Os governos do Brasil e da Índia estão desenvolvendo um plano de ação para comemorar o Jubileu de Platina, 75 anos de relações diplomáticas, em 2023. Nesta entrevista o professor Madan observa os benefícios e as contradições advindas das novas tecnologias e alerta para a divisão digital iminente que dificulta a inclusão dos marginalizados.

The governments of Brazil and India are developing an action plan to celebrate the Platinum Jubilee, 75 years of diplomatic relations, in 2023. In this interview, Professor Madan notes the benefits and contradictions arising from new technologies and warns of the imminent digital divide that makes it difficult to include the marginalized.

Para ler a Revista da UNEMAT na íntegra clique no link: Revista Comunicação, Cultura e Sociedade


"The successor of homo sapiens is homo digitalis. We will live simultaneously in physical, virtual and artificial worlds. AI is the most powerful magic ever invented."

Para Toby Walsh, professor de Inteligência Artificial da Universidade de New South Wales, centro de excelência da Austrália para pesquisa em Tecnologias da Informação e Comunicação da Austrália, é preciso chamar à ação globalmente os líderes empresariais, empreendedores, acadêmicos e formuladores de políticas. A observação é feita de maneira provocativa no novo livro de Walsh, “2062: The World that AI Made”, onde o autor revela que centenas de respondentes de uma pesquisa (2017) afirmam que até 2062 os rôbos serão tão inteligentes quanto os humanos. Entre as principais questões discutidas nos onze capítulos do livro destacam-se:

  • A Inteligência Artifical afeta a política, a paz, a prosperidade e/ou a guerra? O professor Walsh assina uma carta aberta mundial pelo banimento de armas autônomas ou robôs assassinos.
  • Como a Inteligência Artificial consegue redefinir o que torna o humano realmente humano?
  • A Inteligência Artificial vai acabar com os empregos dos humanos?

Muitos são os desafios a serem enfrentados no mundo digital, conforme descreve Walsh nos campos político, empresarial e principalmente social.

Começa hoje (01/12/2020) o #meistudies2020 3º Media Ecology and Image Studies neste ano totalmente virtual e debatendo questões sobre 'Democracia, meios e pandemia'. O artigo que escrevi em parceria com profa. Dra. MErica O.Lima (UFC) apresenta um estudo sobre a transição tecnocultural que acontece na TV Digital Aberta do Brasil expressada pelas mudanças na vida social e nas estruturas econômica, política e cultural durante o isolamento social, medida preventiva contra o coronavírus. Entre os novos processos destacamos: a) as entradas ao vivo direto ("lives") das residências feitas pelos jornalistas e/ou pelos entrevistados (especialistas e autoridades); b) as lives virtuais, noticiosas ou de entretenimento; e c) a obrigatoriedade do uso da máscara facial em reportagens externas, acessório que poderá ser do tipo transparente conforme projeto de lei (3370/2020) que tramita no Senado. A transição para TV Digital Aberta 3.0 acontece em plena efervescência caótica tecnocultural onde mesclam-se: evolução de formatos audiovisuais, dronificação do jornalismo, plataformas de streaming, disputas pelo 5G e regulamento de uso do espectro de radiofrequências. Todas estas mudanças e outras que estão sendo experienciadas por diversos setores da sociedade brasileira refletem a influência da tecnologia da cultura visual, principalmente da televisão. Fundamental, portanto, que ocorra um amplo debate entre indústria, associações, governo, universidade e sociedade brasileira sobre o novo marco legal da radiodifusão, previsto para 2021. #jornalismotelevisual #tvdigitalaberta #gingadtv #brasil5G #brasiltv3.0


O escritor e professor indiano dr. Madan Rao ("YourStory Media") entrevistou Richard Busulwa, Naomi Birdthistle e Steve Dunn, co-autores do  livro 'Startup Accelerators: A Field Guide’. Entre as ideias valiosas compartilhadas na reportagem destacam-se os caminhos para enfrentar o impacto da pandemia pelos aceleradores, bem como as funções dos aceleradores corporativos e as mentalidades de resiliência. O livro está repleto de análises de pesquisas, entrevistas em primeira mão com fundadores e gerentes de aceleradores e tabelas úteis, comparando várias ofertas de aceleradores. O material é totalmente referenciado, e está escrito em um estilo acessível para os fundadores. Leia a entrevista completa em Your Story Media (em inglês).

Growth Academy (startups)

Posted by admin 26 de nov. de 2020 0 comments


O Google para startups desenvolveu um programa com duração de dez semanas para ajudar empreendedores na aceleração dos negócios. É o Growth Academy que aborda entre outros tópicos, os seguintes: modelos de growth e retenção, loops de aceleração, economia comportamental e psicologia. O programa conta com o apoio da Growth Academy (internacional).



