas no twitter da Capes.

Fonte: Agecom



A CAPES Coordenação Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior vai liberar R$ 17,1 milhões para projetos de Pós-Doutorado. As inscrições vão até o dia 31 de julho de 2009. Cada projeto poderá ter até três bolsistas. Os itens financiáveis são: bolsa mensal de R$ 3,3 mil e R$ 12 mil anuais, por bolsista, para compra de material de custeio. Os projetos apoiados pelo Edital PNPD/2009 terão duração de até 60 meses. Para mais informações clique aqui.

Os projetos devem atender a, no mínimo, um dos seguintes princípios norteadores: estar relacionados à inovação e ao incremento da cooperação científica com empresas; objetivar a formação de recursos humanos em projetos de inovação ou treinamento em áreas tecnológicas; resultar em aumento da competitividade das empresas de base tecnológica, em consonância com a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP); aumentar qualitativa e quantitativamente o desempenho científico e tecnológico do país; apoiar grupos de pesquisa qualificados para dar suporte à competitividade internacional da pesquisa brasileira; contemplar a inovação, ter relevância regional ou estar inserido em uma política de desenvolvimento local; e, resultar em adensamento tecnológico e dinamização de cadeias produtivas.

Bolsas de Estudo para o Dart Center

Posted by admin 9 de jun. de 2009 0 comments

Jornalistas que cobrem violência e trauma podem inscrever-se a bolsas do Dart Center até o dia 24 de julho de 2009, um programa de capacitação na cobertura de acontecimentos violentos. As bolsas são para jornalistas de rádio, TV, repórteres gráficos, editores e produtores que tenham pelo menos cinco anos de experiência. Os selecionados participarão de um seminário de dois dias em Atlanta, EUA sobre traumas emocionais e cobertura, e terão acesso à conferência anual da Sociedade Internacional de Estudos sobre o Estresse Traumático. Mais informações clique aqui.





Fonte Ag.FAPESP

O Programa de Pós-Graduação com Relevância para Países em Desenvolvimento, que conta com bolsas do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) e do Ministério Alemão da Cooperação Econômica (BMZ), está com inscrições abertas.

O programa oferece 38 opções de pós-graduação em mestrado e três em doutorado, nas áreas de economia, gestão, desenvolvimento, engenharia, matemática, planejamento regional, agricultura, silvicultura, ciências ambientais, geociências, saúde pública, sociologia e educação.

O prazo para envio da documentação ao escritório regional do DAAD no Rio de Janeiro termina no dia 28 de agosto. Os cursos de mestrado terão duração de 18 a 24 meses, e os de doutorado, de 36 meses. O início dos cursos está previsto para outubro de 2010.

Podem candidatar-se jovens com no mínimo dois anos de experiência profissional na área do curso. São exigidos conhecimentos básicos de alemão para candidatos às pós-graduações ministradas em alemão e proficiência em inglês para aquelas oferecidas neste idioma.

Os bolsistas deverão ainda receber curso de alemão intensivo de dois a quatro meses. A lista de requisitos exigidos pelas universidades pode ser consultada nos sites dos cursos.

Terão prioridade candidatos recomendados por seus empregadores e com promessa de recolocação após o curso, além de que as chances de admissão no programa são maiores para quem dispuser de recursos financeiros próprios ou suporte do empregador ou de outra instituição. Mais informações clique aqui.


Periódicos científicos brasileiros conquistam espaço na WoS, uma das principais bases de dados no mundo. Ouvidos pela Agência FAPESP, especialistas explicam que aumento se deve à boa qualidade da pesquisa nacional, mas não pode ser confundido com aumento na produção
Fonte Ag.FAPESP / 14/5/2009 / Foto M.Boyayan / Reportagem Fábio de Castro


A ciência brasileira ganhou mais visibilidade global: o número de revistas científicas nacionais indexadas na base de dados internacional Web of Science-ISI (WoS) aumentou 205% entre 2002 e 2008.