O prof. Dr. Ronald Riggio da Universidade de Claremont McKenna (Califórnia, EUA), estuda há décadas através da psicologia organizacional as razões e os fatores psicológicos implícitos pelos quais os maus líderes (tiranos e ditadores) – que podem ser considerados antiéticos, instáveis ou incompetentes –, seguem na liderança em cerca de 50 países no mundo. Em um artigo publicado em outubro de 2019, Riggio descreve algumas dessas razões. Clique aquipara ler o original em inglês.

1. A pesquisa mostrou que os piores líderes (tiranos) são muito narcisistas e arrogantes. O pesquisador acredita que o líder pode sugerir aos eleitores que tem força e confiança, mas na verdade, trata-se de arrogância e narcisismo. Um líder narcisista não tem humildade, ignora os conselhos dos outros e não aprende com os próprios erros.

2. A pesquisa revelou também que algumas pessoas aceitam sem questionar a explicação do líder, como se ele estivesse em um pedestal, mesmo que, eventualmente, ele esteja errado. Esta atitude revelaria uma "preguiça cognitiva" e uma sensação de estar em conformidade (endossar) com aqueles que compartilham as mesmas crenças e ideologia política. Algumas pessoas acreditam que o outro líder é pior que o deles, porque "esse diabo nós já conhecemos" e até podemos perdoar algum "deslize" que ele tenha cometido.

3. Para tentar justificar os erros dos maus líderes, seus seguidores destacam os bons resultados obtidos, algo como, "os fins justificam os meios". O problema é que a eficácia não pode estar conectada ao mau comportamento de um líder, que tira proveito de outras pessoas e/ou explora maneiras para obter lucro em benefício próprio ou de seus familiares.

4. Por último, o estudo destaca a "liderança tóxica", ou seja, maus líderes atraem maus seguidores ("capangas") porque essa proximidade lhes dá uma falsa sensação de compartilhar o poder.

Entre as sugestões do prof. Riggio para se tornar um bom líder estão: 1) unifique – esqueça a divisão entre "eles x nós"; 2) eficácia não destrutiva – não crie inimigos e não destrua o meio ambiente ao buscar bons resultados; 3) compartilhe – aumente sua capacidade de liderança consultando, ouvindo e cuidando de todos; e 4) legado positivo – deixe a equipe, organização ou nação melhor do que a encontrou.


Os editores Carlos Parra e Jerry Haar da Universidade Internacional da Flórida (EUA) disponibilizam um estudo sobre as corporações multinacionais (EMNs) e as pequenas e médias empresas (PMEs) na América Latina (2018). As últimas três décadas testemunharam uma aceleração da globalização, medida pelos fluxos internacionais de capital, comércio e capital humano. A colaboração internacional e os acordos comerciais também beneficiaram significativamente as economias da Ásia e da América Latina e do Caribe (LATAM). Os modelos de negócios das multinacionais eram ideais para disseminar a inovação globalmente, aproveitando diversas fontes de capital humano, aproveitando os custos de produção mais baixos e acessando várias fontes de financiamento. 

No caso das PMEs competindo no mundo globalizado do século 21, a pequenez pode ser uma virtude. Para começar, pequenez e tecnologia são os grandes “equalizadores”. É cada vez mais acessível e economicamente viável para empresas de todos os tamanhos e em uma ampla gama de setores. Sistemas e fontes baseados em tecnologia estão agora ao alcance das empresas para inteligência de mercado, produção, sistemas de informação de gestão, controle, gestão financeira e atendimento ao cliente, ajudando assim a nivelar o campo de atuação para as PMEs enquanto competem com as multinacionais. Além disso, a pequenez permite às PMEs maior flexibilidade, latitude e rapidez na resposta a ameaças ou oportunidades. Além disso, sejam as PMEs de nações industrializadas ou de mercados emergentes, a liberalização do mercado e as medidas de reforma dos governos (por exemplo, políticas fiscais, de investimento, monetárias e regulatórias) podem permitir que as PMEs sejam mais produtivas, eficientes e lucrativas, ao mesmo tempo que atraem maiores investimentos . À medida que o ambiente de negócios da LATAM se torna cada vez mais competitivo, as multinacionais e as PMEs enfrentam desafios e oportunidades para impulsionar a lucratividade, o crescimento dos lucros, a participação no mercado e o valor patrimonial de suas empresas. Entre as principais estratégias para atingir seus objetivos, as EMNs e as PMEs perceberam que os vínculos podem produzir os resultados desejados. Este white paper explora a questão dos vínculos entre as PMEs das EMNs no que se refere às EMNs que operam na LATAM e relata as experiências de várias empresas que estabeleceram vínculos com as PMEs na região. Em particular, este white paper enfoca as ligações sinérgicas, ou aquelas que se esforçam para ajudar os dois atores a crescer, se tornarem mais competitivos e inovadores. O documento está organizado da seguinte forma, a próxima seção contextualiza as EMNs e as PMEs em geral e na América Latina, a fim de destacar a importância dos vínculos entre as PMEs e as EMNs na região. Em seguida, apresentamos uma discussão sobre os tipos de vínculos que podem ser estabelecidos e os fatores que encorajam e impedem os vínculos sinérgicos. Em seguida, delineamos os resultados das entrevistas realizadas com seis EMNs que operam na LATAM antes de apresentar as conclusões do estudo. Esperançosamente, as experiências e lições aprendidas serão úteis tanto para as EMNs quanto para as PMEs, ao considerarem as ligações no futuro.


Com mais de trinta anos de experiência em empreendedorismo, administração de negócios e casos de sucesso a Entrepreneur Magazine disponibiliza para download online a 4a. edição do guia Starting your own business - everything you need to start a successful business. O livro apresenta centenas de horas de entrevistas e pesquisas realizadas pela equipe de negócios especializada da revista Entrepreneur, entre eles, destacam-se: estruturas de negócios, equipamentos, publicidade, marketing,  listas de recursos nos apêndices, associações, publicações e provedores de serviços. 


O Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID prioriza a inclusão social e a igualdade, a produtividade e a inovação, e a integração econômica regional em seu trabalho de desenvolvimento por toda a América Latina e o Caribe. O relatório de 2017 Fintech: Inovações que você talvez não saiba foram da América Latina e do Caribe (BID, 2017) 
descreve a evolução e os avanços alcançados nas medições e análises realizadas em 2017 e examina novas dimensões relevantes para o ecossistema, bem como, aborda as questões transversais de igualdade de gênero e diversidade, a mudança climática e a sustentabilidade ambiental, e a capacidade institucional e o Estado de direito.
O primeiro capítulo apresenta um panorama do setor na região, destacando a evolução dos diferentes segmentos de negócio e a distribuição geográfica das start-ups, bem como o estado de desenvolvimento e maturidade do ecossistema. Inclui novas dimensões, como a situação na América Central, Panamá e República Dominicana, bem como uma abordagem de questões como segurança cibernética e falhas iniciais. 
O segundo capítulo aborda questões de gênero e Fintech em três dimensões: mulheres como fundadoras de empresas Fintech, mulheres como trabalhadoras na indústria Fintech e mulheres como usuárias de serviços Fintech. 
O terceiro capítulo aborda a colaboração entre os diferentes atores, como estão organizados e seus principais programas e iniciativas, com ênfase especial nas associações Fintech em diferentes países da região. 
O quarto capítulo discute o potencial do setor Fintech para melhorar a inclusão financeira e o financiamento do setor produtivo na América Latina.
O quinto capítulo examina a evolução da regulação e supervisão e apresenta exemplos e desenvolvimentos nesta área. 
O sexto capítulo oferece algumas conclusões sobre o crescimento contínuo e consolidação progressiva do ecossistema da região.

Curiosidade Epistêmica

Posted by admin 6 de out. de 2017 0 comments

Estudos revelam que a curiosidade pode ser de dois tipos: a perceptual (todos os animais) e a epistêmica (humana). A perceptual é evocada em animais e humanos por estímulos visual, auditivo ou tátil. A curiosidade epistêmica vai além, porque busca compreender as coisas e preencher os vazios do conhecimento, como se estivesse faltando uma peça no quebra-cabeças da vida. (BERLYNE, 1954). A curiosidade epistêmica não é o ato de supor, porque ela é tenaz e vem com força para aprofundar o conhecimento sobre um tema, uma pessoa, um acontecimento, a partir de uma atenção estabilizada e sustentada, desde o disparo motivacional que origina o desejo de conhecimento. (SCHMITT e LAHROODI, 2008). 
Em alguns casos, há uma tendência natural da curiosidade humana em favor de temas de interesse prático, contudo, para Schmitt e Lahroodi (2008) a curiosidade epistêmica favorece novas visões de mundo porque, dinamicamente, ultrapassa as fronteiras dos interesses individuais e, progressivamente, permeia a atenção de uns com outros. Aquisição e transmissão do conhecimento, tarefa complexa para educadores e jornalistas. Como incentivar a curiosidade epistêmica do jornalista ou do aluno diante da grande oferta de “fast answer” que não sacia a fome de conhecimento? 
A curiosidade jornalística epistêmica é a habilidade que o cérebro tem, ao se defrontar com um conhecimento novo, de recorrer à memória e ativar a emoção para a elaboração de perguntas. E se curiosidade epistêmica é uma habilidade importante para o jornalista, a memória parece ser sua melhor parceira.
Apresentei minha pesquisa sobre o tema no Congresso da Intercom Curitiba, em 2017. O artigo "A Curiosidade Epistêmica Jornalística e a Narrativa Autoral" que assino com Cremilda Medina, minha orientadora da tese doutoral está disponível aqui