A razão do aumento, de acordo com especialistas em cientometria e com a empresa Thomson Reuters, responsável pela WoS, é o crescimento do interesse mundial pela pesquisa científica brasileira, considerada de alta qualidade.

Esse aumento da presença brasileira na base WoS não significa que a produção científica nacional tenha crescido no mesmo percentual. Segundo pesquisadores da área de cientometria, ouvidos pela Agência FAPESP, a declaração do ministro da Educação Fernando Haddad de que teria ocorrido no Brasil um aumento de 56% no número de artigos publicados em apenas um ano (de 2007 a 2008), o que seria inédito no país e no mundo, não se justifica.

Segundo José Claudio Santos, gerente regional da Thomson Scientific para a América do Sul, desde 2006 a empresa tem procurado agregar à base de dados uma maior quantidade de conteúdos da região. Com a inclusão de novos periódicos, a presença brasileira na base aumentou 56% de 2007 para 2008.

“A comunidade internacional estava cobrando isso, porque estão sendo divulgadas continuamente notícias sobre a excelente qualidade da produção científica brasileira, especialmente nas áreas de energias alternativas, agricultura e ciências sociais. Havia demanda por um conjunto de dados que não tínhamos na base e começamos a indexar informação”, disse Santos à Agência FAPESP.

"O que aumentou foi a presença latino-americana na base de dados e o Brasil liderou esse processo de crescimento, o que é excelente. Mas isso não ocorreu devido aos investimentos do governo em ciência, como foi dito. Os investimentos continuam baixos. A razão maior foi que nos dois últimos anos foram indexadas novas revistas”, disse Rogerio Meneghini, coordenador científico do programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), criado em 1997 por meio de uma parceria entre a FAPESP e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

Segundo Meneghini, além da nova orientação da Thomson para englobar países em desenvolvimento, a empresa tem concentrado o foco em áreas temáticas como mudanças climáticas, biodiversidade, saúde pública e algumas disciplinas das ciências sociais. “O Brasil estava bem em todas essas áreas e, por conta disso, acabou se destacando entre os outros países do continente que ganharam mais espaço na WoS”, explicou.

Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo de 12 de maio, Meneghini desmentiu a versão que atribuía aos investimentos federais um suposto aumento na produção científica. Para ele, é possível que o governo tenha se equivocado ao deparar com os dados da WoS.

“Os dados sobre o aumento da indexação de periódicos brasileiros na WoS não estão disponíveis na internet. Eu os obtive à parte. Quando o governo alardeou os números como se fossem fruto de seus investimentos, logo percebi o equívoco. Acredito, supondo boa fé, que eles tenham se empolgado com os ótimos números e assim chegaram a conclusões erradas”, afirmou um dos principais especialistas brasileiros em cientometria.

Meneghini destaca que mais investimentos públicos nas revistas científicas brasileiras poderiam aumentar ainda mais a visibilidade da ciência nacional.

“Seria preciso criar certas políticas. Não basta investir dezenas de milhões de dólares anualmente para manter um portal que dá aos cursos de pós-graduação acesso às revistas nacionais – embora esse seja um produto importante. É preciso também investir nas revistas nacionais, o que não é feito”, afirmou.

De acordo com Santos, os critérios da Thomson para a indexação de revistas impressas e eletrônicas permanecem os mesmos. "Só são indexadas na base as revistas que obedecem a cinco critérios básicos: habilidade de publicar e distribuir a tempo; uso de convenções internacionais para a parte editorial; publicação preferencial em inglês; conteúdo editorial – como resumos e palavras-chave – também em inglês; e diversidade internacional”, explicou o responsável pela área comercial, editorial e de estudos bibliométricos da Thomson no continente.

O aumento da participação latino-americana na base WoS, segundo Santos, foi de 154% entre 2002 e 2008. “Em 2002, tínhamos 63 revistas do continente indexadas. Fechamos 2008 com 160, sendo 64 delas revistas brasileiras. De todos os países – Brasil, México, Chile, Argentina e Colômbia –, o Brasil foi o que mais teve aumento no número de indexações: 205%.”