O livro Startup Smart - a handbook for entrepreneurship tenta responder essa pergunta e muitas outras. A autora é a professora Deirdre Sartorelli, diretora do Angle Center for Entrepreneurship no Endicott College em Beverly, Massachusetts (EUA). 
Sartorelli observa que os empreendedores não nascem com espírito empreendedor. No livro a autora oferece ensinamentos para aquisição de conhecimento e habilidades para transformar uma ideia em um negócio de sucesso e obter sustento individual e familiar.

Começar um negócio, seja fazendo um produto ou prestando um serviço, pode ser assustador. Qualquer um que disser o contrário provavelmente nunca o fez. Trabalharemos em como você pode se sentir confortável com a ideia de risco e, em seguida, tentar minimizar esses riscos sempre que possível. Vamos ajudá-lo a descobrir o que é necessário para fazer seu negócio durar a longo prazo e como garantir que seu negócio funcione sem problemas. Queremos que você seja capaz de olhar para trás com orgulho em sua criação meses e anos a partir de agora. Algo de vital importância para o seu negócio é, naturalmente, o cliente! Embora você possa pensar que todos comprarão seu produto ou serviço, você não pode planejar seu negócio dessa forma. Parece contra-intuitivo, mas a verdade é que, se você tentar vender para todos, não vai vender para ninguém. Por fim, vamos ajudá-lo a planejar o futuro do seu negócio.

 

O que se faz de formal, de ‘edição’ no telejornalismo atual nada mais é do que a castração da realidade viva da notícia. Não sei, realmente, o que é pior: se os efeitos da censura, se a aparência falsa que se dá à notícia formalmente estética. (Armando Figueiredo, 1982). 

O artigo Por um jornalismo capaz de abarcar a essência dos acontecimentos e os interesses da sociedade apresentado no XI Conferência Nacional de História da Mídia (2017) apresenta um estudo sobre o processo de produção do jornalismo televisivo, apoiado na metodologia de análise documental e bibliográfica. O levantamento histórico revelou que as imagens técnicas produzidas pela câmera fotográfica ou de vídeo, celular, drone e software de edição de imagens ganharam primazia no cotidiano do mundo da vida, em especial no jornalismo como produtor de verdades simbólicas. A aceleração automatizada da produção noticiosa está a provocar o estreitamento da visão analítica do jornalista, atitude impensável na prática profissional e no exercício da cidadania democrática, que precisa debater as questões da sociedade, a céu aberto, com a participação de todos os segmentos.
Palavras-chave: História do Jornalismo; Telejornal; Edição de Imagens; Algoritmo.
Introdução
Para ler o artigo na íntegra clique aqui.



 


A dica para quem empreende ou pesquisa sobre empreendedorismo é o livro Media Innovation and Entrepreneurship editado por Michelle Ferrier e Elizabeth Mays. Na apresentação Jan Schaffer observa que é o livro é uma porta de entrada para o futuro e a hora de entrar é agora. 

Encare os fatos: você entrará em um mundo onde o empreendedorismo de mídia está em alta. Centenas de jornalistas demitidos estão irrigando desertos da mídia comunitária lançando startups de notícias hiperlocais. Dezenas de empreendimentos de notícias sem fins lucrativos em todo o estado estão trazendo de volta o jornalismo de responsabilidade às capitais estaduais. Os fundadores de startups estão adotando sites de nicho com um único tópico, mergulhando profundamente em mudanças climáticas, saúde, artes e cultura, educação pública e muito mais. E, é claro, os capitalistas de risco transformaram empresas como Vice, Vox e BuzzFeed em US $ 1 bilhão mais unicórnios, 3 tão confiantes que terão o retorno de seu investimento.