Conclusões distorcidas

Para Leandro Innocentini Lopes de Faria, professor do Departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), independentemente da maneira como foi divulgado, o aumento da presença brasileira na WoS é animador – com a nova situação, o país passa da 15ª para a 13ª posição entre os países com mais artigos publicados na base de dados.

“A maneira de divulgar é que foi um tanto estranha, já que o suposto crescimento da produção científica era artificial, provocado pelo aumento do número de periódicos. Mas a boa notícia é que a ciência brasileira ganhou mais espaço”, afirmou o professor.

Lopes de Faria é autor de estudo com base na WoS e no Portal Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que será publicado na próxima edição dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo, da FAPESP.

“Nos indicadores que criamos, analisamos a produção científica considerando que a base de dados utilizada tem uma coleção constante. Se o universo de revistas é o mesmo, podemos calcular o crescimento da produção científica a partir dali. Entretanto, a partir do momento em que a WoS aumenta o número de revistas indexadas, não se pode mais comparar com o ano anterior, ou as conclusões ficariam obviamente distorcidas”, afirmou.

Segundo Lopes de Faria, o banco de dados da WoS vinha sendo frequentemente utilizado para a produção de indicadores justamente por manter uma coleção constante de revistas. Em contrapartida, o ponto negativo da base era o fato de que esse conjunto, embora estável, tinha pouca representação de revistas brasileiras.

“A falta de periódicos brasileiros era muito criticada e agora está havendo um ajuste, deixando o conjunto mais representativo. Mas se trata de um momento de mudança, o que inviabiliza análises conclusivas neste momento. A base só poderá ser usada agora para avaliar o crescimento da produção científica dentro de alguns anos, a não ser que a WoS faça uma inclusão retroativa das edições das novas revistas indexadas que foram publicadas nos últimos anos”, explicou.

Importância do SciELO

Segundo Abel Packer, diretor da Bireme e um dos idealizadores do SciELO, ao lado de Meneghini, a melhora na qualidade dos periódicos nacionais foi decisiva para o aumento de sua presença na WoS.

“Embora tenham ampliado os critérios, eles não os relaxaram. O fato é que há uma grande melhora nos periódicos, que vem sendo explicitada pelo SciELO. Com isso, ficou impossível para os organismos internacionais ignorar a ciência que vem sendo feita no Brasil”, afirmou.

Para Packer, o programa apoiado pela FAPESP teve um papel proativo no registro de um aumento das publicações científicas latino-americanas. “O SciELO demonstrou que temos um conjunto significativo de periódicos de qualidade que merece indexação internacional. Temos contribuído para dar às revistas brasileiras maior visibilidade nacional e internacional, o que se reflete em um número grande e crescente de downloads de artigos nas coleções SciELO, além do aumento do número de citações, que reflete o impacto dessa produção científica”, disse.

Ao longo do desenvolvimento da coleção SciELO, uma série de periódicos atingiu um número de fator de impacto maior que 1, algo então inédito no país. Isso se deveu, segundo Packer, à constante avaliação crítica feita pelo programa em sua seleção de artigos, cuja consequência é uma melhora de qualidade gradual dos periódicos.

“Gostaria de fazer uma crítica aos índices internacionais como a WoS, que sempre olharam nossos periódicos como produtos de segunda categoria. Chamávamos há muito tempo a atenção para que nossas revistas tivessem uma cobertura mais ampla devido à sua qualidade. Finalmente obtivemos sucesso, mas essa mudança chegou bem tarde”, destacou.

Mais qualidade

Para a cientometrista Jacqueline Leta, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a notícia de que o Brasil agora passa a ser o 13º país do mundo com mais artigos publicados na WoS deve ser comemorada.

“É uma excelente notícia. O que é ruim é a forma como foram apresentadas as causas desse crescimento – ele foi causado muito mais pela inserção de mais periódicos na base WoS do que por um aumento das publicações. A Capes tem grandes méritos, mas não fez nada sozinha”, disse.