Da Idade Mítica à Idade Mídia

Posted by admin 15 de set. de 2016 0 comments

Colégio de Brasilianistas da Comunicação: imaginário coletivo da nossa sociedade, da Idade Mítica à Idade Mídia

Mirna Tonus (UFU), Elza de Oliveira Filha (UFTPR) e Sérgio Mattos (UFRB). Por: Regina Cunha
Regina Cunha*

A cada ano a INTERCOM surpreende cada vez mais os associados, bem como aqueles que participam do Congresso Anual pela primeira vez. Em 2016, o Pré-Congresso foi realizado do dia 1º ao dia 6 de setembro reunindo centenas de pesquisadores de diversas instituições acadêmicas do Brasil e de vários países. Além do Colóquio Latino-Americano de Ciências da Comunicação, outro evento que mobilizou a atenção dos estudiosos foi o III Encontro Internacional do Colégio de Brasilianistas da Comunicação que aconteceu nas sedes paulistanas da INTERCOM, em Pinheiros e Brigadeiro. As bases teóricas e metodológicas que estruturam as inúmeras investigações científicas do campo comunicacional foram apresentadas e debatidas através das histórias de vida e obra dos principais autores científicos, artistas e profissionais que mais se destacaram no estudo, na divulgação e no fortalecimento do conhecimento sobre o Brasil.
A ideia de estudar os brasilianistas comunicacionais é do professor doutor José Marques de Melo, incansável pesquisador do campo da comunicação em todas as suas inter e transversalidades. A proposta amplia-se a cada encontro, e já conta com um site na web, o Portal Mutirão do Brasileirismo Comunicacional, uma parceria entre a Cátedra UNESCO/Metodista de Comunicação para o Desenvolvimento Regional e a INTERCOM.  Na verdade trata-se de uma verdadeira torre de babel como define o próprio professor Marques de Melo: “Trata-se  o presente “Portal” de  aventura  intelectual que me tem fascinado desde os tempos de estudante de graduação, quando tive  consciência da Babel terminológica em que estava me embrenhando, numa  área  cognitiva em processo de constituição.”
Quem poderia imaginar um debate onde estariam lado a lado Edgar Morin e Décio Pignatari? Ou Dom Pedro II e Leonel Brizola? Ou ainda Carmen Miranda com suas bananas e balangandãs ao lado do cantor gaúcho Teixeirinha? Pois são os perfis bio-bibliográficos de brasileiros e estrangeiros que através de uma perspectiva histórica e cultural ajudam a compreender “o imaginário coletivo da nossa sociedade, da Idade Mítica à Idade Mídia”, explica Marques de Melo.
Quem apresentou a vida e o pensamento de Edgar Morin foi o professor  Giovandro Ferreira, da Universidade Federal da Bahia, e Décio Pignatari foi apresentado pela professora  Elza Aparecida de Oliveira Filha, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná. O tema da mesa  “Histórias de Vida e Ideias Configurantes do Pensamento Comunicacional  Contemporâneo”  contou, também, com as participações da professora  Mirna Tonus, da Universidade Federal de Uberlândia, apresentando o trabalho de Hugo Asmann; o professor Sérgio  Mattos, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, apresentou Emile McAnany; e a professora  Ana Regina Rego, da Universidade Federal do Piauí, premiada como Liderança Emergente pelo INTERCOM 2016, que apresentou a vida e a obra de Manuel Parés i Maicas. Mas não se tratava apenas de apresentar, e sim, de  debater os conceitos teóricos, as perspectivas metodológicas, as contribuições científicas e pessoais, com o objetivo de registrar e compartilhar com os pesquisadores luso-ibero-latino-americanos esse imenso universo plural, científico, criativo e abrangente. Essa mesa, em especial, contou com a ativa participação do professor Antonio Hohlfeldt, da Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que sugeriu aos palestrantes ampliar a contribuição, traduzindo e publicando as obras de autores como McAnany e Parés, ainda pouco conhecidos no Brasil.
Pensar e escrever o Brasil em pleno século XXI, através do pensamento comunicacional dos brasileiros e estrangeiros de todas as idades que se dedicam a estudar o país, a sociedade, a história, a arte, a ciência, a cultura, é tarefa fundamental, porque é através do conhecimento desse importante legado que surgem as linhas que compõem o traçado cartográfico do território brasilianista da comunicação.

*Pós-graduanda do Programa de Pós- Graduação de Ciências de Comunicação - PPGCOM

Artigo originalmente publicado no Portal USP e no Portal Metodista 

Start-up e Empreendedorismo

Posted by admin 13 de set. de 2016 0 comments



O relatório bienal (2012-2013) da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico Revisão OCDE destacava as principais tendências em ciência, tecnologia e política de inovação nos países que integram a instituição. O documento também apresentava tópicos específicos que estavam e estão no topo da agenda dos formuladores de políticas de inovação, como o papel dos direitos de propriedade intelectual e dos mercados de licenciamento de tecnologia no desempenho da inovação, políticas para aumentar os benefícios da globalização de P&D (pesquisa e desenvolvimento) empresarial, recursos humanos para ciência e tecnologia e avaliação de políticas de inovação. Entre as observações destacam-se a necessidade de apoio público ao empreendedorismo. 