Essa indexação de novos periódicos brasileiros, segundo ela, foi resultado de uma grande negociação e muitas articulações feitas entre a Thomson e a comunidade científica brasileira.

“Houve todo um processo editorial que levou à melhora em todos os quesitos das revistas, desde a submissão até a publicação. Tudo isso garantiu a esse periódicos uma avaliação melhor. Se não tivessem qualidade, também não entrariam na base”, apontou.

Segundo Jacqueline, é preciso ressaltar que as bases como a WoS têm limites de catalogação de periódicos. Por isso seus organizadores restringem a indexação às revistas com maior reconhecimento mundial. “As bases fazem um recorte na literatura científica mundial. Não haveria capacidade técnica ou econômica para incluir todos os periódicos do mundo”, explicou.

Os periódicos dos Estados Unidos, segundo Jacqueline, tradicionalmente dominam as bases de dados da WoS. “Se pensarmos em termos demográficos, talvez a China tenha o maior número de periódicos do mundo, mas não está representada de forma tão concentrada como outros países de grande tradição científica. Por isso, a produção científica de um país não é necessariamente proporcional ao número de artigos publicados na base. Os números precisam sempre ser entendidos levando-se em conta a dimensão da base”, disse.
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Atualização em 25/05/2009


Ciência brasileira em novo patamar
Fonte: Folha S.Paulo, Mai/2009 (http://www1.folha.uol.com.br)
Folha S.Paulo Opinião, 25 de maio de 2009
Tendências/Debates
Sergio Machado Rezende

O aumento do número de artigos publicados do Brasil,

proporcionalmente maior que o do resto do mundo, consolida uma tendência

COMO NOTICIOU esta Folha no último dia 6, a produção científica do Brasil, medida pelo número de artigos indexados na base internacional de dados Thomson Reuters-ISI, cresceu 56% em 2008, se comparada com 2007. O país passou da 15ª para a 13ª colocação no ranking mundial de artigos publicados, ultrapassando países com longa tradição científica, como a Rússia e a Holanda. A notícia foi comemorada pela comunidade científica brasileira, que conta atualmente com 200 mil membros, entre mestres e doutores.Mas a formação, como é feita hoje, com exigências de cursar disciplinas e fazer pesquisa para elaborar dissertações e teses, só foi iniciada em 1963, quando o professor Alberto Luiz Coimbra criou "na marra" a Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) na então Universidade do Brasil (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro).Somente cinco anos depois o Ministério da Educação regulamentou a pós-graduação, "legalizando" os diplomas concedidos pela Coppe e por outros cursos. E apenas em 1969, com a criação do regime de tempo integral para docentes pesquisadores, os grupos de pesquisa e os cursos de pós-graduação se disseminaram em todo o país e o sistema nacional de ciência e tecnologia (C&T) começou a ganhar dimensão e consistência. O fato de a nossa ciência ser tão recente é a principal razão para a surpresa da notícia de que o Brasil ultrapassou Rússia e Holanda no ranking de publicações científicas. Mas esse fato não teve comemoração unânime.Logo surgiram os céticos e críticos perscrutadores.A primeira crítica é que a ciência brasileira não tem o impacto medido pelas citações na mesma proporção dos artigos publicados.Isso é verdade e decorre, dentre outras razões, da pouca tradição de nossa ciência.Outra crítica, mais forte, foi a descoberta de que o grande aumento da produção de um ano para outro decorreu da ampliação da base da Reuters. O número de revistas brasileiras indexadas passou de 63, em 2007, para 103, em 2008.No entanto, a Reuters também aumentou a base das revistas indexadas de todos os países, principalmente daqueles fora do núcleo de longa tradição científica. Em todo o mundo, a base passou de 9.000 para mais de 10 mil, e o número total de artigos indexados cresceu de 960 mil, em 2007, para 1,4 milhão, em 2008 -um salto de 49%. O aumento do número de artigos do Brasil, proporcionalmente maior que o do restante do mundo, vem consolidar uma tendência das três últimas décadas. A contribuição do país na produção mundial, que em 1981 era de 0,44%, hoje é de 2,12%. O aumento na formação de pesquisadores e no número de artigos científicos publicados é resultado de um esforço continuado de toda a sociedade. Mas o governo federal teve papel essencial nesse processo, principalmente por meio de suas agências de fomento, CNPq, Finep e Capes.Assim, compartilho da opinião do ministro da Educação, Fernando Haddad, que creditou essa evolução ao governo federal, mas também ao papel das fundações estaduais de amparo à pesquisa, em especial da Fapesp, e ao trabalho dos cientistas.A significativa evolução dos últimos anos é decorrente, em grande parte, da prioridade hoje atribuída à ciência e à tecnologia. O orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia passou de R$ 2,835 bilhões, em 2002, para R$ 6,632 bilhões, em 2008. Nesse mesmo período, o número de bolsas de pós-graduação do CNPq passou de 11.347 para 18.500, e as de pesquisa passaram de 7.765, em 2002, para 12.015. No caso da Capes, as bolsas de pós-graduação passaram de 23.334, em 2002, para 39.892.Pela primeira vez na história, o país tem um Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação, com prioridades claras e programas com objetivos, metas e orçamentos, os quais totalizam R$ 41 bilhões para projetos em universidades, centros de pesquisa e empresas.O financiamento à pesquisa científica e tecnológica e à inovação tem estimulado pesquisadores e empresários empreendedores. Um exemplo do aperfeiçoamento dos instrumentos de apoio e da política de C&T está na criação dos 123 institutos nacionais de C&T, que receberam recursos da ordem de R$ 605 milhões.O caminho para tornar esse setor um dos pilares do desenvolvimento nacional ainda é longo, mas está sendo percorrido com consistência, determinação e velocidade crescentes.