As políticas públicas para o empreendedorismo são frequentemente motivadas por evidências que demonstram o impacto de empresas jovens inovadoras no crescimento econômico e na criação de empregos. Os formuladores de políticas também procuram abordar as falhas de mercado percebidas para as start-ups, incluindo assimetrias de informação e lacunas de financiamento. Por exemplo, as assimetrias de informação nos mercados de crédito são maiores para novas empresas sem histórico de crédito, enquanto o financiamento formal de capital tende a financiar estágios posteriores de investimento de menor risco. Como resultado, o financiamento do empreendedorismo frequentemente vem das três vertentes (três 'F's em inglês): fundador, família e amigos (friends). 

O empreendedorismo inovador também ganha destaque no relatório e vem sendo incentivado em muitos países e de muitas maneiras diferentes. Empreendedores inovadores exploram novos conhecimentos que são comercialmente valiosos, mas não comercializados por empresas estabelecidas que priorizam a maximização dos lucros de produtos existentes. 

 A França apoiou o desenvolvimento de clusters por meio de polos regionais; 

Finlândia tem apoiado start-ups de alto crescimento por meio de programas de aceleração de negócios em setores intensivos em conhecimento, como ciências da vida, tecnologias de informação e comunicação (TICs) e tecnologia limpa; 

a Alemanha adotou uma abordagem abrangente para o apoio ao empreendedorismo universitário por meio do esquema EXIST, que promove a cultura empreendedora, bolsas iniciais e transferência de tecnologia em instituições de ensino superior. Uma abordagem de parceria formal foi seguida na Holanda com o Techno-Partner, um programa para apoiar novas empresas de base tecnológica por meio de parcerias regionais envolvendo universidades de ciência aplicada, incubadoras, empreendedores experientes, bancos e financiamento de capital.

As “Gazelas”, jovens empresas inovadoras de alto crescimento, têm sido o foco da política de empreendedorismo e têm chamado a atenção dos formuladores de políticas devido ao número de empregos que se estima criar. Neste caso, o apoio público tem sido geralmente orientado para a aceleração do seu crescimento e internacionalização. O México possui um programa nacional de auxílio às gazelas por meio de treinamento, consultoria especializada e apoio à comercialização de produtos e serviços no mercado internacional, principalmente nos Estados Unidos. A Espanha introduziu um esquema baseado em subvenções para jovens empresas inovadoras que subsidia despesas relacionadas a P&D, como despesas com pessoal de pesquisa, direitos de propriedade intelectual e instalações de pesquisa. Para empresas mais maduras (além do estágio inicial), a Holanda oferece aos bancos e empresas de capital privado uma garantia de 50% sobre o capital recém-emitido ou empréstimos intermediários.

O que torna Vancouver atrativa para os estudantes?
Saiba o porquê da popularidade de British Columbia no Canadá como destino educacional.


Vancouver, no Canadá recebe milhões de visitantes todos os anos. A maioria, apenas para desfrutar de poucos dias de férias, mas cada vez mais parte destas pessoas acaba se apaixonando pela cidade e decide ficar um pouco mais. Os dados estatísticos oficiais comprovam. No ano passado, mais de meio milhão de estudantes de todas as partes do mundo, além dos milhares de jovens canadenses de outras cidades se inscreveram em cursos de formação superior em cerca de 500 instituições particulares e privadas de Vancouver. Um terço de todos os estudantes internacionais do Canadá vive hoje na Bristish Columbia.

Para saber mais veja a reportagem de Ricardo Abravanel em Vancouver Updates.


Artigo originalmente publicado no Portal Imprensa em 8/4/16

Opinião: Artífices do Porvir, por José Marques de Melo

Marques de Melo na sede do Intercom em SP                          foto @cultmidia 2015
Confesso que vacilei, antes de aceitar o convite de Fernando Haddad, então ministro titular da pasta da Educação, para presidir a comissão encarregada de elaborar as diretrizes curriculares para os cursos de jornalismo, que deixavam de ser habilitação do polivalente curso de comunicação social. Minha relutância decorria da polarização existente na categoria profissional dos jornalistas.

Num extremo, perfilavam os “anacrônicos”, advogando uma formação evolutiva, ancorada no passado mítico da nossa profissão. No outro, estavam os “modernosos”, fissurados no “aqui e agora”, ignorando os processos. Um contingente relativizando a história configurada e o outro desdenhando a história em movimento. Enquanto refletia sobre o argumento usado pelo ministro, que enaltecia o papel crucial do jornalismo no fortalecimento da nossa episódica democracia, passei a limpo minha própria experiência.