SERGIO MACHADO REZENDE, 68, físico, doutor em física pelo MIT (EUA), professor titular da Universidade Federal de Pernambuco, é Ministro da Ciência e Tecnologia.

FSP seleciona projetos de pesquisa

Posted by Kel de Castro 13 de mai. de 2009 0 comments

Escolhidos receberão bolsa de R$ 2.300 mensais
DA REDAÇÃO
A Folha dá início hoje a um concurso para incentivar pesquisas sobre a

história do jornalismo brasileiro. Chamado de Folha Memória, o

programa selecionará três projetos de pesquisa e premiará seus autores

com uma bolsa de R$ 2.300 mensais -mediante reembolso de despesas.

Nos seis meses em que receberão essa ajuda de custo, os candidatos

selecionados deverão conduzir sua pesquisa com rigor acadêmico e

transformá-la em um texto de interesse geral e caráter jornalístico.

Eles serão orientados por um jornalista da Folha.

O melhor dos três trabalhos será publicado em livro editado pela

Publifolha, e seu autor ganhará um laptop.

No concurso, que tem patrocínio da Pfizer, a história do jornalismo

deve ser entendida em sentido amplo -ou seja, podem ser investigados

fenômenos de qualquer época do jornalismo do país.

Os projetos também não precisam se restringir ao estudo de nenhum meio

jornalístico específico -podem ser estudados veículos impressos,

on-line etc.

Poderá inscrever seu projeto quem estiver concluindo ou tenha

concluído graduação em qualquer universidade brasileira. Só será

aceita a inscrição de um projeto por pessoa e as pesquisas devem ser

individuais.
Inscrição e seleção

A inscrição deve ser feita no site http://folhamemoria .folha.com. br,

até o dia 28 de junho. Ao se inscrever o candidato preenche uma ficha

à qual anexará o projeto de pesquisa. No site está também regulamento

detalhado do concurso.

A seleção passa por três fases. Na primeira, 30 projetos finalistas

serão selecionados pela Folha e encaminhados para uma banca composta

pela historiadora Isabel Lustosa, da Fundação Casa de Rui Barbosa,

pela jornalista Renata Lo Prete, editora do Painel, e por Silvia

Prevideli, consultora em Comunicação Corporativa da Pfizer. Essa banca

escolherá os três contemplados com as bolsas, cujos nomes serão

divulgados em 9 de agosto.

A partir do dia 10 de agosto, os três bolsistas devem começar a

trabalhar na pesquisa, cujo resultado final deverá ser entregue seis

meses mais tarde a uma outra banca.

Nessa etapa, os avaliadores serão Eleonora de Lucena,

editora-executiva do jornal, Nicolau Sevcenko, professor de história

da USP, e Cristiane Santos, gerente de Comunicação Corporativa da

Pfizer. Eles vão escolher o trabalho vencedor, que será divulgado no

mês de fevereiro de 2010.

Pesquisa 2010 Japão

Posted by admin 18 de abr. de 2009 0 comments

Bolsa para realização de pesquisas em universidades japonesas, que oferece ao interessado a oportunidade de cursar mestrado e/ou doutorado e prorrogar a bolsa, caso venha a ser aprovado no exame de admissão da universidade japonesa. Para aqueles que não têm o domínio da língua japonesa, será ministrado, no Japão, um curso básico nos seis primeiros meses. É preciso falar inglês. Inscrições abertas até 29/5/2009 (pessoalmente) ou 20/5/2009 (Correios). Para saber mais clique aqui.

Bolsas para Mestrado (Europa/Brasil). Estão abertas inscrições até o dia 20 de abril para bolsas de Estudo do COMUNDUS EUROPEAN MASTER OF ARTS IN MEDIA, COMMUNICATION AND CULTURAL STUDIES 2009/2010. O programa prevê que os estudos serão desenvolvidos em dois países para que a futura carreira do profissional tenha uma orientação internacional com um desenvolvimento geral tanto da produção, como da análise e utilização da mídia. Mais informações clique aqui. Para participar é preciso falar inglês.

Vem aí o Global Media Forum. De 3 a 5 de junho em Bonn, Alemanha. Entre as muitas questões que serão debatidas pelos participantes está a questão Social Cultural da Mídia. Plataformas sociais como Twitter, Flickr e os blogs podem ser considerados ferramentas profissionais? Professores, jornalistas e outros profissionais podem utilizar estas ‘ferramentas’ para melhorar a maneira como atuam? Esta forma de comunicação sem fronteiras criada pelas novas plataformas sociais escapa da ‘lei’ e da ‘censura’? O evento está sendo promovido pelo grupo internacional Deutsche Welle que produz rádio, tv e internet em diversas línguas, inclusive o português. O Deutsche Welle também mantem o Instituto Internacional de Treinamento para Jornalistas, DW Akademie, que oferece 15 bolsas integrais para um mestrado em estudos midiáticos (International Media Studies). As inscrições estão abertas até o dia 31 de maio de 2009. Informações podem ser obtidas no site. Para participar é preciso falar inglês e alemão.


Pró-Cultura CAPES
OBJETIVOS:
Promover, por meio de projetos conjuntos de pesquisa, a articulação e o diálogo entre pesquisadores e grupos de pesquisas que atuam no campo de estudos da cultura em instituições nacionais de ensino superior; fomentar novos estudos e pesquisas no campo da cultura; contribuir para o aperfeiçoamento de pessoal de nível superior na pesquisa sobre aspectos contemporâneos e interdisciplinares relacionados ao campo cultural.
BENEFÍCIOS:
* bolsa no País, com prazo de implementação e duração vinculadas ao de vigência do projeto, na modalidade de mestrado, com duração máxima de 24 (vinte e quatro) meses;
* passagens aéreas, adquiridas na classe econômica e tarifa promocional, para missões de estudos, de pesquisa e de docência no país;
* diárias para missões de pesquisa e docência, conforme valores estabelecidos no anexo II;
* despesas de custeio para realização de eventos nacionais, publicação dos resultados alcançados e outras despesas relacionadas às atividades do projeto.
DURAÇÃO:
* 2 anos para o exercício orçamentário;
* 3 anos para a execução do projeto.
Para ver o edital e a ficha de inscrição clique aqui CAPES.

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