Recordo que me engajei no curso de jornalismo, em 1961, seduzido pelas oportunidades cognitivas que o currículo da Universidade Católica de Pernambuco me oferecia no terreno historiográfico.Aquilo que meus colegas de classe julgavam exagerado eu considerava insuficiente, buscando fontes complementares para suprir o que desconhecia. 

Segundo o programa de ensino, devíamos começar pela História Antiga (fincando os pés no mundo greco-romano) e percorrer as veredas das formações sociais europeias (História Medieval) para só então percorrer o fascinante universo das sociedades que nos formaram culturalmente (História Moderna e Contemporânea). Nosso currículo, em grande parte circunscrito ao espaço euro-latino, sonegava informações sobre as sociedades orientais, o mundo afro-asiático e o continente americano, inclusive o Brasil.

Em compensação, estudamos a história da Igreja Católica, avançando pela história das encíclicas papais, especialmente a Rerum Novarum de Leão XIII, e os Decretos Pontifícios, em particular, Miranda Prorsus de Pio XII e Inter Mirifica de Paulo VI. Mas o grande ausente do nosso aprendizado foi a história do jornalismo. O conteúdo sobre o desenvolvimento da imprensa ficou restrito às controvérsias sobre os primeiros produtos da imprensa pernambucana.

Os tempos mudaram, porém cresceu o déficit historiográfico nas escolas de jornalismo. Ao pesquisar o conteúdo das disciplinas incluídas nas grades curriculares de algumas universidades, para avaliar a aplicação das novas DCN, fico estarrecido com o desprezo de jovens professores pelas questões holísticas, favorecendo um tipo de formação tecnocrática. Ignorando o contexto das notícias, cultivam um ambiente artificialmente contemporâneo. 

Desta maneira, os jornalistas de hoje deixam de ser artífices do porvir. Ignorando o enraizamento das narrativas do presente em fatos que motivaram as manchetes do passado, desdenham a oportunidade de figurar como “testemunhas oculares da história”!

Literacia Cultural

Posted by admin 12 de abr. de 2015 0 comments


De 16 a 18 de abril de 2015, o Instituto de Ciências Humanas Birkbeck, da Universidade de Londres, no Reino Unido, sediará o evento "Cultural Literacy" (Literacia Cultural), o primeiro de uma série de conferências bienais sobre o tema. Este encontro internacional reunirá pesquisadores dos estudos culturais e literários de universidades e organizações de todo o mundo, bem como os formuladores de políticas culturais. A conferência é o primeiro passo para a implementação das recomendações de um projecto de Literacia Cultural na Europa, e marca a inauguração do Fórum Europeu sobre Literacia Cultural.

A conferência de 2015 abrange dois aspectos: 
  1. Debate acadêmico sobre quatro campos estudos culturais e literários (Memória Cultural; Migração e Tradução; Textualidade Eletrônica; Biopolítica, Biossocialidade e o Corpo); e 
  2. Discussão estratégica envolvendo acadêmicos, juntamente com os responsáveis políticos e financiadores convidados. 

Sobre
Em 2007, foi criado o Comitê Permanente para as Humanidades e Literacia Cultural da Europa pela European Science Foundation (ESF). Através de uma parceria entre a ESF e a COST, ficou estabelecido que, entre 2009 e 2012, seria desenvolvido um projecto para investigar as seguintes questões:
  • Como está o campo interdisciplinar dos estudos culturais e literários e sua relação com os outros campos? 
  • Como estão os estudos culturais e literários na Europa e se há uma literacia cultural efetiva? 
  • Como podemos desenvolver e ampliar a contribuição da Literacia Cultural na Europa e quais os desafios?

Para efeito da investigação foram definidos quatro áreas dentro dos estudos culturais e literários:
  1. Memória Cultural
  2. Migração e Tradução 
  3. Textualidade eletrônica 
  4. Biopolítica, biossocialidade e o corpo


Os resultados da investigação foram compilados em janeiro de 2013, em uma relatório (PDF) organizado por Naomi Segal e Daniela Koleva, contendo 17 ensaios, “From Literature to Cultural Literacy”, publicada pela Palgrave Macmillan. Actualmente, o comitê gestor do projecto visa implementar as duas primeiras recomendações do relatório de política científica: 
  1. Criar uma série de conferências (bienal) sobre Literacia Cultural.
  2. Inaugurar um Fórum Europeu para a pesquisa dos estudos culturais e literários.
Resumos (PDF dos abstracts)
Link dos resumos

Apresentação de CUNHA, Dr Sonia Regina
Saturday, 18 de abril de 2015, 13:30 horas - Universidade de Londres, Reino Unido

LUSOCOM and the Lusophone/Brazilian communication thought

Abstract: The purpose of this study is to investigate the Cultural Literacy contribution – drawn from the content of research carried out in universities and disseminated in scientific meetings – to the structuring process of Lusophone/Brazilian communicational thought. Scientific production in Portuguese – especially from the transdisciplinary area of Applied Social Sciences: Communication Studies – has got more readers since the publication in digital format of the proceedings of congresses. The Federation of Communication Sciences of Lusophone Associations – LUSOCOM, the object of our investigation – has, since 1997, been disseminating the investigative studies of researchers from Brazil, Portugal, Spain and African Countries of Portuguese Official Language – PALOPs. We could consider Cultural Literacy as a pedagogical tool for ultural Literacy in Europe Conference April 2015: ABSTRACTS 10 higher education students in Portuguese-speaking countries, sharing knowledge through dissemination of intellectual capital produced in this area. Translated theories and concepts have become known in the Portuguese-speaking world, allowing the universities to undertake joint efforts and starting the implementation of intercontinental academic partnerships. Then Europe in the knowledge society rekindles the light of ancient culture through cultural memory revealed in scientific research: translated books, auteur movies subtitled and re-shown, old photos reprinted, literary journals and daily newspapers reinterpreted, artworks re-exhibited with details of the creative process, among others. The investigation seeks to reveal the scope of academic literature in Portuguese-speaking countries of Europe, through the translation of theories and concepts presented at meetings of scientific societies (Lusocom) from academic productions, broadening the debate inside and outside universities, and allowing the hegemonic culture to be reinterpreted from the point of view of the colonized, as an auto-ethnographic analysis. 

Programa

09.04.14 (4.ªfeira) 17h30

Receção aos convidados, com Porto de Honra, visita à 
EXPOSIÇÃO 25 abril/40 anos e passeio fluvial no Douro 

10.04.14 (5.ª-­‐feira) – Instituto Universitário da Maia -­ ISMAI
Castêlo da Maia
4475-690 Avioso S. Pedro, Porto, Portugal

8h30 - Registo dos participantes e levantamento da documentação

9h00 - Sessão de abertura
Mesa:
-­ Presidente do Instituto Universitário da Maia ISMAI
-­ Presidente da Rede Folkcom 
-­ Presidente do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional
-­ Diretora do CELCC/ISMAI
-­ Representante da UAb
- Coordenador do Encontro

9h30 - Conferência Inaugural Conceitos e evolução da Folkcomunicação
Prof.Doutora Maria Érica de Oliveira Lima (UFRN/BR)

10h15 – 10h30 - Intervalo/café

10H30 – 12H30 - 1ª sessão plenária: 
Folkcomunicação – raízes e sociedade

Moderador: José Ribeiro (UAb, PT)
Relatora: Cristina Rebelo (ISMAI/CELCC,PT)
Intervenções:
Arnaldo Saraiva (FLUP, PT)
Camiño Noia (Univ. de Vigo, ES)
Élmano Ricarte (Univ. Fed. Rio Grande do Norte, BR)
Isabel Rio Novo (ISMAI/ CELCC, PT)
José Alberto Sardinha (Musicólogo, PT)
Maria Isabel Amphilo (Univ. de São Paulo, BR)

12h30 – 14h15 – Intervalo / almoço

14h15 – 16h15 - 2.ª sessão plenária: 
Arte popular, desenvolvimento e media

Moderadora: Ana Paula Guimarães (IELT, PT)
Relatora: Fátima Nunes (ISMAI/CELCC,PT)
Intervenções:
Eloy Martos (Univ. de Extremadura, ES)
Célia Vieira (ISMAI/ CELCC, PT)
Eliane Mergulhão (Univ. Metodista de São Paulo, BR)
Carlos Nogueira (Fac. Filologia Tradução Univ. Vigo/IELT,FCSH–UNL,PT)
Regina Cunha (Univ. Fed. Rio Grande do Norte, BR)
Pe. António Fontes (Cong. Medicina Popular – Vilar de Perdizes, PT)

16h15 - 16h30 - Intervalo/café

16h30 – 17h30 - Mesa-redonda:
Perspetivas de cooperação científica entre
Portugal, Espanha e Brasil
Participantes:
Ana Paula Guimarães (IELT, PT)
António Hohlfeldt (Intercom, BR)
Eloy Martos (Univ. Extremadura, ES)
Luís Humberto Marcos (AssIBERCOM, CECS e ISMAI-­‐CELCC, PT)
Moisés  Martins (CECS, Confibercom, PT)

17h45 – Sessão de encerramento
(Pe. Fontes - Cong. Medicina Popular/ Vilar dePerdizes, PT)
Átrio ISMAI

Coordenação: Luís Humberto Marcos
ISMAI-­‐CELCC/ CECS/AssIBERCOM


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